"Toda viagem deveria oferecer oportunidades para uma maior compreensão de si - e, na verdade, muitos livros de viagens são autobiografias disfarçadas: livros sobre o viajante, e não sobre o lugar" (Paul Theroux)
Quem frequenta a minha casa, o meu escritório ou a minha vida sabe... são lugares repletos de lembranças... algumas materializadas na forma de peças de artesanato, outras guardadas em algum lugar na minha cabeça servindo como referências... E, vez por outra, uma dessas lembranças sai de dentro da cabeça e se materializa através das mãos.
Fazia tempo que estava atrás de uma solução para guardar documentos que não precisariam, a rigor, ser guardados mas que eu não gostaria de jogar fora. Certificados de trabalhos apresentados em 1992, de congressos acontecidos em 1995... de artigos que já caíram no esquecimento meu e da comunidade científica... e então, por falta de uma solução, eles ficam em caixas de arquivo morto, em gavetas, em pastas suspensas...
Então, agora que consegui finalmente arrumar o meu cantinho de artesanato, as lembranças represadas estão saindo com toda força. Esta semana se materializaram nestas caixas com fotos de México, Guatemala, Peru e Equador... quatro viagens, quatro saudades, quatro lugares onde me sinto em casa. A próxima coleção será de rendas do Brasil... e depois de cartas de tarot.
Coleção 'Quatro Saudades'... caixas para documentos inspiradas em países hispânicos.
Meu cantinho, agora organizado! (ou quase isso...)
Trouxe este quadro da Guatemala. É lindo, com cores vibrantes e retrata o comércio de frutas, flores e legumes... como uma das coloridas feiras que visitei por lá e em outros lugares da América Latina. A técnica chama-se 'ojo de pajaro' porque é como se a gente estivesse vendo o mundo de cima. E aí... olho de passarinho, asa de passarinho, Timbalada, Salvador, tô a caminho!! Viram como América Central rima com Nordeste?
Beija-Flôr Timbalada
Eu fui embora Meu amor chorou Eu fui embora Meu amor chorou Eu fui embora Meu amor chorou Eu fui embora Meu amor chorou Vou voltar... Eu vou nas asas De um passarinho Eu vou nos beijos De um Beija-Flor...(2x) No tic tic tac Do meu coração Renascerá No tic tic tac Do meu coração Renascerá... Timbalada é a semente De um novo dia Nordeste sofrimento Povo lutador Entre mares e montanhas Com você eu vou Yo quero te namorar amor Yo quero te namorar amor... Teu lábio é tão doce Doce feito mel Todo azul sua beleza Feito a cor do céu Quero me aquecer Sentir o seu calor Rolar, rolar na cama Lhe chamar de amor... Fazer mil poesias Prá te conquistar Deixá-la simplesmente Coberta de flor Quero me aquecer Sentir o seu calor Amor é só me chamar Ah! Ah! Que eu vou Amor é só me chamar Ah! Ah! Que eu vou... Estou sentindo A falta de você Sonhando com seu beijo Espero amanhecer Tu levas as palavras Soltas pelo ar Yo quero te namorar amor Yo quero te namorar amor Yo quero te namorar amor... Eu te bandê! Eu te bandê! Eu te bandê! Eu te bandê! Eu te bandê! Eu te bandê Preta! Yo quero te namorar amor! Yo quero te namorar amor!... No tic tic tac Do meu coração Renascerá No tic tic tac Do meu coração Renascerá... Timbalada é a semente De um novo dia Nordeste sofrimento Povo lutador Entre mares e montanhas Com você eu vou Yo quero te namorar amor Yo quero te namorar amor... Teu lábio é tão doce Doce feito mel Todo azul sua beleza Feita a cor do céu Quero me aquecer Sentir o seu calor Rolar, rolar na cama Lhe chamar de amor... Fazer mil poesias Prá te conquistar Deixá-la simplesmente Coberta de flor Quero me aquecer Sentir o seu calor Amor é só me chamar Ah! Ah! Que eu vou Amor é só me chamar Ah! Ah! Que eu vou... Estou sentindo A falta de você Sonhando com seu beijo Espero amanhecer Tu levas as palavras Soltas pelo ar Yo quero te namorar amor Yo quero te namorar amor Yo quero te namorar amor... Eu te bandê! Eu te bandê! Eu te bandê! Eu te bandê! Eu te bandê! Eu te bandê Preta! Yo quero te namorar amor! Yo quero te namorar amor! Yo quero te namorar amor! Yo quero te namorar amor! Yo quero te namorar amor! Yo quero te namorar amor!.
