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sábado, 27 de julho de 2013

Atacando de espeleoturista de novo

É engraçado o quanto algumas informações apreendidas na juventude afetam toda a nossa forma de viver no futuro. Já contei aqui que meu interesse por Machu Picchu foi motivado por uma edição da National Geographic que vi na casa da tia Youko. Um outro programa que me marcou muito foi quando tinha uns 12-13 anos e vi no Globo Repórter uma reportagem sobre a profissão de espeleólogo. Fiquei encantada, mas tão encantada que até quis ser uma espeleóloga e passar a vida desvendando grutas, entendendo como elas se comunicam com o mundo externo, que tipos de organismos vivem lá... mas a vida acabou me levando para outros rumos... Muito tempo passou e nunca havia tido a oportunidade de visitar grutas de verdade, até que fiquei sabendo da existência da Gruta da Lapinha aqui perto de BH e acabei indo visitar... depois soube da Gruta de Maquiné e num sábado entediado, lá fui eu.
 
Pensei que esta fosse mais velha que a Gruta da Lapinha. Na Lapinha, os espeleotemas parecem ser mais delicados e não me lembro de ter visto tantas colunas tão grossas quanto na Maquiné. Vai ver que é porque a infiltração na de Maquiné tenha sido mais intensa. Dizer qual é mais bonita é complicado. As duas são lindas, vale muito a pena o passeio. Maquiné é mais fácil de percorrer do que a Lapinha com galerias mais amplas e pouca declividade. Agora, fica faltando conhecer a de Sete Lagoas, que se chama Gruta do Rei do Mato.
 
 


Quem olha toda a vida e cor que há lá fora não imagina o que está logo abaixo da terra.
 
Espeleotemas logo na entrada da gruta.

 

Espeleotemas do tipo cortinado. Alguns são ocos e emitem sons de diferentes timbres. Demais!!!

Algumas formações são translúcidas

Este é o veu da noiva. Um desafio e tanto fotografar áreas tão escuras e áreas tão brancas e iluminadas na mesma cena.

Andar em cavernas é brincar com a imaginação. Um crânio à esquerda?

Um felino perigoso à direita?

Este é um dos espeleotemas que mais chamou minha atenção. Parece que alguém puxou a tampa de um açucareiro que está no chão. Daqui a muitos milhões de anos, as duas partes poderão ter se juntado em uma grande coluna.


terça-feira, 1 de maio de 2012

Entre tartarugas, arraias e tubarões - uma tarde no projeto Tamar

Em outubro de 2009, visitei o projeto Tamar no Guriri, ES. Foi incrível. Não imaginava que houvesse tartarugas tão grandes assim, fiquei muito impressionada na época... agora... semana passada, visitei a sede na Praia do Forte. Sou meio que nem criança. Posso ver o mesmo filme dez vezes e me encantar em todas elas. É incrível! Além das carapaças e dos tanques com tartarugas, tinha um tanque de arraias (uma delas era enorme, devia ter perto de 1 m de largura) e um tanque com cinco tubarões lixa... a gente podia acompanhar o tratador dando comida para eles e até passar a mão nos bichos. E, de quebra, na saída, encontramos um pessoal da equipe do Projeto trazendo um peixe sol gigantesco e super colorido... peixe de águas profundas, foi pego por acidente a 8 km da costa.

Lembro que quando fui a Orlando pela primeira vez, ficava me perguntando o que poderíamos fazer no Brasil se tivéssemos dinheiro e vontade política para investir em turismo. Acho que a sede do projeto Tamar na Praia do Forte responde, parcialmente, à minha pergunta. Com nossa megadiversidade e megacriatividade, poderíamos fazer muito mais do que fazemos se tivéssemos um pouco mais de investimento e até amor pelo país.  

Passeio inesquecível...
Tinha visto em Guriri, mas é sempre impressionante
Os tubarões lixa têm a boca ventral... e durante o horário de alimentação, os turistas podem passar a mão neles, com supervisão do tratador. Depois vou escanear a foto que o pessoal do Projeto tira da gente passando a mão no tubarão...
Entendi, neste passeio, como é formada a carapaça da tartaruga... não me lembro de ter aprendido isso na faculdade...
O peixe sol (o grandão). Uma moeda de 50 centavos seria do tamanho da íris dele. Quase 40 kg de peixe!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Seagri prepara plano estratégico para evitar entrada de pragas na Bahia


Fronteira com o Peru, Colômbia, Venezuela, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa, os estados do Acre, Rondônia, Amapá, Roraima, Amazonas e Pará, no Norte do País, podem ser portas de entrada no Brasil de cerca de 104 pragas na área vegetal e 22 na área animal, de acordo com análise de risco feito pela bióloga Regina Sugayama. O perigo se torna maior em função das rodovias que estão sendo construídas na região, interligando os estados entre si e com outros países da América do Sul, a exemplo da estrada transoceânica, que ligará o Pacífico ao Atlântico.


