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sábado, 3 de março de 2012

Amapá é identificado como possível porta de entrada de pragas vegetal e animal

Desde domingo (26) até o dia 2 de março, uma equipe baiana percorre os estados do Acre, Rondônia, Amapá e Roraima para discutir formas de prevenção às pragas.


O Amapá está entre os estados da federação que podem ser portas de entrada no Brasil de cerca de 104 pragas na área vegetal e 22 na área animal. A análise de risco é da bióloga de Minas Gerais Regina Sugayama. Além do Amapá, estados como, Acre, Rondônia, Roraima, Amazonas e Pará também estão com risco iminente de pragas por serem regiões de fronteira. Outro perigo identificado pela bióloga são as rodovias que estão sendo construídas na região, interligando os estados entre si e com outros países da América do Sul, a exemplo da estrada transoceânica, que ligará o Pacífico ao Atlântico.

Mas o problema não atinge só a região Norte do Brasil. A preocupação também se dá no Nordeste brasileiro, especialmente no Estado da Bahia. O presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Agricultura, Eduardo Salles, que também é engenheiro agrônomo e secretário da agricultura no estado baiano, destacou a monília (ou moniliase), que está presente na Colômbia e Venezuela. O local é distante pouco mais de 200 quilômetros de Assis Brasil, no Acre. E ainda, o Ácaro Vermelho das Palmeiras e a Mosca da Carambola, inimigo dos citros e das fruteiras. 

Desde domingo (26) até o dia 2 de março, uma equipe baiana percorre os estados do Acre, Rondônia, Amapá e Roraima para discutir com as pastas de Agricultura o que está sendo feito nas fronteiras e celebrar com estes estados, Termo de Cooperação Técnica “guarda-chuva” relativo à defesa vegetal, animal e inspeção sanitária. 
 
Eduardo Salles alertou que não se pode permitir que aconteça com a monília o mesmo que ocorreu com a vassoura de bruxa. A praga entrou no estado da Bahia e devastou a região cacaueira. Por isso, a ênfase com os estados produtores de cacau será a prevenção à monília.

Mosca da carambola
O Ministério da Agricultura realiza um trabalho de controle da mosca da carambola no Amapá há mais de 10 anos. A finalidade é manter a praga no território amapaense para não prejudicar os outros estados brasileiros. Para isso, os órgãos de defesa sanitária fazem a divulgação nos portos sobre o que fazer para impedir a proliferação da praga, bem como fixam cartazes nas embarcações conscientizando a população sobre a importância de manter a doença no Amapá. (Maiara Pires/aGazeta)

Bióloga coloca o Amapá na rota das pragas vegetais e animais

De acordo com análise de risco feita pela bióloga Regina Sugayama (foto), para o Governo da Bahia, o Amapá integra uma rota de entrada para o Brasil de cerca de 104 pragas na área vegetal e 22 na área animal, oriundas de países como Peru, Colômbia, Venezuela, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa. Os vizinhos do Amapá na região Norte, Acre, Rondônia, Roraima, Amazonas e Pará, estariam nessa condição, devido fazerem fronteira com as possessões sul-americanas apontadas como de risco.
Segundo matéria publicada pelo jornal Tribuna da Bahia, o perigo se torna maior em função das rodovias que estão sendo construídas na região, interligando os estados entre si e com outros países da América do Sul, a exemplo da estrada transoceânica, que ligará o Pacífico ao Atlântico.
Desde domingo, (26) até o dia 2 de março, uma equipe baiana percorre os estados do Acre, Rondônia, Amapá e Roraima para discutir com os secretários de Agricultura o que está sendo feito nas fronteiras e celebrar com estes estados Termo de Cooperação Técnica “guarda-chuva” relativo à defesa vegetal, animal e inspeção sanitária. “A ênfase com os estados produtores de cacau será a prevenção à monília”, disse o secretário estadual da Agricultura da Bahia, engenheiro agrônomo Eduardo Salles.
Ainda de acordo com declarações do secretário baiano, que é também presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Agricultura, “O problema não é somente dos estados do Norte. É do Brasil e, neste contexto, da Bahia também”. Entre as muitas pragas que estão batendo à porta do Brasil, ele destaca a monília (ou moniliase), que está presente na Colômbia e Venezuela, distante pouco mais de 200 quilômetros de Assis Brasil, no Acre, além o Ácaro Vermelho das Palmeiras e a Mosca da Carambola, inimigos dos citros e das fruteiras.

