terça-feira, 26 de maio de 2009

Um caso de amor à segunda vista

As melhores coisas da vida não têm explicação. Têm apenas existência. Assim é minha paixão por Belém. Aliás, pela Amazônia... e não é de hoje... tinha 16 anos quando fui a primeira vez para Manaus... minha mãe ofereceu uma viagem para a Disney... mas preferi ir a Manaus, atraída pela mata, pelos rios, pelos bichos... nada de Mickey nem tio Sam... sou brasileiríssima... apesar do fenótipo.

Passei os três últimos dias em Belém que, dentro da Amazônia que eu conheço, é o meu lugar favorito. Uma paixão à segunda vista. Sim, à segunda... a primeira foi em 1998 quando fiz conexão de vôo para Paramaribo... na época eu gostei... gostei de Icoaraci, que é o lugar onde produzem a cerâmica marajoara... e dos sorvetes com sabores regionais... mas a segunda vez... em 2008... foi quando me apaixonei pela cidade. Saí daqui dizendo que um dia viria viver aqui... coisa sem explicação... coisa boa demais... 

Esta é a sexta vez que venho para Belém e a paixão continua. Desta vez, tiver a oportunidade de conversar com o presidente da FAEPA, Carlos Xavier, que fez considerações muito interessantes sobre o agronegócio paraense. Ele me ensinou que, se o estado do Pará tivesse crescido na mesma taxa que a média do país, ele (PA) teria, hoje, metade da população que tem. Ou seja, o estado está crescendo muito mais do que o país. A FAEPA desenvolveu um projeto de exploração sustentável das áreas já devastadas para agricultura e, de acordo com esse projeto, o estado tem condição de ampliar suas áreas de produção em 5 milhões de hectares sem derrubar sequer um hectare de mata nativa. Acho muito enriquecedor conversar com pessoas realizadas, que acreditam no trabalho que estão desenvolvendo.

Tive também a oportunidade de conversar com o Secretário da Agricultura e presidente interino da Adepará (Cássio Pereira) e com minha querida amiga Heloísa Helena Batista, que é responsável pelo serviço de Educação Sanitária da Adepará. Com Lúcio Guimarães, da Biopalma, que falou das perspectivas e demandas da dendeicultura no Brasil quanto à Defesa Agropecuária. E com o pessoal da SFA-PA - Ademir Teixeira, Milton Cunha e Wilda Pacheco, que me explicaram o funcionamento de uma SFA. Tudo isso com o auxílio do Wilson Maia, coordenador do projeto de MP em Defesa Sanitária Vegetal da UFRA e grande entusiasta da Defesa.

Foram dois dias muito produtivos e também muito prazerosos, com tempo até para ir à Basílica de Nazaré, à Estação das Docas e ao Mercado de São José Liberto. 

Fotos:
1. Praça da República, no centro de Belém. Aos domingos, acontece uma feira de artesanato e o pessoal vai para lá caminhar, jogar conversa fora e comer gulodices regionais.

2. Bonecos de madeira. O artesanato paraense é lindo e vai muito além da cerâmica marajoara.




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