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sábado, 3 de setembro de 2011

Meu boi morreu que será de mim? Manda buscar outro, ô maninha, lá no Piauí.

Minha coleção de touros começou em fevereiro, com o Torito Catalán que JC trouxe da Espanha... em junho chegou o Boi Campeão diretamente da campanha da aftosa no Maranhão e semana passada o Boizinho Teimoso. Dei esse nome a ele porque ele não parava quieto para eu tirar foto. E hoje soube que vou ganhar um torino do Peru, que a Ká trouxe para mim. Ou seja, quatro cabeças de gado, logo viro fazendeira rsssssss... mas, brincadeiras à parte, eu gosto dos bois... e principalmente do bumba-meu-boi!

Disse o Chicão que o auto do bumba meu boi é originário do Piauí. Segundo ele, os maranhenses e amazonenses é que deram ao auto todo o glamour da festa, mas as origens são piauienses, conforme evidenciado pela música 'O Meu Boi Morreu'. Mas há controvérsias... tem gente que fala que a origem é pernambucana... e eu é que não vou entrar nessa briga. Eu só quero, mesmo, é curtir essa manifestação tão brasileira.
Link


Ler mais sobre o Bumba-Meu-Boi

domingo, 3 de julho de 2011

Furoshiki à brasileira

Japonês adora dar presente. E nesse ponto sou absurdamente japonesa... hábito que vem de casa mesmo... e tem mais: pode ser uma coisinha à toa, com valor financeiro ínfimo mas vai sempre num pacotinho caprichado... nada me desconcerta mais do que dar um presente sem embrulhar. Tem vezes que prefiro nem dar... bom, quem convive comigo sabe... sempre tem um docinho, uma pecinha de artesanato... um souvenir encontrado nas viagens que me fez lembrar de alguém...agora... o bom mesmo é presentar com coisas que eu mesma faço... é... sei que é meio difícil acreditar... mas faço doces e peças artesanais para presentear pessoas queridas...

Fui ao supermercado hoje... e já ia comprar a tradicional lata de doce de leite Viçosa para presentear umas pessoas esta semana... quando decidi fazer algo diferente... trouxe leite condensado e preparei brigadeiro de colher, com confeito colorido... ficou perfeito... no sabor e na textura... e, na hora de fazer o pacote de presente... pensei que não haveria papel no mundo que desse conta de virar um pacote bacana prás minhas panelinhas... e então... eureca!!! Nada como nascido esta quimera nipo-brasileira e poder juntar a técnica japonesa do furoshiki ao chitão e ao brasileiríssimo brigadeiro!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Um presídio para turista ver


Dizem que nenhum homem vai duas vezes ao mesmo lugar: o homem muda e o lugar muda. Isso é a mais pura verdade. Minha última viagem para Recife havia sido em 2006, por ocasião de um CBE. E foi legal demais ver o quanto a cidade mudou e o quanto a minha vida mudou. Felizmente, tanto Recife quanto minha vida mudaram para melhor.

Daquela vez, visitei a Casa de Cultura, que é uma antiga casa de detenção. Os primeiros presidiários foram internados em 1855 e o prédio teve essa finalidade até 1973. Alguns anos depois, foi transformado em uma Casa de Cultura. O prédio é lindo, a arquitetura é de uma riqueza incrível de detalhes dos quais eu não me lembrava.

E lá fui eu de novo esta semana... foi uma voltinha rápida... aproveitando uma folguinha na agenda e um vírus que transformou meu computador em nada. Sempre bom revisitar um lugar e reencontrar a própria história.

Entre a Casa de Cultura e o Mercado de São José? Bom... digamos que o Mercado de São José tem mais a minha cara. As mercadorias da Casa de Cultura são mais 'coisa que turista gosta'... e aí, perde-se um pouco a essência do lugar... mas vale o passeio, vale demais!

Para saber mais sobre a história da Casa de Cultura, clique aqui.





2006: cabelo comprido... um período de muitas incertezas... e no qual o trem da vida parecia estar no trilho errado...


