Mostrando postagens com marcador América Central. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador América Central. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Hago mias las palabras de San Martin

Fueron 9 días preciosos al largo de los cuales he podido conocer personas y compartir con ellas ratos de aprendizaje y ratos de puro entretenimiento. Ha sido lindo conocer un poco más de mi querida Guatemala y tambien encantarme por El Salvador. Ya me pongo ansiosa por nuevas oportunidades para conocer otras partes de Centroamerica, de hacer otra pequeña aventura por las carreteras de la región. Mi vida no es buena. Ella es perfecta. Regreso a mi adorado pais con el sabor de deber bien complido y me despido de Centroamerica recordando un monumento en honor a San Martín, ahí muy cerquita del hotel y de Sieca. Hago mias las palabras suyas.


domingo, 14 de novembro de 2010

Esta é para o meu pai

Aprendi muita coisa com meu pai. Entre elas, a gostar do mar. E das coisas boas que o mar traz. A primeira parada do dia de hoje foi em Puerto La Libertad, que fica a uns 25 km da capital San Salvador. Andadinha rápida na praia... que não tem areias brancas e fofas como as praias do Atlântico e sim escuras e cheia de pedras. Isso porque é uma região geologicamente mais recente. O mar pareceu agitado e fundo. Não entraria nesse mar. A temperatura da água estava ótima, mas não deixei ela passar da canela...

Encontrei um trapiche que funciona como mercado de peixe. Os barcos já haviam retornado, então acompanhei o trabalho dos pescadores limpando o peixe, preparando os cortes... aquele burburinho... e o que me impressionou demais - limpeza e ausência de moscas. Apesar do calor logo cedo.

Tinha camarões gigantes, sem brincadeira, passavam de 20 cm de comprimento. Preço? 3 dólares a libra, perto de 5 dólares o quilo. Lagosta por 8 dólares o quilo. Tudo muito, muito fresco e muito barato. Fiquei imaginando como meu pai se sentiria num lugar deste. Ia virar menino de novo... e com certeza ia querer ir pescar no dia seguinte!

1. Chegando a Puerto La Libertad
2. Praia com pedras e areias escuras. E muito respeito ao mar.
3. O trapiche (muelle)
4. São lindas, mas agitadas e tive a impressão de que me engoliriam em poucos minutos...
5. Dentro do trapiche. Sente a limpeza. Vc não sente cheio de peixe, tudo é muito limpo e muito fresco.
6. Hummmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm
7. Pescadores em final de um dia de serviço
8. Lagostas: 8 dólares o kg
9. Siri (= paija ou jaipa?? xii esqueci)
10. Lula (= calamar)
11. Mega camarões: 5 dólares o kg
12. Lagostas e camarões - quero levar tudo pra casa
13. O peixe avermelhado se chama 'boca colorada'

Daria para passar uma boa temporada por aqui...














Compulsive ceviche eater

Acho que só tem uma coisa que eu gosto mais que sashimi. É ceviche. Marina o peixe, camarão, lula ou qq coisa do mar... no limão... e tempera com sal, pimenta, cebola, coentro... e come com abacate, batata doce, nachos ou nada...

Saí do hotel de San Salvador antes das 7 da manhã hoje. E o café só começava a ser servido às 7h. Aí, quando cheguei a Puerto La Libertad, na costa do Pacífico, dei a maior sorte de encontrar um trapiche que é um mercado de peixe. E comi um delicioso ceviche de camarão, maravilhoso, divino... por 3 dólares!!! Ah, eu quero vir de novo prá El Salvador! Qué cursi!!



Uma aula prática de Geologia

Parte 1
Sempre me interessei por Geologia, talvez tivesse cursado Geologia e não Biologia. E com certeza, se tivesse nascido uns 30 anos mais cedo, teria cursado Ciências Naturais, que englobava Geo e Bio. Colecionava 'pedras' quando adolescente e gostava de entender os processos de formação dos vários tipos de rochas. Elas ficavam debaixo da cama junto com a coleção de bichos peçonhentos. Até que um dia, foi tudo pro lixo, não tive nem a chance de guardar uminha que fosse de recordação... é, eu era uma adolescente com uns gostos meio esquisitos mesmo. O tempo passou e deixei de ser adolescente, mas continuo meio esquisita heheheheheheheh...

Saí cedíssimo de San Salvador. Não eram nem 7 da manhã. Destino: Guatemala. Mas eu não queria voltar pelo mesmo caminho que tinha ido. Seria uma total falta de imaginação. Consegui um mapa de El Salvador e resolvi voltar pelo Pacífico, pelo menos para ver a cara da praia. Já conhecia o Pacífico no Chile e no Equador, mas sabe como é. Curiosidade não tem fim e eu queria ver como era o Pacífico em El Salvador. Depois eu conto.