Fueron 9 días preciosos al largo de los cuales he podido conocer personas y compartir con ellas ratos de aprendizaje y ratos de puro entretenimiento. Ha sido lindo conocer un poco más de mi querida Guatemala y tambien encantarme por El Salvador. Ya me pongo ansiosa por nuevas oportunidades para conocer otras partes de Centroamerica, de hacer otra pequeña aventura por las carreteras de la región. Mi vida no es buena. Ella es perfecta. Regreso a mi adorado pais con el sabor de deber bien complido y me despido de Centroamerica recordando un monumento en honor a San Martín, ahí muy cerquita del hotel y de Sieca. Hago mias las palabras suyas.
Lembrei do poema de Cecília Meireles enquanto vasculhava caixas de fotos - é, fotos mesmo, daquelas que a gente batia e mandava revelar - atrás do nome do sítio arqueológico que visitei em 1999 na Guatemala. Não encontrei. Achava que tinha sido Tikal, mas não tenho lembrança de ter pegado um avião para ir lá. Também não lembro de ter enfrentado uma viagem imensa de bus. Por que é que só inventaram essa história de blog agora, de uns 4 anos prá cá? Bom, o meu consolo é que daqui a 11 anos vou lembrar de mt mais coisas da Guatemala pq tá tudo registrado em blog...
É um milagre que eu não pese 100 kg, porque eu não somente adoro comida como também como muito. Adoro provar sabores novos, quando vou para algum lugar que não conheço pego o cardápio e mando vir algo que não tenha noção do que seja. Alguns clicks gastronômicos da viagem...
No mercado central da Guatemala: Isto é o paraíso! Além da área gigante de artesanato e de comedores... as frutas dão um show de cor. Tem até rambutan, produzido na Guatemala. Vários tipos de feijão também. E hoje finalmente conheci o miltomates! Só conhecia a salsa de miltomates... que é verde... cheguei a pensar que era um molho feito com tomate verde... mas não é não. Miltomate é uma solanácea que, assim como o physalis, vem 'embrulhadinho' nas brácteas, As brácteas são verdes e não são secas como no physalis. Olhando de longe, deu a impressão de serem micro repolhos... eita mundão cheio de coisa pra eu conhecer!
Ainda no Mercado Central, num comedor... Tem dezenas de comedores no mercado central da Guatemala que servem a comida típica com preços muito bons. Hoje almoçamos lá - Andreza e eu - um frango assado com guacamole, salsa de tomate y otras cositas más.
Almoço à francesa? Não! Desayuno chapin, no Crowne Plaza Las Américas: increible, inolvidable e irresistible. Vale la pena levantar más temprano para disfrutar despacito cada sabor. Sin decir el cariñoso atendimiento chapin! (y a mi no me gusta levantar temprano!)
Sobre as pupusas: Quando fui para El Salvador, fiquei intrigada com o número de pupuserias que vi no caminho... não tinha a mínima ideia do que podia ser, mas sabia que tinha que provar a qq custo. E então aprendi que as pupusas são como tortillas feitas com maíz criollo (branco) moído e que podem levar recheios variados. Experimentei na feira internacional em San Salvador e depois comi uma pupusa maravilhosa em Sonsonate, uma cidade no caminho entre San Salvador e Guate. Escolhi o recheio de loroco, simplesmente por ser a única coisa que eu não conhecia numa lista de 9 opções. Era uma planta, pelo que entendi uma trepadeira. Mas não sei, ainda, dizer do que se trata - botanicamente falando... eles trazem para vc a pupusa quentíssima preparada num fogão de barro misturado com cimento e aquecido a lenha. Um molho picante e uma saladinha de repolho acompanham. Garfo e faca? Não acompanham. Olha pra um lado, olha pro outro... todo mundo cortando e comendo a pupusa com a mão. Vamo nessa, então! Eu é que não vou pagar o mico de pedir tenedor y cuchillo!
