Mostrando postagens com marcador Artesanato. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Artesanato. Mostrar todas as postagens

sábado, 21 de julho de 2012

Quatro saudades

Quem frequenta a minha casa, o meu escritório ou a minha vida sabe... são lugares repletos de lembranças... algumas materializadas na forma de peças de artesanato, outras guardadas em algum lugar na minha cabeça servindo como referências... E, vez por outra, uma dessas lembranças sai de dentro da cabeça e se materializa através das mãos.

Fazia tempo que estava atrás de uma solução para guardar documentos que não precisariam, a rigor, ser guardados mas que eu não gostaria de jogar fora. Certificados de trabalhos apresentados em 1992, de congressos acontecidos em 1995... de artigos que já caíram no esquecimento meu e da comunidade científica... e então, por falta de uma solução, eles ficam em caixas de arquivo morto, em gavetas, em pastas suspensas...

Então, agora que consegui finalmente arrumar o meu cantinho de artesanato, as lembranças represadas estão saindo com toda força. Esta semana se materializaram nestas caixas com fotos de México, Guatemala, Peru e Equador... quatro viagens, quatro saudades, quatro lugares onde me sinto em casa. A próxima coleção será de rendas do Brasil... e depois de cartas de tarot.

Coleção 'Quatro Saudades'... caixas para documentos inspiradas em países hispânicos.

Meu cantinho, agora organizado! (ou quase isso...)



domingo, 27 de maio de 2012

Centro de Artesanato Mestre Dezinho

Em 1998, fui a Teresina para visitar as áreas de fruticultura irrigada. Era um programa do DSV para monitoramento de moscas-das-frutas. Na ocasião, visitei o Centro de Artesanato Mestre Dezinho, mas não lembrava dele assim tão bonito nem tão organizado. Ali, tem uma amostra do artesanato de todo o Piauí, com a cerâmica da Serra da Capivara, a joalheria com opala, a presença (onipresença) do buriti em cadeiras, cestas, peças de decoração, muita madeira entalhada, cerâmicas maravilhosas. Desnecessário dizer, mas minha casa agora está parecendo a Embaixada do Piauí em Minas Gerais, né?


Esta é uma obra que mostra a fauna pré-histórica do nordeste brasileiro, com o mastodonte, o tigre dente-de-sabre e a preguiça gigante. aparece no topo um homem, mas é bom dizer que o homem surgiu na América muito tempo depois desses bichões terem sido extintos.


Lindos, em peça única de madeira.

  
Sei que são apenas reproduções ou recriações em cima do que está nas paredes das cavernas na Serra da Capivara... mas isso não tira a beleza estética das peças nem muito menos a minha vontade de ir lá ver ao vivo na Serra da Capivara.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Muito do que sei sobre trabalho aprendi pintando e bordando

Aprendi a bordar antes mesmo de aprender a ler. Não que tenha sido alfabetizada tarde, nada disso... mas é que cresci vendo minha avó fazer tricô e crochê prá fora. Ainda me lembro do rigor dela com os arremates, que eram perfeitos. Pontinho por pontinho, ela produzia cardigans, pullovers (chioukis), meias muito bem feitos. Lembro que ela tinha um caderno lotado de medidas de clientes e encomendas. Hoje, ela tem quase 90 anos e não faz mais tricô prá fora... mas eu me lembro dela há 30-35 anos como uma mulher super arretada e empreendedora. Ela sempre soube fazer dinheiro com as próprias mãos e eu admirava isso. Na época, nem entendia o que era emancipação feminina... mas, hoje, dou muito mais valor a ela e também ao meu avô, que - mesmo sendo japonês - sempre concordou que ela prestasse os serviços dela.  E, como eu vivia na casa deles, acho que isso influenciou muito os meus conceitos de amor e de trabalho.