O que quero contar agora é sobre a metade do caminho. Cheguei sem problemas a CA-12 e tinha duas opções - ou eu ia reto por uma autopista até Santa Ana ou entrava à esquerda numa viscinal que passava pelo Cerro Verde. Olhei de longe e à esquerda eu via vulcões, montanhas... me chamou a atenção que tinha pelo menos 3 vulcões grandões... um era bem cônico e os outros 2 achatados, mas de base bem mais larga... por outro lado, olhava para a frente, e via tudo meio chato demais. Tive nem dúvida, né? E me enfiei numa estradinha estreita mas sem buracos. Passei por uns povoados e só sentindo a altitude aumentar... o Cerro Verde é maravilhoso. Parei zilhares de vezes para tirar fotos. Aquele cheiro de terra e aquele verde... estava precisando de verde, me acalma. E a passarinhada... tudo muito bonito mesmo...

E lá ia eu no meu Tiida vermelho, alugado por 42 dólares (!!)... olhando pro lado direito da carretera e babando no verde... de repente, olho pro meu lado esquerdo e tenho a impressão de ter visto água azul. Muito azul. Continuei sem saber direito pra que lado olhar. Tá, eu sei que deveria olhar pra frente, mas impossível manter o foco numa situação dessas... alguns minutos depois, um lago imenso de revela. Redondinho. Azul. Uma pazzzzzzzzzzzzzzzz... parei na hora o carro.

E então enxerguei 3 moradores das redondezas que me explicaram que esse era o lago Coatepeque e que, se eu dirigisse numa determinada direção, conseguiria ir até lá embaixo onde havia restaurantes, pousadas e passeios... Juro que eu não ia. Mas quando cheguei em El Congo, virando à direita iria para a fronteira com a Guatemala e para a esquerda desceria os cerca de 900 m até o lago. Deixei o juízo de lado, vai saber lá deus quando é que vou ter chance de ver de perto o lago Coatepeque, né? Esquerda volver!

O trapiche do restaurante que escolhi (Los Ranchos) não era lá aquelas coisas... mas logo parou um barco e o barqueiro ofereceu um passeio pelo lago. Eu? Entrar num barco e dar volta no lago?? Só se for agora!!! E ainda por cima brava pq não tinha levado roupa de banho. De dentro, o lago é ainda mais azul. E a composição que ele faz com o verde da vegetação e o azul do ceu... passaria horas ali... andando de caiaque... de lancha... ou atirada bem no meio do lago nadando... passaria dias numa das cabanas de aluguel... (por 35 dólares, você fica hospedado no lago).

26 quilômetros quadrados de lago... e nem é dos maiores, não. 100 m de profundidade em alguns locais... é uma imensidão...

Massssssssssssss... o tempo urge... e eu tinha hora para devolver o carro... fim do passeio no Coatepeque... A vida é uma caixinha de surpresas. Uma estrada também é uma caixinha de surpresas. Não tinha a intenção de conhecer Coatepeque, aliás, nunca tinha nem ouvido falar de Coatepeque. Um passeio que vale demais a pena.

Parte 2 - as explicações
Cheguei ao hotel, devolvi o carro e vim pro Google entender o que havia visto.

O vulcão cônico é o Izalco e os chatos são o Santa Ana e o Cerro Verde. O Santa Ana, segundo me falaram, teve atividade há uns 4 anos atrás. O Izalco também andou lançando umas cinzas... Os três são 'stratovolcanos' (não quero traduzir para não correr o risco de inventar palavras em português). Os stratovolcanos tendem a ser mais altos, mais ativos e lançarem lava mais densa. Por isso, ela não espalha tanto e o vulcão fica mais alto e mais estreito. De acordo com a wikipedia, tem quase 2.000m de altura. Vejam a foto do Smithsoniam, muito muito melhor do que as minhas:


Ver foto da Wikipedia mostrando os três vulcões: da esquerda para a direita: Izalco, Cerro Verde e Santa Ana.


Ver foto da cratera do Santa Ana (Wikipedia):


E o Coatepeque? O Coatepeque é uma caldeira vulcânica. O nome quer dizer 'na montanha da serpente). Ele foi formado durante erupções vulcânicas entre 72 e 57 mil anos (Fonte: Wikipedia). Os dados que o Alex (barqueiro) passo fecham direitinho com o que consta na wikipedia.

Ver explicação sobre stratovolcanos: http://en.wikipedia.org/wiki/Stratovolcano
Ver lista de vulcões de El Salvador: http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_volcanoes_in_El_Salvador


Hoje, meus amigos, eu daria tudo para ter uma máquina fotográfica com lente para fotos panorâmicas...