Cooperação - O secretário Eduardo Salles, que na manhã desta segunda-feira (27) assinou o Termo de Cooperação Técnica com o secretário de Agricultura do Acre, Mauro Jorge Ribeiro, afirmou que “não podemos ser omissos. Nesse momento devemos colocar o “dedo na ferida” porque o efeito destas pragas no território baiano pode causar prejuízos incalculáveis, não só financeiros, mas principalmente sociais”. Ele acrescenta que “não podemos permitir que aconteça com a monília o mesmo que ocorreu com a vassoura de bruxa, que acabou entrando no Brasil e na Bahia, e devastou a região cacaueira”. Ao assinar o termo de cooperação com a Secretaria da Agricultura do Acre, Salles afirmou que quer estabelecer intercâmbios com este Estado, citando entre outras a área de piscicultura, bastante avançada no estado do Norte.
Os estados do Amazonas e Pará também assinarão o termo, em Porto Velho, Rondônia, onde no dia 28 acontecerá a reunião do Conselho Nacional de Secretários de Agricultura, Conseagri, Dessa reunião de trabalho vão participar o diretor de Departamento de Sanidade Vegetal do Ministério da Agricultura (Mapa), Cosan de Carvalho Coutinho, que fará palestra sobre barreiras sanitária, e um técnico da Ceplac especialista em cacau. A equipe da Seagri, composta, além do secretário, por Paulo Emílio Torres, diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab); Armando Sá, diretor de Defesa Vegetal da Adab, e a engenheira agrônoma Catarina Cotrim de Mattos Sobrinho, coordenadora regional da Adab em Itabuna, na região cacaueira, vai verificar in loco a situação in loco e fará palestra sobre o Plano de Contingenciamento da Moniliase desenvolvido pela Bahia e parceira com o Mapa/Ceplac.

Fonte: http://amapaempaz.blogspot.com/2012/02/biologa-da-bahia-coloca-o-amapa-na-rota.html

terça-feira, 9 de março de 2010

Aqui é o meu país...


Leo, Antonio e Alfredo, companheiros nesta viagem. Companheiro é companheiro!


Fortaleza de São José de Macapá, fundada no século XVIII para proteger os limites territoriais do Brasil. Parada obrigatória para quem vai a Macapá


Embarcação pronta para a viagem - Macapá não tem ligação via rodovia para nenhuma outra capital brasileira. Para Belém, são 24 horas em barco. Este barco estava indo para Afuá, município paraense do outro lado do Rio Amazonas, a 4 horas de viagem de Macapá

Que eu amo o Brasil não é segredo muito menos novidade para ninguém... Nunca me seduziu a ideia de sair daqui para sempre, nem por longos períodos. Amo o Brasil com a convicção de que este é o melhor lugar do mundo. Por vários motivos - o principal deles é toda a sua diversidade... outros motivos... a heterogeneidade em todos os aspectos, a imprevisibilidade que - ao mesmo tempo que incomoda - obriga a um estado de criatividade extrema... essas condições tornam praticamente impossível a formação ou o crescimento de sentimentos de hostilidade a outgroups. É claro que ele tem defeitos. Não sou ingênua a ponto de pensar que o Brasil não tem problemas. Mas a realidade é que eles - na minha opinião - são muito pequenos diante de tudo o que o Brasil tem de bom.