Minha Batian me ensinou os primeiros pontos de crochê. No crochê, a gente aprende a nunca dar ponto sem nó. Pelo simples fato de que é impossível começar um crochê sem um nó... agora, o que ninguém fala mas que o crochê ensina... é a sempre terminar a peça com um nó. Ou dois para dar segurança. Afinal, peça que não é arrematada corretamente desmancha facilmente. Mas... vocês poderiam perguntar... o que uma criança fazia com o crochê? No começo, eu fazia correntinhas... correntinhas enormes para ganhar domínio sobre a agulha... depois, comecei a fazer quadrados para praticar os pontos... e finalmente comecei a fazer peças como roupas para bonecas, bolsas para mim, toalhinhas para colocar em cima dos móveis... ficava só à espreita na beirada da máquina de tricô da minha avó para ganhar os restos de lã... aprendi, dessa forma, que o domínio da técnica vem com a prática obstinada... não cai do ceu na forma de inspiração divina... vem da transpiração humana mesmo.

Também muito nova, aprendi com minha mãe os primeiros pontos de bordado. Lembro-me claramente de ter bordado um conjuntinho de babador e toalhinha antes do meu irmão caçula nascer. Eram de tecido azul com patinhos. Considerando que meu irmão nasceu em abril de 1978, isso significa que aos 6 anos e meio eu já me achava capaz de fazer algo bonito e útil. E era mesmo. Recebia reforço positivo ao fazer meus trabalhinhos e, para todo DDA, reforço positivo é algo poderosíssimo... tão poderoso que não sei o que quer dizer a palavra férias: era a escola anunciar o início delas que minha mãe me matriculava em cursos de artesanato, corte e costura ou qualquer outra atividade que mantivesse minhas mãos (e mente) ocupadas. Nunca reclamei disso, não. Pelo contrário: adorava os cursos de pintura em madeira, decoupage, trabalhos manuais, pintura em vidro e tudo quanto é técnica que aparecia na cidade de Bauru nas décadas de 70 e 80...

Aprendi pintando e bordando que a escolha dos materiais é fundamental. Tinta de vidro para vidro, tinta de madeira para madeira e ponto final. Não adianta querer trocar uma pela outra que o resultado será uma pintura empastada na madeira e uma pintura que sai só de passar o dedo no vidro. Portanto, usar os materiais corretos é condição necessária para um resultado satisfatório. Necessária, mas não suficiente. Uma vez escolhidos os materiais corretos, precisa também da técnica que vai da preparação da peça até o acabamento. E tudo tem que ser assim, etapa por etapa. Não pode envernizar antes de pintar. Nem pintar antes de lixar. Para tudo existe um protocolo, o jeito certo de fazer. Pode parecer bobagem, mas isso tem tudo a ver com a disciplina, o método, a visão de processo.

Claro que existe espaço para improvisação. Afinal, nem sempre o trabalho decorre conforme planejamos. Mas - e isso é fundamental - a improvisação só é possível dentro de limites bem estabelecidos pelas nossas próprias escolhas. Então, pintar e bordar me propiciou um senso de consequência muito forte... ou seja, a noção de que qualquer escolha tomada ao longo de um projeto pode ter impacto lá na frente que vai limitar mais ou menos a minha gama de opções. Então, pintar e bordar ensina a gente a pensar estrategicamente e também a responder diante de restrições ou imprevistos sem ficar na chorumela de 'ai se eu soubesse que ia ser assim, teria feito assado'... pragmatismo, enfim.

Sei, hoje, dezenas de pontos de bordado e tapeçaria... e se me perguntarem o que eles têm em comum, a resposta  é: não pode deixar ponta solta. Ponta solta é o que há de mais perigoso num bordado... é por uma ponta solta que seu trabalho vai por água abaixo. Por isso, ao tecer uma almofada ou um projeto, busco sempre conectar todas as pontas porque sempre tem alguém pronto para destruir aquilo que levou muito tempo para ser construído.

