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sábado, 21 de julho de 2012

Quatro saudades

Quem frequenta a minha casa, o meu escritório ou a minha vida sabe... são lugares repletos de lembranças... algumas materializadas na forma de peças de artesanato, outras guardadas em algum lugar na minha cabeça servindo como referências... E, vez por outra, uma dessas lembranças sai de dentro da cabeça e se materializa através das mãos.

Fazia tempo que estava atrás de uma solução para guardar documentos que não precisariam, a rigor, ser guardados mas que eu não gostaria de jogar fora. Certificados de trabalhos apresentados em 1992, de congressos acontecidos em 1995... de artigos que já caíram no esquecimento meu e da comunidade científica... e então, por falta de uma solução, eles ficam em caixas de arquivo morto, em gavetas, em pastas suspensas...

Então, agora que consegui finalmente arrumar o meu cantinho de artesanato, as lembranças represadas estão saindo com toda força. Esta semana se materializaram nestas caixas com fotos de México, Guatemala, Peru e Equador... quatro viagens, quatro saudades, quatro lugares onde me sinto em casa. A próxima coleção será de rendas do Brasil... e depois de cartas de tarot.

Coleção 'Quatro Saudades'... caixas para documentos inspiradas em países hispânicos.

Meu cantinho, agora organizado! (ou quase isso...)



domingo, 20 de dezembro de 2009

En el medio del mundo - del lado brasileño...

Lá em Quito tem um marco chamado 'El medio del mundo', que é por onde passa a linha do Equador. Se fosse possível e se você se deslocasse em direção leste por cerca de 3.000 km, chegaria a Macapá, onde tb tem um marco onde vc pode ficar com um pé no Hemisfério Norte e o outro no Hemisfério Sul. Não visitei nenhum desses marcos pq realmente não curto esse turismo 'geográfico'. Só queria registrar esse fragmento de cultura inútil...

Conheci Macapá esta semana. A cidade tem 250 anos e cerca de 300 mil habitantes. Pelo que a Tânia me falou, não tem nenhuma atividade industrial ou agrícola relevante. Mas tem um bom comércio. A cidade não tem ligação rodoviária com nenhuma outra capital brasileira, o que aumenta mais ainda a distância e a sensação de isolamento. A cidade fica às margens do Rio Amazonas, próximo ao local onde o rio desemboca no Oceano Atlântico.

Fotos:
1. O Rio Amazonas, na maré cheia. Olhem as árvores só com as copas prá fora. Eu fico me perguntando - botanicamente - como é que essas árvores conseguiram crescer nessa condição... pensa bem... 12 horas debaixo d'água... como é que as plantas jovens não apodreceram? ah, na maré baixa, fica uma lama... e nessa lama tem torneios de futebol com direito a narrador e tudo. Essa eu tô pagando prá ver, quem sabe da próxima vez consiga!

2. Ventoso, muito ventoso! (e é Cruzeiro na Libertadores de novo! Não que eu seja torcedora fanática, mas é que adoro essa camiseta)

3. Por-do-sol no Forte São José de Macapá. Mais de 200 anos de história, vale a pena conhecer o parque. Muita gente vai lá caminhar, correr, pedalar, namorar...

4. Com a comissão responsável pelo Regional Norte: Júlia, Tânia e Rosiel, todos do Diagro.

5. Museu do Sacaca. Sacaca era um cidadão macapaense (o 'homem' sentado no fundo da foto anterior é, na verdade, uma estátua do Sacada) e o IEPA (Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá) decidiu homenageá-lo. O parque tem um museu de história natural e biotecnologia muito interessante, sala de eventos, restaurante, trilha, espaço para exposições e é uma réplica dos ambientes ribeirinhos amazônicos.