Deixe-se surpreender por El Salvador. Eu me deixei. E adorei!!

Quando decidi, há uma semana, mais ou menos, alugar um carro na Guatemala e vir conhecer El Salvador, não tinha a mínima ideia do que iria encontrar. E tenho certeza que 99,9% dos brasileiros não têm a mínima noção de como o país é. Cheguei a pensar 'é loucura'. 'É inconsequência'. Nada. Tudo preconceito.

Cruzando a fronteira com a Guatemala, a impressão não é das melhores. Mas logo a gente entra numa autopista que impressiona pela qualidade do asfalto e principalmente pela limpeza. Tudo pareceu muito limpo e muito organizado. E seguro também.

Mas antes de continuar... estou num carro alugado da Budget e, como ia me aventurar no total desconhecido, achei que seria prudente alugar também um GPS. Para minha enorme surpresa, o GPS não tem mapas de El Salvador. Uma beleza. Cruzei a fronteira e fim. Felizmente, a rodovia era bem sinalizada e não tive dificuldade de achar o rumo para San Salvador, a capital. Só... que a poucos quilômetros da cidade, a pista estava fechada e acabei entrando em Santa Tecla. Aí sim, me perdi valendo. Fiquei uma hora mais ou menos tentando achar o caminho. E o GPS calado. Pedi informação e 2 pessoas me deram informação errada. Mais e mais volta. Desistir eu não podia. Tinha que sair de Santa Tecla de um jeito ou de outro. E então, por um verdadeiro milagre, encontrei a rodovia para San Salvador. Não tem outra explicação a não ser um milagre. E salve Santa Tecla!

Quando estava quase chegando a San Salvador, escutei no rádio um convite para a Feria Internacional e a palavra mágica 'artesanías'. Entrei em San Salvador alucinada primeiro para arranjar um hotel para tomar uma ducha e segundo para ir para a feira. Consegui também por milagre chegar ao centro, mas não consegui um lugar seguro para estacionar e só fiz um city tour by car mesmo. Por milagre, encontrei o Hotel Alameda que fica na Al. Roosevelt. Fica fora da Zona Rosa, mas num lugar de fácil acesso para o centro e - principalmente - para a feira!

A feira. Quem me conhece sabe o quanto eu amo a América Latina e pode imaginar a minha emoção de estar vivendo o que estou vivendo. Shows de danças e músicas da América Latina inteira. Artesanato de todas as regiões de El Salvador e de diversos países da América Latina. Tinha, claro, uma mostra de produtos de outras partes do mundo - Estados Unidos, Europa, Taiwan, etc etc. Mas o dia em que eu quiser ver alguma coisa da Europa ou dos EEUU, pego um avião e vou ver in loco. Dizer que chorei de emoção é absolutamente desnecessário, né? Mas tá dito. Chorei mesmo. Bom demais estar lá misturada no povareu de gente, completamente anônima. Conversei com muita gente, comi muita coisa diferente, comprei muitíssimo artesanato e tirei centenas de fotos. Deixa elas contarem um pouco desta história...

Na estrada. Barraca de frutas - maior parte é produzida em Salvador. O que não é daqui veio da Guatemala. As lichias gigantes, por exemplo.


No rumo certo. Estradas bem sinalizadas, um bom asfalto. E um dia perfeito pra cair na estrada!


Chegando na Feria Internacional, no meu melhor visu BG (bicho grilo)


Maracatu made in El Salvador rssssssssssss


Estas frutas da Nicaragua eu posso levar para casa!


Não entendi nada do que ele falou sobre o significado da fantasia... mas para que saibam que não tenho medo de cara feia hehehehehehehehe


Uma mistura de tarot e bingo??



Las pupusas - são como as tortillas mexicanas, só que mais gordinhas. E maiores que as arepas venezuelanas/colombianas... e levam queijo, bacon y otras cositas más. A arte imita a vida.



O moço que pinta pedras. Comprei uma pedra pintada de sapo, para dar de presente para a Vera, que coleciona sapinhos.


Dueña Catalina, que me vendeu doces de panela, que é um caldo feito com cana de açúcar. O doce vem embrulhadinho numas trouxinhas de palha. Coisa mais linda (e mais gostosa!) O nome é 'ataditos de dulce' e a origem é Cojutepeque. Para quem quiser encomendar, o telefone é 2372 1319.