Aprendi, com agulhas e pinceis na mão, a me focar no resultado... a alquimia de transformar materiais em objetos úteis e/ou bonitos sempre me fascinou. Eu não brincava de boneca do jeito tradicional contando histórias de mamães e filhinhas. Minhas bonecas eram meu pretexto para produzir roupas e bolsas em miniatura. Ainda lembro da alegria enorme que senti quando ganhei dos meus pais uma maquininha de costura que costurava de verdade! Minha Susi ganhou calças, blusas e saias feitas por mim e foi quando aprendi o básico sobre modelagem de roupas. Isso é matemática aplicada, então meus pais achavam que eu estava só brincando de costureira mas eu estava na verdade praticando geometria, cálculo e gerenciamento de projetos.

Sim... projetos... para mim, cada peça de artesanato é um projeto, no qual a gente tem que calcular os materiais necessários... otimizar seu uso... planejar a execução... dominar a técnica... ver se o tempo necessário para sua consecução cabe no tempo disponível... então 'gastar' horas e horas e horas da minha vida fazendo minhas 'coisinhas' torna-se, no final de tudo, um exercício de planejamento e gerenciamento.

Finalmente, pintando e bordando, aprendi que a qualidade de um trabalho não se mede pelo lado que a gente vê e sim pelo avesso. É o lado do avesso que mostra se um trabalho foi bem feito ou mal feito. É onde a gente vê o capricho, o domínio da técnica, a arte. O lado direito pode até atrair o olhar mas é o avesso que realmente convence sobre a qualidade de um trabalho - é aquela parte que a gente não mostra mas que está lá para atestar a maestria do artesão.


uma palhinha do meu 'trabalho'

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Encontrei a sorte de um amor tranquilo

Esta semana, estava tomando café da manhã com o pessoal do workshop de TI quando o Visoli perguntou 'Regina, você se adaptou bem a BH?'. Pausa para reflexão... digamos que, para mim, esta pergunta soa a algo como 'Regina, você se acostumou a ganhar 50 mil reais por mês?'... BH é bom demais: nem tão grande quanto Sampa, nem tão pequena quanto Vacaria. Nem tão quente quanto Sampa nem tão fria quanto Vacaria. Nem tão 'policultural' quanto Sampa nem tão 'monocultural' quanto Vacaria'. Então, depois de viver entre dois extremos, acho que encontrei o meio termo, o caminho do meio. E os dias que passo aqui tento desfrutar a cidade. Do meu jeito, é claro. Não sou afeta a botecos que, dizem, são a principal atração da cidade. Gosto das feiras e da Pampulha... da minha casinha que, descobri ontem, está quase na mesma altitude de Vacaria, 900 msnm. Essa é minha vida em BH - nem tão caótica quanto Sampa nem tão pacata quanto Vacaria. BH é, para mim, o meu amor tranquilo, com sabor de fruta mordida... claro que Cazuza não escreveu estes versos pensando em BH, mas é minha sorte, muita sorte estar vivendo aqui.

Este final de semana, está acontecendo um festival de cultura japonesa, fiquei sabendo através de um e-mail do Márcio. Claro que eu fui e claro que passei horas entretida vendo as apresentações, comendo, conversando com pessoas e participando de uma oficina. 

Devia ter tirado uma foto minha bem aí no meio desta foto... traduziria bem o momento nipo-mineiro que estou vivendo.
  
Exposição de bonsai. Maravilhosos!



Apresentação de odori... deu saudade da minha batian... e também do meu ditian...

Pensei que tinham aberto a porta do hospício, mas depois me falaram que era apenas um concurso de cosplay: lolita e lolita gótica.

Lolita gaijin. Já tinha visto estas lolitas na TV, como mania entre os jovens japoneses, mas não sei se estou preparada psicologicamente para ver uma sobrinha minha se vestindo assim...

Mais participantes do concurso de cosplay.