2011: ainda estamos em abril... mas este promete ser um dos melhores anos da minha vida. Começou com tudo e só está me trazendo alegrias. Em comum nas duas fotos? Só a sacolinha de compras heheheheheheheheh Tristeza, incertezas e cabelo comprido não me pertencem mais!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

30 de junho, dia nacional do Bumba meu Boi

Hoje é 30 de junho, dia de São Pedro e agora também Dia Nacional do Bumba Meu Boi, uma das manifestações populares mais ricas do nordeste e do norte do Brasil. Quando estava em São Luís há algumas semanas, vi talvez uma dezena de grupos se apresentando, com os vários 'sotaques' e cada um com sua indumentária e repertório caprichados. O vídeo que segue foi feito no Arraial Maria Aragão e é de um grupo novo, o Boi Novilho Branco. Já tinha ouvido a música em várias vozes e versões, mas foi a primeira vez que ouvi e vi na linguagem do bumba meu boi. Espero que gostem.



Prá não dizer que não falei das flores
(Geraldo Vandré)

Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção...
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)
Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão...
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)
Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição:
De morrer pela pátria
E viver sem razão...
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não...
Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição...
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(4x)

sábado, 22 de maio de 2010

Um bicho prá lá de teimoso

Há mais ou menos um ano, encerramos uma etapa do projeto 'Inovação Tecnológica para Defesa Agropecuária', que foi o mapeamento de tecnologias e competências existentes no Brasil. Foi gerado um relatório impresso com fichas tecnológicas em powerpoint que mostravam o que estava em desenvolvimento nas universidades e centros de pesquisa e com aplicação em Defesa Agropecuária. Ficou bom, claro que ficou. Mas ficou limitado, pois um diretório em powerpoint/pdf é algo praticamente 'incompartilhável'. 40 Mb não é algo que se mande por email. Não é algo que se coloque para download... e o pior de tudo - é algo engessado, que não permite recursos de interatividade. Ninguém pode comentar, ninguém pode linkar, enfim, é algo congelado. Você joga ele no mundo e nunca ninguém mais modifica.

Mas, como eu sou brasileira (e muito brasileira!), fiquei com isso martelando na cabeça. Meu eterno sentimento de 'poderiasermelhorismo' não me deixou em paz um dia sequer. Até que, por ocasião da Conferência, pensei que seria o momento para colocar tudo online num sistema interativo. Passei as coordenadas para o PC (da Razz), que desenvolveu o sistema online em tempo récorde. O sistema foi alimentado pela Sofia e pela Amanda em tempo mais récorde ainda.

Vale a pena dar uma folheada virtual nesse diretório - aí tem tecnologias como língua eletrônica, fruta biônica, vasectomia em massa em insetos, etc. São mais de 200 tecnologias descritas, com possibilidade de usuários do mundo todo inserirem mais conteúdo e comentarem o conteúdo existente. Tudo web 2.0.

Acesse: www.inovadefesa.com.br

sábado, 6 de março de 2010

Tudo muda o tempo todo...

Nasci em 1971. Naquela época, o Brasil era formado por 21 estados, três territórios e um Distrito Federal. Assisti de longe a 'mitose' de MT e de GO, que resultaram em dois novos estados em 1977 (MS) e 1988 (TO). Também de longe assisti à transformação de RO (1982), RR (1988) e AP (1988) em estados. Ao transformar territórios em estados, RO, RR e AP passaram a ter autonomia e legislações estaduais próprias. Isso explica o fato de Macapá e Boa Vista estarem entre as cidades que mais cresceram nas últimas duas décadas, em função da necessidade de instalação de toda uma infraestrutura de governo.

Tudo isso eu vi de longe nos livros de Geografia e nas aulas do professor Muricy Domingues... e agora estou tendo a oportunidade de ver ao vivo e a cores a realidade desses novos estados. E dos velhos também! Das 27 unidades da federação atuais, só me falta conhecer Roraima, Rondônia e Mato Grosso. Brasileiríssima, cada vez mais apaixonada por este país. Troco ele por nenhum outro, não.

domingo, 20 de dezembro de 2009

En el medio del mundo - del lado brasileño...

Lá em Quito tem um marco chamado 'El medio del mundo', que é por onde passa a linha do Equador. Se fosse possível e se você se deslocasse em direção leste por cerca de 3.000 km, chegaria a Macapá, onde tb tem um marco onde vc pode ficar com um pé no Hemisfério Norte e o outro no Hemisfério Sul. Não visitei nenhum desses marcos pq realmente não curto esse turismo 'geográfico'. Só queria registrar esse fragmento de cultura inútil...

Conheci Macapá esta semana. A cidade tem 250 anos e cerca de 300 mil habitantes. Pelo que a Tânia me falou, não tem nenhuma atividade industrial ou agrícola relevante. Mas tem um bom comércio. A cidade não tem ligação rodoviária com nenhuma outra capital brasileira, o que aumenta mais ainda a distância e a sensação de isolamento. A cidade fica às margens do Rio Amazonas, próximo ao local onde o rio desemboca no Oceano Atlântico.