Brasil, Brasil... quanto mais eu te conheço, mais gosto de vc!





domingo, 26 de julho de 2009

Do fundo do baú


Antigamente a gente botava fotos em álbuns e álbuns em caixas... agora cabe tudo num pen drive, cd ou qq outro dispositivo de armazenamento de arquivos... Estava fuçando no meu baú eletrônico e encontrei esta, que é uma campanha de incentivo ao empreendedorismo no Equador. Será que lá incidem menos impostos do que aqui? Isso me faria bem mais feliz!!

sábado, 25 de julho de 2009

Muito, muito feliz. A vida tem sido boa demais comigo

Essa é a frase que está agora no meu MSN. E é assim que me sinto. Muito feliz. Não que a vida seja um mar de rosas... nada disso... mas ela tem sido bastante generosa comigo... e fazendo um balanço, a vida melhorou nos últimos 12 meses. Há um ano, eu estava no Equador conhecendo um dos lugares mais lindos que já visitei... mas não tinha casa... tinha apenas uma imensa mala vermelha, mt dor e mt medo... hoje, não estou no Equador, mas moro num lugar legal, tenho uma casa que é a minha cara numa cidade que é tudo de bom... não sinto mais dor e agora recebo de peito aberto tudo o que a vida me traz... ah! e a mala vermelha não tenho mais também. Virou brinquedo da minha sobrinha Letícia.

Fotos:
1. Letícia brincando de viajar (dezembro 2008)
2. Se a vida fosse um mar de rosas, eu ia querer que fosse um mar de rosas equatorianas (julho 2008)





































Segue uma musiquinha do Juanes, que é um cantor de Medellín, gosto mt das músicas dele e esta tem tudo a ver com o meu momento atual.


No Siento Penas :
Music & lyrics by Juan Esteban Aristizabal (Juanes)

Cuando t ú me dices a media voz que me amas
Me siento tan sublime como el tibio sol de la mañana
Y esto es lo que tú me haces sentir
Desde el día en que te conocí

Cuando t ú me dices a media voz que te ame
Me siento invencible como el huracán más temible
Y esto es lo que tú me haces sentir
Desde el día en que te conocí

No siento penas ni dolores de cabeza
Ni confusión de ninguna naturaleza
Ni tampoco siento más tristeza
Solo siento amor solo siento amor
Solo siento amor solo siento amor
Que por supuesto es todo para ti
Desde el día en que te conocí

Cuando t ú me dices a media voz que no me vaya
Me siento indestructible como un cañ ó n de metralla
Y esto es lo que tú me haces sentir
Desde el día en que te conocí

No siento penas ni dolores de cabeza
Ni confusión de ninguna naturaleza
Ni tampoco siento más tristeza
Solo siento amor

No siento penas ni dolores de cabeza
Ni confusión de ninguna naturaleza
Ni tampoco siento más tristeza
Solo siento amor solo siento amor
Que por supuesto es todo para ti
Desde el día en que te conocí


segunda-feira, 20 de julho de 2009

Vida, louca vida... vida imensa...

Esta é a terceira vez que vou para o Uruguai... a primeira vez foi em 1999, a segunda em fevereiro do ano passado... três momentos muito diferentes da minha vida... olho para 1999 e 2008 e não consigo achar nada - absolutamente nada - que conecte as três viagens num raciocínio minimamente lógico... amor, trabalho, lazer... mudou tudo... tudinho... tenho poucas lembranças da primeira viagem, que foi maravilhosa. Nada além do que está registrado nas fotografias. E olha lá... da segunda, tenho algumas lembranças que não estão em fotografias, mas que eu preferiria esquecer... Enfim, prá frente é que se anda. Estou no aeroporto esperando a hora de subir no avião pela sétima vez este mês... me fez lembrar Cazuza e uma música dele que eu adoro!


Duas lembranças boas - e que estão nas fotos - da minha última viagem ao Uruguai:
1. Carro de som lá toca tango
2. Grupo folclórico equatoriano se apresentando na rambla (globalização é isso - olhar uma foto do Uruguai e sentir saudade do Equador!)








1.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Qué chiche encontrar los amigos ecuatorianos!

Chiche é uma palavra muito equatoriana, que quer dizer legal, bacana. E eles são mesmo, muito chiches. Comecei a trabalhar para o Equador há pouco mais de um ano, por causa do interesse em ingressar alimentos frescos para a região de Manaus. No ano passado, estive lá por duas semanas trabalhando e agora estamos com metade do caminho percorrido. Foi lindo conhecer as regiões produtoras e principalmente os produtores, aprender com eles e entender a importância que um trabalho de ARP pode ter para uma comunidade local. Estavam todos muito motivados com a perspectiva de exportar para o Brasil e isso estava impulsionando uma melhoria nas práticas agrícolas.