Oficina de kirigami

Eu não sabia, mas existe um jeito certo de fazer os nós no furoshiki. Aprendi também que o furoshiki vem sendo repaginado no Japão como incentivo à substituição de sacolas plásticas. E que o nome vem do hábito dos samurais em esticarem (shiku) seus lenços de furoshiki próximo aos locais onde tomavam banho (ofurôs naturais) para marcarem seus territórios.

Bolsa feita com um lenço amarrado e nada mais

Embalagem de presente

Mais bolsas

Mais embalagem de presente

sábado, 12 de novembro de 2011

Wananos, Ticunas, Yanomamis... e Peruanos!

A Praça Tenreiro Aranha é um ponto legal para comprar artesanato em Manaus. São cerca de 20 quiosques, a maior parte deles atendidos por pessoas de origem indígena. Foi muito legal passar a tarde lá, para conversar e conhecer um pouco da diversidade de culturas e técnicas. Prá quem é paulista (ou mineiro ou gaúcho ou tudo isso junto como eu), índio é índio e ponto final. A gente não tem noção da grande diversidade de culturas e crenças debaixo do rótulo guarda-chuva de 'índio'. Conversei hoje com ticunas, wananos e yanomamis. Agora... além da beleza do artesanato dessas etnias, me chamou a atenção a forte presença do artesanato peruano. Segundo uma das artesãs com as quais conversei, os índios Ticuna (que habitam tanto o Amazonas quanto o Peru) viajam de um lado pro outro trazendo artesanato de lá prá cá. Ouvir isso me fez lembrar na hora da música do John Lennon... 'imagine there's no countries, it's easy if you try'... ticunas são ticunas no Brasil ou no Peru... para quê fronteiras, né?

Agora... se - como eu - você se importa com a procedência das peças, é bom sempre perguntar pro vendedor de onde elas vieram.
Praça Tenreiro Aranha

Arte Wanano

Amo este colorido

Bichos preguiça de Mongulu, acho que é a mesma coisa que miriti

Sous plaits de palha...mandalas maravilhosas
 
Arcos, flechas e paus de chuva

Cestaria Yanomai

Pente de índio

Comprando, ou melhor, investindo no Mercado das Pulgas




Vontade não faltou... 

Cestaria Ticuna



















Peruanos pícaros

Mara, a moça wanana que me vendeu lindas mandalas

Curiosidades botânicas

Até bem pouco tempo atrás, Tucumã era, para mim, o nome de uma província na Argentina onde vive meu querido amigo Sergio Ovruski. Mas, nas minhas últimas andanças por Manaus, aprendi que tucumã é, também, o nome de uma palmeira, a Astrocaryym aculeatum muito presente na culinária amazonense. Faz-se de tudo com o tucumã: come-se com pão, com tapioca, na pizza, em sorvete... e, não bastasse isso, a semente é usada para artesanato. Ela é bem dura e usada para confeccionar brincos e aneis com prata. O contraste da semente escura com a prata dá uma combinação muito fina. Aprendi também que um anel que comprei em Brasília e que me falaram que era feito de coco é, na verdade, feito de tucumã! Por isso que eu sempre digo - gosto de viajar, de circular, de conversar com gente da terra... porque tem coisas que não estão nos livros nem nos sites...

domingo, 6 de novembro de 2011

Por que o Mercado das Pulgas?

Viajo muito, mas muito mesmo... e em geral por motivos profissionais. Sou bióloga de formação e atuo em consultoria numa área que tem a ver com a agropecuária. Não vou detalhar porque não cabe aqui... por enquanto, só quero que guardem essa informação: meu trabalho me obriga a viajar demais. Demais quanto? De uma a duas vezes por semana para algum canto no Brasil.

Além de viajar demais, durmo de menos. Apesar de saber dos benefícios de dormir8 horas por noite, não consigo. Primeiro porque raramente dá tempo. Segundo porque estando cada dia num lugar diferente, me parece desperdício dormir as horas que poderia gastar para ir em alguma feira de artesanato ou fazer algum passeio em algum lugar que não sei se terei chance de visitar de novo.

