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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Semana passada era um sonho... agora é uma lembrança boa e uma promessa de retornar

"No matarás.
No robarás.
No permanecerás ocioso"

Estes são os três princípios morais básicos da cultura inca, segundo Victor Hugo, meu guia de passeio. Vai ver que é por isso - especificamente pelo terceiro princípio - que me sinto tão bem em terras incas... afinal, tenho a maior fama de workaholic. Fama da qual discordo, veementemente. Eu sou mesmo é uma hedonista. Afinal, tenho prazer fazendo aquilo que todo mundo chama de trabalho (=tortura). Podem me chamar, no máximo, de masoquista em ter prazer onde todo mundo sente dor... mas tudo bem... são apenas pontos de vista diferentes...

O fato é que aquilo que as pessoas chamam de trabalho e eu chamo de prazer me proporciona momentos de ainda mais prazer, como passeios e viagens interessantes. Esta semana fui ao Peru determinada a conhecer Machu Picchu, um sonho antigo de criança. Un regalito de mí para mí... nada cómo consentirse a veces, verdad?

A cultura da cordilheira sempre me impressiona e sempre me sinto em casa ao escutar as músicas típicas e ao ver os nativos falando em língua quechua. Lembro da sensação que tive ao ver um grupo equatoriano se apresentando com roupas indígenas numa praça em Montevideo em fevereiro de 2008. Lembro dos mercados de Quito em julho de 2008. Da passadinha em Santa Cruz de la Sierra agora em junho. Muito antes de começarmos a falar em sustentabilidade e respeito ao meio ambiente, estes povos já falavam sobre isso. E praticavam. Eles praticam um respeito tão grande à natureza e tem gente que ainda tem coragem de chamá-los de primitivos, de aborígenes.

Provavelmente, escreverei ainda muitos posts sobre esta viagem, mas queria apenas disponibilizar algumas fotos. Só clicar na foto abaixo que vai abrir o álbum do Picasa, onde dá para ler as legendas e colocar comentários. È foto demais para postar aqui via Blogger...
2011 09 Peru Machu Picchu

domingo, 4 de setembro de 2011

Realizando el sueño de mi niñez

Tinha uns 10 anos... 12, talvez... e estava na casa da Tia Youko em Lins. Ela era assinante da National Geographic e eu costumava me deliciar com as revistas toda vez que ia visitá-la. Talvez tenha nascido aí esta minha sede de mundo e esta consciência de que ele vai para muito além dos muros do quintal de casa. Mas, nesse dia, dei de cara com uma matéria sobre um sítio pré-colombiano no Peru e aquilo despertou minha curiosidade de uma forma que jurei para mim mesma que um dia iria visitar ao vivo. Me impressionaram a robustez das construções e o sistema de distribuição de água. E a paisagem.

O tempo passou depressa e, nos últimos 15 anos, tive chance de conhecer vários sítios pré-colombianos: astecas na Cidade do México, maias em Palenque e na Guatemala, olmecas em Tapachula... e cada um é diferente do outro. Não existem dois que sejam parecidos. A única constante é o sentimento de efemeridade, de insignificância da gente perante o tempo. Sempre fico me perguntando quantas pessoas foram necessárias para botar a Pirâmide do Sol em Teotihuacán... e a que poder estas tantas pessoas se curvaram para levar a cabo um projeto tão grandioso.

Estou numa sala de embarque em Lima, esperando para embarcar para Cuzco para realizar esse que é, talvez, meu maior sonho de infância: conhecer Machu Picchu. É engraçada a sensação: por um lado, total excitement por realizar um sonho. Do outro, uma certa frustração por pensar que daqui a 24 horas ele estará realizado... vou precisar de um sonho novo... hora de assinar a National Geographic ou de visitar mais a Tia Youko! Será que ela ainda assina e será que ela ainda continua inspirando sobrinhos e sobrinhas aventureiros a saírem pelo mundo?


Família Sugayama reunida no aeroporto de Congonhas. Em pé, atrás, meu Ditian Makoto, Maica e Magali. Sentados, da esquerda prá direita: Tio Tibo, Tio Ziro (e eu no colo), Tia Nilza, Mônica, Tia Youko (que ajudou a ampliar desde pequena minha noção de mundo), Batianzinha de Lins (Masae) e Tia Nobuko. Nessa foto, fica evidente minha antiguidade: minha infância foi fotografada em preto e branco... e fica também evidente que desde criancinha já tinha um pezinho em Congonhas...

Chegou o ônibus para embarque remoto... próxima postagem: Cuzco!!!