“O problema não é somente dos estados do Norte. É do Brasil e, neste contexto, da Bahia também”, disse o secretário estadual da agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, que é também presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Agricultura. Entre as muitas pragas que estão batendo à porta do Brasil, ele destaca a monília (ou moniliase), que está presente na Colômbia e Venezuela, distante pouco mais de 200 quilômetros de Assis Brasil, no Acre, além o Ácaro Vermelho das Palmeiras e a Mosca da Carambola, inimigos dos citros e das fruteiras.


O secretário Eduardo Salles, que na manhã desta segunda-feira (27) assinou o Termo de Cooperação Técnica com o secretário de Agricultura do Acre, Mauro Jorge Ribeiro, afirmou que “não podemos ser omissos. Nesse momento devemos colocar o “dedo na ferida” porque o efeito destas pragas no território baiano pode causar prejuízos incalculáveis, não só financeiros, mas principalmente sociais”. Ele acrescenta que “não podemos permitir que aconteça com a monília o mesmo que ocorreu com a vassoura de bruxa, que acabou entrando no Brasil e na Bahia, e devastou a região cacaueira”. Ao assinar o termo de cooperação com a Secretaria da Agricultura do Acre, Salles afirmou que quer estabelecer intercâmbios com este Estado, citando entre outras a área de piscicultura, bastante avançada no estado do Norte.


Desde domingo, (26) até o dia 2 de março, uma equipe baiana percorre os estados do Acre, Rondônia, Amapá e Roraima para discutir com os secretários de Agricultura o que está sendo feito nas fronteiras e celebrar com estes estados Termo de Cooperação Técnica “guarda-chuva” relativo à defesa vegetal, animal e inspeção sanitária. “A ênfase com os estados produtores de cacau será a prevenção à monília”, disse o secretário.


Os estados do Amazonas e Pará também assinarão o termo, em Porto Velho, Rondônia, onde no dia 28 acontecerá a reunião do Conselho Nacional de Secretários de Agricultura, Conseagri, Dessa reunião de trabalho vão participar o diretor de Departamento de Sanidade Vegetal do Ministério da Agricultura (Mapa), Cosan de Carvalho Coutinho, que fará palestra sobre barreiras sanitária, e um técnico da Ceplac especialista em cacau. A equipe da Seagri, composta, além do secretário, por Paulo Emílio Torres, diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab); Armando Sá, diretor de Defesa Vegetal da Adab, e a engenheira agrônoma Catarina Cotrim de Mattos Sobrinho, coordenadora regional da Adab em Itabuna, na região cacaueira, vai verificar in loco a situação in loco e fará palestra sobre o Plano de Contingenciamento da Moniliase desenvolvido pela Bahia e parceira com o Mapa/Ceplac


O secretário explica que “com isso não estamos dizendo que a doença não possa entrar no estado, porque normalmente essas doenças migram, mas cabe à defesa estadual prorrogar o máximo possível, e se mobilizar para, se acontecer, estarmos preparados para enfrentá-las”.

http://www.tribunadabahia.com.br/news.php?idAtual=107220

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

'Me inclua fora dessa'

Copiei o texto abaixo do facebook da Viviane Almeida...e me orgulho em dizer que não tenho este maldito vício de falar mal do Brasil...pelo contrário... amo este país mais do que qualquer outro país que já conheci... o que significa que, muito provavelmente, passarei o resto dos meus dias por aqui... conheço cada uma das 27 Unidades da Federação... e, acreditem nesta viajante inveterada - todas elas têm sua beleza e isso me faz querer sempre conhecer um pouco mais, ficar um pouco mais...



O que uma escritora Holandesa falou do Brasil

Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado.

Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.

Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.

Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta.

Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.

Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de ‘Como conquistar o Cliente’.

Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos..

Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa. Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc… Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.

Os dados são da Antropos Consulting:

1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.

2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.

3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.

4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.

5.. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.

6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.

7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.

8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.

9.Telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas..

10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.

11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.

Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?

1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?

2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?

3. Que suas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?

4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?

5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?

6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?

7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?

Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.

É! O Brasil é um país abençoado de fato.

Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.

Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.

Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente.