E foi assim - passeando a trabalho que fui acumulando peças de artesanato de várias partes do Brasil e do mundo. Até que, em setembro de 2011, fui ao Peru a passeio e visitei dezenas de feiras e me frustrei porque não conseguia visualizar onde no as peças poderiam 'encaixar' na decoração do meu apartamento ou do meu escritório... simplesmente, não há mais paredes para quadros e nem piso para tapetes. E, então, ao retornar, numa crise de desapego que na verdade esconde o impulso consumista, decidi que somente comprarei novas peças à medida que for me desfazendo das peças antigas. E foi assim que nasceu o Mercado das Pulgas.

Espero que gostem da minha lojinha. Muito mais do que ganhar dinheiro, a intenção é fazer circular a cultura popular do mundo através de peças de artesanato. Desfrutem: http://www.facebook.com/mercadodaspulgas

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

http://www.facebook.com/MercadoDasPulgas - duas paixões num só lugar

Sou uma pessoa de muitas paixões... muitíssimas... as duas mais evidentes são a tecnologia e o artesanato. A primeira porque permite realizar um sonho de infância: comunicar com pessoas do mundo todo. E a segunda... porque dá um retrato de como as pessoas do mundo todo expressam suas crenças e sua criatividade. Passo horas futricando na internet atrás de novos aplicativos e fico horas em feiras por aí negociando descontos irrisórios apenas pelo prazer de conversar com os artesãos... e foi do casamento destas duas paixões que criei um novo negócio - o Mercado das Pulgas online. Primeiro, eu tinha contratado uma plataforma de comércio eletrônico 'convencional' do UOL + PagSeguro... isso foi em setembro (veja: Arranjando Pulgas prá me Coçar)... mas depois de pesquisar um pouco, resolvi transformar meu novo negócio numa LikeStore.

Ãããããã?

É uma loja online criada usando um aplicativo para Facebook chamado LikeStore.Vantagem 1: se a pessoa já é usuária do Facebook, dispensa que ela faça um novo cadastro, novo login, nova senha... Vantagem 2: é totalmente integrada ao Facebook, ou seja, a pessoa pode curtir, compartilhar e comentar todo o conteúdo e todas as mercadorias.Vantagem 3: se vc usar um outro aplicativo, chamado MoIP (money over IP), dá para fazer toda a transação através do site do Facebook... não bastasse isso tudo, tanto a LikeStore quanto o MoIP são absolutamente fáceis de configurar.

Desvantagem 1: não permite que um mesmo produto esteja incluído em duas categorias. Por exemplo... tenho uma almofada com desenho de passarinhos... ou ela vai para categoria Bichos ou vai para categoria Almofadas... então tem que planejar bem as categorias... Desvantagem 2: Seu conteúdo não aparece em mecanismos de busca e você se torna escravo dos cliques de conhecidos e desconhecidos, seu mundo fica fechado ao universo Facebook.

Bom, se você quiser aumentar a visibilidade do seu negócio, o lance é recorrer a promoções e anúncios... para promoções, existem vários aplicativos também... estou usando o Sorteie.Me... facinho também... ou facim, falando em bom mineirês... facim, facim... vc estabelece a data do sorteio, as condições e pronto... tá rodando... para anúncios, o próprio Facebook disponibiliza aplicativos pagos... coisa de 10-30 centavos por clique.

E o que tem no Mercado das Pulgas? Entra lá e tire suas conclusões: http://www.facebook.com/MercadoDasPulgas

sábado, 24 de setembro de 2011

Arranjando pulgas prá me coçar



Se você frequenta este blog, já deve ter percebido que tenho vários hobbies... trabalhar, viajar , comer e... digamos que a mais material de todas... colecionar peças de artesanato. Adoro o ambiente de feiras e negociar com os artesãos, conhecer técnicas, barganhar... Desde há muito tempo coleciono peças feitas a mão dos não poucos lugares pelos quais passei.