E os ceviches? Genteeeeeeeeeeeeeeeee... só tem uma coisa que eu amo mais do que sushi! O ceviche! Comi ceviche à beira mar (em La Libertad El Salvador), às margens de um lago vulcânico (em Coatepeque, El Salvador) e em Ciudad Guatemala. Um diferente do outro... y yo me los como todos!!!
Sei que tirar foto de comida é coisa de gordo, mas a minha cabeça é cabeça de gordo... e eu amo comida! E como não posso levar para casa, é a única maneira que tem para que essas comidas maravilhosas não caiam no buraco negro da minha memória... Pelo fim da anorexia e da ditadura da magreza!
Les presento los bastidores del taller, ha sido un gusto compartir los buenos ratos fuera de la oficina de SIECA.
Luces de navidad en un mall, me encantaron por lo delicadas que son:
El CCCC - Clube de las Compradoras y Cantadoras Compulsivas: yo, Delia, Ines, Erica, Violeta y Andreza:
Como chavalitas nos quedamos intentando adivinar los sabores de los helados, en el super en Guate:
Cena en Antigua. Taquitos para Manuel, fajitas para mí, guacamolito para Violeta... y una inmensa comida para Andreza. Faltaron los salvadoreños, que se perdieron en alguna esquina de la Antigua:
Compras, comida y mucha risa en Antigua:
En Guate, abriendo y cerrando el karaoke bar, con Delia, Erica, Violeta, Inés y Luis:
Entremos, muchachas!!
Tú eres mi hermano del alma realmente un amigo. Que en todo camino y jornada está siempre conmigo. Aunque eres un hombre aún tienes alma de niño. Aquel que me dá su amistad, su respeto y cariño. Recuerdo que juntos pasamos muy duros momentos. Y tú no cambiaste por fuertes que fueran los vientos. Es tu corazón una casa de puertas abiertas. Tú eres realmente el más cierto en horas inciertas. En ciertos momentos difíciles que hay en la vida. Buscamos a quien nos ayude a encontrar la salida. Y aquella palabra de fuerza y de fé que me has dado. Me da la certeza que siempre estuviste a mi lado. Tú eres mi amigo del alma en toda jornada. Sonrisa y abrazo festivo a cada llegada. Me dices verdades tan grandes con frases abiertas. Tú eres realmente el más cierto de horas inciertas. No preciso ni decir, todo eso que te digo. Pero es bueno así sentir que eres tú mi gran amigo. No preciso ni decir, todo eso que te digo. Pero es bueno así sentir que yo tengo un gran amigo. No preciso ni decir, todo eso que te digo. Pero es bueno así sentir que eres tú mi gran amigo. No preciso ni decir, todo eso que te digo. Pero es bueno así sentir que yo tengo un gran amigo.
(De verdad, chicas, parecía que esta música no iba nunca terminar jajajajajjaja)
El taller en Guate fue chévere y me encantó el convivio tan agradable con todos los participantes. Lo que más me gusta en este tipo de reunión es la oportunidad de conocer gentes de otras partes y - entre latinoamericanos - comprobar una vez más que al fin y al cabo somos todos hechos de la misma materia: alegría y amistad.
A mí me parece, al fin del taller, que a todos los conozco hace muchísimo tiempo - y siquiera hace 5 días - tamaña fue la confianza que se construyó y lo rico que pasamos. A todos mis muy sinceros agradecimientos, espero que regresen a sus países satisfechos con los éxitos obtenidos, que fueron muchos. Y tambien que regresen un poco más confiantes en la capacidad regional para manejar el tema de la sanidad fitosanitaria. De mi parte, me queda esperar que haya otras oportunidades para trabajar con estas personas y ponerme a la disposición para lo que pueda aportar desde Brasil.
Empacar me resultó una tarea dificil por en tanto de artesanías y cositas que me regalé y que por cierto resultarán en pago de exceo de equipaje mañana. Afortunadamente por los buenos recuerdos no hay tasa por exceso. Hubiera tasa por exceso de buenos recuerdos de verdad que mi plata no alcanzaría.
Les presento mis amigos centroamericanos: Giampiero Demarchi, coordenador del proyecto:
Mayra Juarez, de SIECA, responsable por las gestiones y organización del taller: adonde miraba yo? Se lo pregunten a Vitinho.