Fotos:
1. O Rio Amazonas, na maré cheia. Olhem as árvores só com as copas prá fora. Eu fico me perguntando - botanicamente - como é que essas árvores conseguiram crescer nessa condição... pensa bem... 12 horas debaixo d'água... como é que as plantas jovens não apodreceram? ah, na maré baixa, fica uma lama... e nessa lama tem torneios de futebol com direito a narrador e tudo. Essa eu tô pagando prá ver, quem sabe da próxima vez consiga!

2. Ventoso, muito ventoso! (e é Cruzeiro na Libertadores de novo! Não que eu seja torcedora fanática, mas é que adoro essa camiseta)

3. Por-do-sol no Forte São José de Macapá. Mais de 200 anos de história, vale a pena conhecer o parque. Muita gente vai lá caminhar, correr, pedalar, namorar...

4. Com a comissão responsável pelo Regional Norte: Júlia, Tânia e Rosiel, todos do Diagro.

5. Museu do Sacaca. Sacaca era um cidadão macapaense (o 'homem' sentado no fundo da foto anterior é, na verdade, uma estátua do Sacada) e o IEPA (Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá) decidiu homenageá-lo. O parque tem um museu de história natural e biotecnologia muito interessante, sala de eventos, restaurante, trilha, espaço para exposições e é uma réplica dos ambientes ribeirinhos amazônicos.

Brasil, Brasil... quanto mais eu te conheço, mais gosto de vc!





domingo, 18 de outubro de 2009

Brasileira, sim! E com muito orgulho!!

Com esta minha cara, nunca fui vista como brasileira pelos brasileiros principalmente por ter morado nos últimos 12 anos em lugares onde japoneses são considerados bichos raros... e o pior de tudo é que, com este meu jeito, nunca fui vista como nihonjin pelos nihonjins... falo alto demais para nihonjin, sou tímida de menos para nihonjin... mas como sentir-se realmente brasileira com esta cara e este sobrenome? Mas o fato é que, cara e sobrenome à parte, eu sou brasileira de coração. Meus laços com o Japão são bastante tênues e limitam-se a alguns valores trazidos de berço e a um conhecimento extremamente limitados de língua e cultura japonesas.

Bom, independente de qq coisa, eu amo o Brasil. Ele pode ter todos os defeitos do mundo, podem falar o que quiserem dele... mas eu amo ele. Amor é assim. A tudo perdoa. Nunca fui daqueles turistas deslumbrados que vão para o exterior e voltam para casa pensando que lá é melhor que cá. Pelo contrário. Cada vez que eu saio do Brasil retorno com meu amor redobrado...

E amo o Brasil como um todo. Sem a lente distorcida de quem nasceu e se criou no eixo sul-sudeste do país. Aos 16 anos troquei uma viagem para a Disney ganhada numa aposta por uma viagem para Manaus. Queria ver a selva amazônica, os rios gigantescos... Amo a Amazônia, penso que todo brasileiro deveria ganhar no nascimento uma passagem para conhecer o pantanal e que um roteiro pelo nordeste (das praias ao sertão) deveria fazer parte do plano de vida de todo mundo.

Tenho a sorte e a felicidade de ter escolhido um trabalho que me permite viajar pelo país. Sou feliz por ter conhecido o Chuí depois de horas e horas e horas de carro por uma paisagem uniforme (foi uma ideia infeliz, mas eu precisava fazer isso, minha brasilidade me obrigava a isso... meu ex me perdoe, por favor)... e de ter ido a Rio Branco... a Belém... e a várias cidades do nordeste conhecer as rendeiras, as bordadeiras, o sertanejo... é um país lindo demais. Talvez esta diversidade toda que tanto me encanta faz com que a gente não tenha um sentimento de coesão, de ingroup e consequentemente de outgroup... talvez isso garanta nosso caráter pacífico e que a todos acolhe de braços abertos.

Estou no aeroporto a caminho de João Pessoa. Li hoje que é o ponto mais oriental do Brasil. De lá vou para Brasília, Vitória e São Mateus... ou seja, vai ficar faltando passar por apenas 6 estados brasileiros... acho que vai dar tempo antes dos 40 anos de completar esse roteiro!! Sou que nem a TAM - orgulho de ser brasileira!