Ou colecionava... é... no pretérito mesmo... porque chegou um momento em que, de tanto viajar, as paredes do apartamento de dois quartos onde moro acabaram... e então substituí as portas por cortinas (todas feitas por mim) para liberar perto de dois metros quadrados de parede em cada cômodo: sala, quarto, cozinha... e esses metros extras também acabaram... no chão não tem mais um metro quadrado que seja livre para tapetes...

E aí... aconteceu algo marcante: fui pro Peru no feriado de 7 de setembro... e me encantei com a tapeçaria feita com lã de alpaca, com almofadas, com as peças de cerâmica... mas... onde colocá-las? E então, me frustrei porque ninguém aguenta ir numa feira de artesanato nos Andes só para dar uma olhadinha... impossível. Aí veio a sacada - vender algumas peças para liberar espaço para novas peças!

Conversava com a Ká sobre isso e ela me deu a ideia de fazer um brechó virtual... perfeito! Conversava então com JC e um anjo soprou no meu ouvido: www.mercadodaspulgas.net! Feito! Em 10 dias, concluí a construção da loja e, agora, estou tratando de encher as prateleiras... por enquanto tem apenas 29 itens, mas minha previsão é chegar a 200 até o final do ano. Dizem que é nos nossos hobbies que se esconde nossa vocação... então devo estar no caminho certo... Entra lá! www.mercadodaspulgas.net

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Uma voltinha no Poty Velho

A região do Poty Velho é onde começou Teresina, fica bem pertinho do local onde o Rio Poty deságua no Rio Parnaíba. Lá está a primeira igreja da cidade e lá estava o marco zero da cidade. A igreja continua lá, o marco zero foi transferido para outro local para fugir das enchentes sazonais... e... o mais legal... lá está um polo ceramista onde se encontram anjos, bichos, vasos, pratos, bijoux, artigos de decoração... são dezenas de artesãos produzindo e comercializando suas peças e, em muitas oficinas, eles estão lá, trabalhando na nossa frente... imperdível.

Uma das dezenas de lojinhas...

Artesanato imitando arte rupestre da Serra da Capivara. A Serra da Capivara é um sítio arqueológico localizado no sudeste do estado, próximo ao estado de Pernambuco.

Luminárias feitas com pastilhas e peças de argila... um dia, quando tiver uma casa com varandas, volto aqui para buscar.

Anjos de barro, em breve, bem breve, na estante lá de casa...

Crochê em fibra de buriti, um trabalho muito delicado.

Um companheiro para o Boi Campeão... em breve na Agropec.

domingo, 3 de julho de 2011

Furoshiki à brasileira

Japonês adora dar presente. E nesse ponto sou absurdamente japonesa... hábito que vem de casa mesmo... e tem mais: pode ser uma coisinha à toa, com valor financeiro ínfimo mas vai sempre num pacotinho caprichado... nada me desconcerta mais do que dar um presente sem embrulhar. Tem vezes que prefiro nem dar... bom, quem convive comigo sabe... sempre tem um docinho, uma pecinha de artesanato... um souvenir encontrado nas viagens que me fez lembrar de alguém...agora... o bom mesmo é presentar com coisas que eu mesma faço... é... sei que é meio difícil acreditar... mas faço doces e peças artesanais para presentear pessoas queridas...

Fui ao supermercado hoje... e já ia comprar a tradicional lata de doce de leite Viçosa para presentear umas pessoas esta semana... quando decidi fazer algo diferente... trouxe leite condensado e preparei brigadeiro de colher, com confeito colorido... ficou perfeito... no sabor e na textura... e, na hora de fazer o pacote de presente... pensei que não haveria papel no mundo que desse conta de virar um pacote bacana prás minhas panelinhas... e então... eureca!!! Nada como nascido esta quimera nipo-brasileira e poder juntar a técnica japonesa do furoshiki ao chitão e ao brasileiríssimo brigadeiro!