Manuel Mejía Lago, consultor colombiano y expertísimo y análisis de riesgo de plagas:
Con Andreza Kerr Fantine (Brasil) y las queridas y alegres amigas ticas: Violeta Coronado y Érica Cabrera
Con Andreza, Manuel y los chapines: Bernardo Mendoza, Edgar Arturo García-Salas y Eduardo Taracena. Faltó Ruben, que pena...
Con Andreza y los amigos de Sieca: Victor Orellana y Patricia Pontaza:
Buenísima onda estos amigos hondureños: Francisco Figueroa y Mauricio Caballero:
Con Elias Alirio Moran, querido amigo salvadoreño tambien representando Luis Hueso que desapareció antes de la foto...
Sabes cuando encuentras a una persona y parece que es un reencuentro de viejas y buenas amigas? Así pasó con Delia Gutierrez e Inés Bonilla, de Costa Rica:
Termino con una musiquita del rey Roberto Carlos, entrenemos muchachas para el próximo taller!
1. Yo sólo quiero mirar los campos yo sólo quiero cantar mi canto Pero no quiero cantar solito Yo quiero un coro de pajaritos. Quiero llevar este canto amigo A quien lo pudiera necesitar Yo quiero tener un millón de amigos Y así más fuerte poder cantar.
2. Yo sólo quiero un viento fuerte Llevar mi barco con rumbo norte Y en el trayecto voy a pescar Para dividir luego al arribar.
3. Yo quiero creer la paz del futuro. Quiero tener un logar sin muro Quiero a mi hijo pisando firme Cantando alto, sonriendo libre.
4. Yo quiero amor siempre en esta vida. Pedir calor de una mano amiga. Quiero a mi hermano sonriso al viento. Verlo llorar pero de contento.
5. Venga conmigo a ver los campos. Cante conmigo también mi canto, Pero no quiero cantar solito, Yo quiero un coro de pajaritos. Quiero llevar este canto amigo A quien lo pudiera necesitar. Yo quiero tener un millón de amigos E así más fuerte poder cantar.
Estoy en Guatemala desde las 11 de la mañana de hoy. El viaje fue tranquilísimo y de verdad que no me cansó para nada. Llegué, desempaqué equipaje y fui para una caminata en la zona del hotel hasta la oficina de SIECA (Secretaria de Integración Económica Centroamericana) en donde ocurrirá el taller de análisis económico en sanidade vegetal la próxima semana. Y entonces, a (re)conocer esta linda ciudad, en donde ya estuve el 1999... pero nada recordaba... el hotel se queda en la zona 13, que es nueva y cerca al aeropuerto. Podría ser EEUU, São Paulo, México o cualquier otra gran ciudad. En un radio de 100m están McDonald's, Taco Bell and Burger King. Así que agarré un taxi y fui al mercado central. La zona 1. La parte más vieja de la ciudad. Ah, y hablando en vejez de la ciudad... yo pensaba que era más vieja, pero tiene alrededor de 180 años solamente.
Y entonces de verdad que me sentí en Guatemala. El olor de las comidas y de las mercaderías, las ropas típicas y coloridas de las mujeres y el inolvidable 'qué le damos?'. En este mercado están artesanías, frutas, legumbres y una infidad de comedores. Fue especial estar allá nuevamente negociando pequeños valores, bargañando pequenas ventajas y entrenando el español. La gente es muy sencilla y muy amable, uno se siente de verdad acogido. Bueno, yo me siento en mi propia casa.
No tengo ganas de dormir. Anoche dormi tal vez 3 o 4 horas. Mi cabeza normalmente ya bastante agitada se siente tan sintonizada al lugar que quiero vivir todo, probar todo. Son las 7 de la noche aquí, o sea, 11 de la noche en mi reloj biológico... sé que debo dormir temprano pues mañana será un día intenso. Bueno... a dormir, o al menos, a descansar el cuerpo.
Fotos: 1 y 2. Vista del mercado central, me encanta la riqueza de colores y olores. Había cosas allá que nunca había visto ni probado. Quisiera poder llevar un poco de estos sabores para mi cocina... 3. Tienda con gran diversidad de granos secos 4. En la entrada del mercado. Las mazorcas en el centro de la foto tienen alrededor de 12 cm de largo. Ví vários tipos de mazorcas en el mercado, lo que tiene sentido pues esta es la zona de origen del maíz 5. En la entrada del mercado, en donde compré granadillas 6. Un comedor típico, muy decorado com artículos católicos 7. Una persona feliz en Guatemala