Bendita seja, querida pátria chamada

Brasil!

sábado, 3 de setembro de 2011

Meu boi morreu que será de mim? Manda buscar outro, ô maninha, lá no Piauí.

Minha coleção de touros começou em fevereiro, com o Torito Catalán que JC trouxe da Espanha... em junho chegou o Boi Campeão diretamente da campanha da aftosa no Maranhão e semana passada o Boizinho Teimoso. Dei esse nome a ele porque ele não parava quieto para eu tirar foto. E hoje soube que vou ganhar um torino do Peru, que a Ká trouxe para mim. Ou seja, quatro cabeças de gado, logo viro fazendeira rsssssss... mas, brincadeiras à parte, eu gosto dos bois... e principalmente do bumba-meu-boi!

Disse o Chicão que o auto do bumba meu boi é originário do Piauí. Segundo ele, os maranhenses e amazonenses é que deram ao auto todo o glamour da festa, mas as origens são piauienses, conforme evidenciado pela música 'O Meu Boi Morreu'. Mas há controvérsias... tem gente que fala que a origem é pernambucana... e eu é que não vou entrar nessa briga. Eu só quero, mesmo, é curtir essa manifestação tão brasileira.
Link


Ler mais sobre o Bumba-Meu-Boi

domingo, 21 de agosto de 2011

Batendo perna (e foto) no Centro Histórico de Manaus

Hoje já é dia 28, já faz duas semanas que estive em Manaus e ainda não consegui ainda postar as fotos do centro da cidade... mas é que agosto foi brabo...

Manaus foi fundada no século XVII e teve seu auge no ciclo da borracha no século XIX... é dessa época a construção de um teatro que, na minha opinião, é um dos mais lindos do Brasil. Não que conheça muitos... mas o de Manaus é realmente de tirar o chapeu. O que mais impressiona é a cúpula, que tem um mosaico muito rico... pelo que li, ele é formado de 36 mil peças trazidas de Paris. Um luxo.

Bem em frente ao teatro, tem o Monumento pela Abertura dos Portos às Nações Amigas, inaugurado em 1900, por ocasião da abertura dos portos do Rio Amazonas ao comércio internacional. É lindo e tem tudo a ver com as ideias que circulam no espaço entre minhas duas orelhas atualmente... mas... me chamou a atenção a presença de apenas 4 barcos: Evropa (não é erro, não... antigamente se escrevia assim), Ásia, África e América... a Oceania não aparece... não consegui uma boa explicação para isso ainda...

E do lado, a Igreja de São Sebastião, também do final do século XIX... paradinha para pensar na vida e em tudo de bom que ela tem me proporcionado... a Alessandra me contou que a igreja só tem uma torre porque a outra foi perdida...

Início da caminhada do Porto ao Teatro - este é o Prédio da Alfândega. Como muitos outros em Manaus, o projeto e todo o material foi trazido de navio da Europa.

Teatro Amazonas, com sua cúpula maravilhosa. Fico me perguntando quem foi o obstinado que levou a cabo o projeto desse mosaico...

Monumento pela Abertura dos Portos às Nações Amigas, do escultor italiano Domênico de Angelis, em mármore, granito e bronze. Detalhe para os psicitacídeos que, ao vivo, eram bem verdinhos... pena que a foto ficou meio sem cor...
Cúpula da Igreja de São Sebastião, a pintura foi trazida pronta da Itália.
Alessandra, da Codesavm coordenadora do Enfisa Regional Norte 2012, minha professora sobre Manaus!





Ler mais sobre o Teatro Amazonas e a Igreja de São Sebastião

domingo, 3 de julho de 2011

Furoshiki à brasileira

Japonês adora dar presente. E nesse ponto sou absurdamente japonesa... hábito que vem de casa mesmo... e tem mais: pode ser uma coisinha à toa, com valor financeiro ínfimo mas vai sempre num pacotinho caprichado... nada me desconcerta mais do que dar um presente sem embrulhar. Tem vezes que prefiro nem dar... bom, quem convive comigo sabe... sempre tem um docinho, uma pecinha de artesanato... um souvenir encontrado nas viagens que me fez lembrar de alguém...agora... o bom mesmo é presentar com coisas que eu mesma faço... é... sei que é meio difícil acreditar... mas faço doces e peças artesanais para presentear pessoas queridas...

