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quinta-feira, 24 de junho de 2010

O doce sabor do dever bem cumprido

Que eu sou bióloga, muita gente já sabe. Agora o que as pessoas não entendem é onde aprendi a organizar eventos e por que peguei gosto por esse tipo de serviço... o primeiro evento científico que organizei foi um encontro internacional sobre moscas-das-frutas em 1996, antes mesmo da popularização da internet... os trabalhos foram recebidos por fax ou disquete (!)... o evento foi no Chile e aprendi com o Aldo o processo de organização - da primeira circular ao fechamento do livro de resumos. De lá prá cá foram dezenas de eventos. Grandes, pequenos, regionais, internacionais... Comparo o trabalho de organização de eventos a uma orquestra na qual cada músico tem a sua partitura para aquele instrumento particular e na qual o maestro junta os talentos todos em um conjunto harmônico. Apesar de já ter organizado dezenas de eventos, sempre me emociona quando o pessoal começa a chegar... quando a sala começa a encher e os resultados começam a surgir. Ainda me emociona perceber que as pessoas vão embora mais motivadas do que estavam quando chegaram.

Este semestre foi intenso... três reuniões de trabalho sobre agrotóxicos, três workshops de webdelphi, uma conferência e um Enfisa nacional. Este ano, por sugestão do Rangel, Filomena e vários outros da comissão organizadora, inovamos muito no Enfisa nacional, com mudanças na condução da reunião de fiscais, com a realização de um curso sobre fiscalização de agrotóxicos, com a possibilidade de apresentar trabalhos na forma de pôster e com a realização de um diagnóstico nacional sobre a fiscalização de comércio e uso de agrotóxicos. Fico feliz em colocar o conhecimento técnico sobre agrotóxicos (adquirido em anos de bancada e trabalho de campo) junto com uma boa habilidade para orquestração a serviço de um tema tão relevante. Fico feliz, também, em ter sido chamada para organizar as reuniões do ano que vem, em João Pessoa, Porto Alegre, Boa Vista e Campo Grande.

Veja também:
:: Fotos do ENFISA 2010 em São Luís
:: Deixe sua opinião sobre o ENFISA 2010
:: Palestras do Seminário sobre Agrotóxicos - parte 1
:: Palestras do Seminário sobre Agrotóxicos - parte 2


Agora...a melhor parte - as amizades que a gente faz ao longo da caminhada... há cinco anos trabalhando com esse grupo!

1. Com a comissão de São Luís... Saraiva, Filomena, Edmara e Fabíola... faltou só o Roberval...

2. Com Filomena, amiga querida, guerreira que vestiu a camisa e moveu ceus e terras para realizar o Enfisa 2010

3. Amigos da Amazônia - Oder (AC), coordenador do evento de Rio Branco em 2008, e Tânia (AP), coordenadora do regional norte 2010.

4. Encontro de fiscais - tudo do jeito que o Rangel pediu: as mesas, as placas, os procedimentos. Rangel é visionário, eu sou executora - um casamento perfeito.

5. Com Marcos e Luciana, dois velhos e queridíssimos amigos.

6. Luís Ribeiro me mandando descansar nos Lençois, agradecimento da Andef pelo trabalho realizado. O presente foi muito bem aproveitado!

7. RIT DA no Enfisa - palestras, fotos e comentários sobre o evento e muita interatividade







domingo, 20 de dezembro de 2009

En el medio del mundo - del lado brasileño...

Lá em Quito tem um marco chamado 'El medio del mundo', que é por onde passa a linha do Equador. Se fosse possível e se você se deslocasse em direção leste por cerca de 3.000 km, chegaria a Macapá, onde tb tem um marco onde vc pode ficar com um pé no Hemisfério Norte e o outro no Hemisfério Sul. Não visitei nenhum desses marcos pq realmente não curto esse turismo 'geográfico'. Só queria registrar esse fragmento de cultura inútil...

Conheci Macapá esta semana. A cidade tem 250 anos e cerca de 300 mil habitantes. Pelo que a Tânia me falou, não tem nenhuma atividade industrial ou agrícola relevante. Mas tem um bom comércio. A cidade não tem ligação rodoviária com nenhuma outra capital brasileira, o que aumenta mais ainda a distância e a sensação de isolamento. A cidade fica às margens do Rio Amazonas, próximo ao local onde o rio desemboca no Oceano Atlântico.

Fotos:
1. O Rio Amazonas, na maré cheia. Olhem as árvores só com as copas prá fora. Eu fico me perguntando - botanicamente - como é que essas árvores conseguiram crescer nessa condição... pensa bem... 12 horas debaixo d'água... como é que as plantas jovens não apodreceram? ah, na maré baixa, fica uma lama... e nessa lama tem torneios de futebol com direito a narrador e tudo. Essa eu tô pagando prá ver, quem sabe da próxima vez consiga!

2. Ventoso, muito ventoso! (e é Cruzeiro na Libertadores de novo! Não que eu seja torcedora fanática, mas é que adoro essa camiseta)

3. Por-do-sol no Forte São José de Macapá. Mais de 200 anos de história, vale a pena conhecer o parque. Muita gente vai lá caminhar, correr, pedalar, namorar...

4. Com a comissão responsável pelo Regional Norte: Júlia, Tânia e Rosiel, todos do Diagro.

5. Museu do Sacaca. Sacaca era um cidadão macapaense (o 'homem' sentado no fundo da foto anterior é, na verdade, uma estátua do Sacada) e o IEPA (Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá) decidiu homenageá-lo. O parque tem um museu de história natural e biotecnologia muito interessante, sala de eventos, restaurante, trilha, espaço para exposições e é uma réplica dos ambientes ribeirinhos amazônicos.

Brasil, Brasil... quanto mais eu te conheço, mais gosto de vc!