Agora, eles estão interessados em exportar também produtos industrializados como sardinha em lata, uma série de geléias e conservas.

Esta semana, em Brasília, almocei com Carlos Lara e sua equipe, bem como com os meus companheiros de viagem no carnaval Miguel Vasco (ministro da Embaixada equatoriana no Brasil) e a Noralma Novoa (também da Embaixada).







quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Uyyyyyyyyyyyyyyy que chiche!

Um dos aspectos mais maravilhosos do meu trabalho é a oportunidade de conhecer pessoas e de aprender com elas. Às vezes, surgem amizades que duram por anos ou que duram para sempre... e outras que duram apenas por um instante... mas que nem por isso são menos belas ou menos intensas. 

Estou trabalhando desde o ano passado para o Equador, em análises de risco para importação de alimentos... dia desses, em Brasília, conheci a Noralma Novoa, que é da Embaixada do Equador no Brasil, uma pessoa muito bacana, que me transmite paz e segurança. Pois bem... depois da pane no meu Dell e consequente adiamento dos meus planos de passar um carnaval na Bahia, eu fiquei meio assim que nem cachorro que caiu da mudança. E então, a Noralma me escreveu dizendo que estava pensando em vir a BH para o carnaval. Achei ótimo e logo decidimos que iríamos conhecer as cidades históricas pois eu estaria de bobeira na cidade... mais algumas horas e ela escreve novamente dizendo que dois amigos resolveram vir junto - o Miguel (que é Ministro da Embaixada do Equador no Brasil) e sua esposa Jenny (que é peruana e uma pessoa linda). 


Em três dias, fomos a Ouro Preto, Sabará, Congonhas e Tiradentes. E ainda por cima conhecemos a Pampulha e um pouco de BH. Como dizem os equatorianos, qué chévere, qué chiche!!! Amei. Amigos, mi casa es su casa!!

Jenny, Miguel, eu e Noralma. 950 km em três dias num circuito pelas cidades históricas de Minas Gerais.





sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Maracujá e melancia do Equador para o Brasil - entrega das ARPs

Concluí esta semana duas Análises de Risco de Pragas, para importação de maracujá azedo e melancia do Equador. O trabalho foi contratado pela ADPM - Agencia para Desarrollo Provincial de Manabí, pela CORPEI, Autoridad Portuaria de Manta e pelo Consejo Provincial de Manabí. Manabí fica na costa equatoriana e é a terceira província mais importante do país, ficando atrás de Pichincha (que é onde está a capital, Quito) e Guayas (onde está Guayaquil). 

Estive trabalhando durante duas semanas em Manabí com o Dr. Carlos Lara e colegas da ADPM, SESA (Servicio de Sanidad Agropecuaria, é a ONPF equatoriana), INIAP (Instituto Nacional de Investigación Agropecuaria) e MAG (Ministerio de Agricultura y Ganadería), contando sempre com a colaboração carinhosa dos agricultores.

O projeto faz parte de um plano de incremento de comércio entre os dois países através de um eixo multimodal de transporte ligando o Porto de Manta no Oceano Pacífico a Manaus. Após a análise e correções pela Divisão de Análise de Risco de Pragas do MAPA, serão propostos os requisitos fitossanitários para importação desses produtos.

Além de maracujá e melancia, estão em fase final de análise: cebola, tomate, pimentão, mandioca e limão.


Nas fotos: em propriedade produtora de maracujá en San Isidro (Manabí) e pausa para almoço numa praia próxima a Puerto Cayo (?). A vida é generosa comigo! 






domingo, 9 de novembro de 2008

Trabalhando a 1.000 nas ARPs do Equador

Recebi na semana passada a documentação do MAPA para execução de seis ARPs do Equador, para importação de tomate, pimentão, maracujá azedo, mandioca, melancia e limão da província de Manabí. A meta é concluir a versão 1 das ARPs até dezembro de 2008. O Equador pretende exportar esses produtos através de um eixo multimodal de transporte chamado Manta-Manaus, que vai ligar o porto de Manta (litoral da província de Manabí) a Manaus por rodovia e hidrovia.



Na foto, aparecem representantes do SESA (ONPF equatoriana), Ministério de Agricultura y Ganaderia do Equador, Agencia de Desarrollo Provincial de Manabí e produtores de maracujá, em San Isidro.