Fui ao supermercado hoje... e já ia comprar a tradicional lata de doce de leite Viçosa para presentear umas pessoas esta semana... quando decidi fazer algo diferente... trouxe leite condensado e preparei brigadeiro de colher, com confeito colorido... ficou perfeito... no sabor e na textura... e, na hora de fazer o pacote de presente... pensei que não haveria papel no mundo que desse conta de virar um pacote bacana prás minhas panelinhas... e então... eureca!!! Nada como nascido esta quimera nipo-brasileira e poder juntar a técnica japonesa do furoshiki ao chitão e ao brasileiríssimo brigadeiro!

domingo, 19 de junho de 2011

O Grande Rio Cheio de Pequenos Machados

Ji Paraná é cortada ao meio pelo Rio Machado... aliás... o nome Ji Paraná quer dizer exatamente isso... Rio Machado... Ji = Machado e Paraná = Grande Rio. Ela é chamada de Coração de Rondônia por causa da sua localização. O Rio Machado... ou o Ji Paraná... é um rio de águas escuras, ricas em matéria orgânica e que deságua no Rio Madeira... que por sua vez vai desaguar no Rio Amazonas já quase entrando no estado do Pará. Num fim de tarde fui dar uma olhadinha de perto... legal demais ver criançada brincando na beira do rio... nadando... gente pescando... e o tempo passando devagar, devagar... lamento não ter conseguido fazer um passeio de barco... mas já descobri que tem uma empresa (Aguatur) que oferece esse passeio... da próxima vez, eu vou!


sexta-feira, 1 de abril de 2011

Um presídio para turista ver


Dizem que nenhum homem vai duas vezes ao mesmo lugar: o homem muda e o lugar muda. Isso é a mais pura verdade. Minha última viagem para Recife havia sido em 2006, por ocasião de um CBE. E foi legal demais ver o quanto a cidade mudou e o quanto a minha vida mudou. Felizmente, tanto Recife quanto minha vida mudaram para melhor.

Daquela vez, visitei a Casa de Cultura, que é uma antiga casa de detenção. Os primeiros presidiários foram internados em 1855 e o prédio teve essa finalidade até 1973. Alguns anos depois, foi transformado em uma Casa de Cultura. O prédio é lindo, a arquitetura é de uma riqueza incrível de detalhes dos quais eu não me lembrava.

E lá fui eu de novo esta semana... foi uma voltinha rápida... aproveitando uma folguinha na agenda e um vírus que transformou meu computador em nada. Sempre bom revisitar um lugar e reencontrar a própria história.

Entre a Casa de Cultura e o Mercado de São José? Bom... digamos que o Mercado de São José tem mais a minha cara. As mercadorias da Casa de Cultura são mais 'coisa que turista gosta'... e aí, perde-se um pouco a essência do lugar... mas vale o passeio, vale demais!

Para saber mais sobre a história da Casa de Cultura, clique aqui.





2006: cabelo comprido... um período de muitas incertezas... e no qual o trem da vida parecia estar no trilho errado...


2011: ainda estamos em abril... mas este promete ser um dos melhores anos da minha vida. Começou com tudo e só está me trazendo alegrias. Em comum nas duas fotos? Só a sacolinha de compras heheheheheheheheh Tristeza, incertezas e cabelo comprido não me pertencem mais!

Mercado de São José - o mais antigo da América do Sul

Toda cidade tem seu mercado... e é aí que a gente encontra o que há de mais autêntico. Por isso, quando viajo faço questão de ir conhecer. Em Recife está o mercado de São José que, segundo dizem, é o mais antigo da América do Sul... para mim, é um pouco difícil acreditar nisso... pois Quito e Bogotá, por exemplo, foram fundadas lá no início do Século XVI... bom... só se for o primeiro mercado chamado São José na América do Sul?





Enfim, não importa. Já nos arredores do mercado vc sente que está num lugar muito cheio de vida. A diversidade de frutas e feijões encanta. Os cheiros se misturam, aquele burburinho típico dos mercados... os vendedores oferecendo seus produtos... dá para passar um dia inteiro só do lado de fora do Mercado comendo as frutas da terra.

Do lado de dentro... a primeira lembrança que tive foi o Mercado Central de Ciudad Guatemala, com suas cestarias super diversificadas em cores, formas e materiais... mas... depois a gente vai andando e vai identificando itens que são a cara do Brasil - muita xita, muito xitão... muita xilogravura nos mais diversos tamanhos e meios de aplicação: azulejos, papel, canecas, mdf... e é claro que em breve minha casa terá xilogravuras na parede...