Saindo da feira... 4 horas depois... ficaria 4 horas mais... A vida é divertida. Não entendo por que é que tanta gente gasta tempo fazendo dela um peso. A minha é leve e muito boa. Vamos lá, 'sempre rir, sempre rir, prá viver é melhor sempre rir... eu que era triste agora não sou, até o moço chato gosta de rir, sempre rir, sempre rir, sempre rir!' (musiquinha do Bozo, lembram?)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Mi cabeza hiperactiva aquí se queda mega-activa

Estoy en Guatemala desde las 11 de la mañana de hoy. El viaje fue tranquilísimo y de verdad que no me cansó para nada. Llegué, desempaqué equipaje y fui para una caminata en la zona del hotel hasta la oficina de SIECA (Secretaria de Integración Económica Centroamericana) en donde ocurrirá el taller de análisis económico en sanidade vegetal la próxima semana. Y entonces, a (re)conocer esta linda ciudad, en donde ya estuve el 1999... pero nada recordaba... el hotel se queda en la zona 13, que es nueva y cerca al aeropuerto. Podría ser EEUU, São Paulo, México o cualquier otra gran ciudad. En un radio de 100m están McDonald's, Taco Bell and Burger King. Así que agarré un taxi y fui al mercado central. La zona 1. La parte más vieja de la ciudad. Ah, y hablando en vejez de la ciudad... yo pensaba que era más vieja, pero tiene alrededor de 180 años solamente.

Y entonces de verdad que me sentí en Guatemala. El olor de las comidas y de las mercaderías, las ropas típicas y coloridas de las mujeres y el inolvidable 'qué le damos?'. En este mercado están artesanías, frutas, legumbres y una infidad de comedores. Fue especial estar allá nuevamente negociando pequeños valores, bargañando pequenas ventajas y entrenando el español. La gente es muy sencilla y muy amable, uno se siente de verdad acogido. Bueno, yo me siento en mi propia casa.

No tengo ganas de dormir. Anoche dormi tal vez 3 o 4 horas. Mi cabeza normalmente ya bastante agitada se siente tan sintonizada al lugar que quiero vivir todo, probar todo. Son las 7 de la noche aquí, o sea, 11 de la noche en mi reloj biológico... sé que debo dormir temprano pues mañana será un día intenso. Bueno... a dormir, o al menos, a descansar el cuerpo.

Fotos:
1 y 2. Vista del mercado central, me encanta la riqueza de colores y olores. Había cosas allá que nunca había visto ni probado. Quisiera poder llevar un poco de estos sabores para mi cocina...
3. Tienda con gran diversidad de granos secos
4. En la entrada del mercado. Las mazorcas en el centro de la foto tienen alrededor de 12 cm de largo. Ví vários tipos de mazorcas en el mercado, lo que tiene sentido pues esta es la zona de origen del maíz
5. En la entrada del mercado, en donde compré granadillas
6. Un comedor típico, muy decorado com artículos católicos
7. Una persona feliz en Guatemala







quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Guatemala, 2ª edição, 11 anos depois!

Estou há cerca de 40 dias trabalhando num sistema para avaliação de risco de pragas para a América Central. É parte de um projeto maior de integração dos sete países do istmo, ou seja, Belize, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua e Panamá. Os dados gerados estão sendo carregados em uma wiki... eu estava mantendo a página com acesso restrito, mas ontem liberaram a divulgação... dá uma olhadinha.

Falta carregar a parte dos cálculos, mas já tem muito dado sobre as pragas com maior importância quarentenária para a região. A Morgana fez um trabalho excelente de compilação de informações e estará, nos próximos dias, incluindo fotos e outros dados sobre as pragas.

E lá vou eu... 14 de novembro prá Guatemala!!! Será que ela mudou tanto quanto eu?

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Integração da América Central

Os sete países continentais da América Central (Guatemala, Belize, Honduras, Nicarágua, El Salvador, Costa Rica e Panamá) promovem uma série de projetos conjuntos com o objetivo de ampliar a integração regional. Um desses projetos é a capacitação de profissionais da área de Sanidade Vegetal para a implantação de um centro regional de análise de risco de pragas. O projeto é fomentado pela SIECA (Secretaria de Integración Económica Centroamericana) através da ADAPCCA. Fui contratada pela SIECA para participar desse projeto, desenvolvendo uma metodologia e ministrando curso sobre avaliação de potencial econômico de pragas exóticas. Muito desafiador e uma oportunidade maravilhosa de aprendizado sobre essa parte do mundo praticamente desconhecida para mim.

O primeiro workshop será na Costa Rica, agora em outubro.

Se a minha vida é boa? É ótima!!!

Para ver os principais produtos importados pelos 7 países participantes do projeto, clique aqui.

Para ver os principais produtos exportados pelos 7 países participantes do projeto, clique aqui.