O tempo foi curto... muito muito curto e só deu para conhecer en passant... mas... valeu a pena e fica sempre aquele gosto de 'quero voltar lá um dia'...





sábado, 26 de março de 2011

Linda de dia, linda à noite

Tem gente que se apega ao que já conhece. Fica sempre no mesmo hotel, come sempre o mesmo prato, compra sempre na mesma loja, viaja sempre para o mesmo lugar... eu não sou assim. Muito pelo contrário. Gosto de experimentar o novo... a não ser que esteja plenamente convencida de haver encontrado o melhor que existe naquele momento e naquele lugar... caso contrário... gosto de me aventurar por sabores novos e lugares que nunca ninguém me contou como são... e é assim que, aos poucos, vou conhecendo as dezenas de hoteis em Brasília.

Esta semana, fiquei no Airam. O melhor do hotel foi a vista para a fonte e a torre. Dei a maior sorte de pegar um dia de sol e uma noite sem chuva. Certamente, foi uma das melhores vistas que já tive da cidade que é o meu segundo lar.


domingo, 20 de março de 2011

Será que se eu passar pelo Salão Vermelho 1000 vezes me transmutarei de japonesa a mineira?

Moro em Belo Horizonte, ou melhor, tenho endereço fixo em Belo Horizonte desde agosto de 2008. Minha vida funciona mais ou menos assim: durante a semana, viagens a trabalho. Raramente passo uma semana inteira em BH. E quando estou em BH o roteiro é Sagrada Família - União - Sagrada Família... e aí acaba que não vivencio a cidade. Chega o final de semana e quero apenas ficar no meu cantinho, curtir o silêncio, pintar, costurar, repor as energias... botar a vida em dia, enfim.

Mas hoje... hoje depois de muitos domingos emburrados... hoje amanheceu um domingo lindo em BH! E então deu ânimo para botar tênis e ir para a Pampulha. Saí de casa disposta a alugar uma bicicleta (programa que estava adiando há mais de ano) e dar umas voltas no Parque Ecológico... enfrentei um trânsito danado por causa da Corrida das Estações... mas tudo bem... estava determinada hoje a pedalar... chegando lá... frustração... o bicicletário está fechado para manutenção... mas tudo bem... já estava lá mesmo e fui caminhar... Evento raro. Raríssimo. Porque eu gosto de andar... mas de andar em cidades que não conheço... aí eu ando horas seguidas olhando tudo, captando ao máximo a alma da cidade... mas andar em parque... zen desse jeito? Evento raro. Muito raro. Na verdade, não tenho lembrança de já ter feito isso na vida antes... andar por andar em parque sem direito a overdose de informação e sem celular e sem baixar emails de 15 em 15 min? 'Jamé'...

Mas tudo tem uma primeira vez... e foi bom.


Dentro do Parque Ecológico tem um Memorial à Imigração Japonesa. Eu não sabia disso. Até já tinha ouvido falar por alto, mas nunca tinha me disposto a ir conhecer. No caminho, pensei que encontraria um tradicional jardim japonês, com fontes, pedras, ginkgos e tuias... e azaleias... mas... chegando lá... fui surpreendida por uma construção que eu poderia jurar que era obra do Niemeyer... mas não é... Na entrada, um pouco da história da imigração japonesa em Minas Gerais e uma linda bandeira do Japão em concreto. Não sei por quê, mas estar lá me emocionou. Acho que por andar com o meu lado nipônico aflorado... e também pela situação que o país está passando por desastres naturais. E então... você vê uma rampa e se sente compelido a subir... e um pequeno aviso dá as orientações para adentrar o 'Salão Vermelho'...

Mais uma surpresa. O Salão Vermelho é exatamente isso. Um salão vermelho. Todo vermelho. A planta baixa é circular fazendo uma referência à bandeira japonesa. E no chão... futons também circulares e também vermelhos. A perfeição. Você pode usar o espaço para descansar, desacelerar, meditar... ou apenas passar o tempo... ouvindo o vento lá fora bater nas folhas. Fiquei lá dentro um bom tempo me sentindo dentro de uma hemácea... ou do útero da minha mãe... ou do sol... Zen? Mega zen.

Depois de relaxar... você desce por outra rampa e dá de cara, agora, com uma bandeira de concreto do estado de Minas Gerais. Isso também me pareceu super inusitado pq nunca tinha me dado conta da semelhança das duas bandeiras. Fundo branco e forma geométrica regular vermelha no centro. Perfeito. Muito bonito e simbólico. Vou precisar morar muitos anos em BH para poder conhecer esta cidade... e para poder voltar no Parque muitas e muitas vezes.

Viajar é bom. Estar na minha doce BH é bom. A vida tornou-se, enfim, uma sequência de dias felizes.





Leia mais sobre o Memorial da Imigração Japonesa, em BH