Estou em Macapá desde sábado e tenho vivido aqui dias de muito trabalho, mas também muito prazerosos. Muito trabalho pois iniciou hoje o Enfisa e tivemos hoje uma tarde de discussão sobre os procedimentos de fiscalização de agrotóxicos na Região Norte. É uma região tão imensa e tão cheia de particularidades que qualquer solução que se prove efetiva no sul do Brasil aqui se transforma em algo inexequível. Eu quero ainda nesta vida poder trabalhar por este pedaço tão esquecido do Brasil. De novo... gente, vamos olhar com mais carinho para esta parte do nosso país?

"Aqui sou um passarim
Que as penas estão por dentro
Por isso aprendi a cantar,
Voar, voar, voar
Me diz, me diz
Como ser feliz em outro lugar?"

(Ivan Lins)


domingo, 7 de março de 2010

Isto aqui ô ô é um pouquinho de Brasil iaiá...




Futebol de areia é badalado... sai até na tv... com direito até a Copa do Mundo de Futebol de Areia... agora... hoje eu vi algo sobre o quê já tinha ouvido falar, mas que não sai na tv, que é o Futelama. É, isso mesmo - futebol na lama. Não tive a curiosidade de contar quantos jogam em cada time. Mas fiquei imaginando a delícia que deve ser escorregar na lama atrás da bola. O jogo começa quando a maré do Rio Amazonas baixa... ao redor do jogo, muita gente andando de bicicleta, brincando, nadando... curtindo o riozão... e eu só olhando, morrendo de vontade de ir provar a sensação da lama... me emocionando em ver a vida passar tão linda e simples diante dos meus olhos. Isto é melhor que televisão! Gente, vamos olhar mais de perto para este lado do Brasil!

domingo, 20 de dezembro de 2009

En el medio del mundo - del lado brasileño...

Lá em Quito tem um marco chamado 'El medio del mundo', que é por onde passa a linha do Equador. Se fosse possível e se você se deslocasse em direção leste por cerca de 3.000 km, chegaria a Macapá, onde tb tem um marco onde vc pode ficar com um pé no Hemisfério Norte e o outro no Hemisfério Sul. Não visitei nenhum desses marcos pq realmente não curto esse turismo 'geográfico'. Só queria registrar esse fragmento de cultura inútil...

Conheci Macapá esta semana. A cidade tem 250 anos e cerca de 300 mil habitantes. Pelo que a Tânia me falou, não tem nenhuma atividade industrial ou agrícola relevante. Mas tem um bom comércio. A cidade não tem ligação rodoviária com nenhuma outra capital brasileira, o que aumenta mais ainda a distância e a sensação de isolamento. A cidade fica às margens do Rio Amazonas, próximo ao local onde o rio desemboca no Oceano Atlântico.

Fotos:
1. O Rio Amazonas, na maré cheia. Olhem as árvores só com as copas prá fora. Eu fico me perguntando - botanicamente - como é que essas árvores conseguiram crescer nessa condição... pensa bem... 12 horas debaixo d'água... como é que as plantas jovens não apodreceram? ah, na maré baixa, fica uma lama... e nessa lama tem torneios de futebol com direito a narrador e tudo. Essa eu tô pagando prá ver, quem sabe da próxima vez consiga!

2. Ventoso, muito ventoso! (e é Cruzeiro na Libertadores de novo! Não que eu seja torcedora fanática, mas é que adoro essa camiseta)

3. Por-do-sol no Forte São José de Macapá. Mais de 200 anos de história, vale a pena conhecer o parque. Muita gente vai lá caminhar, correr, pedalar, namorar...

4. Com a comissão responsável pelo Regional Norte: Júlia, Tânia e Rosiel, todos do Diagro.

5. Museu do Sacaca. Sacaca era um cidadão macapaense (o 'homem' sentado no fundo da foto anterior é, na verdade, uma estátua do Sacada) e o IEPA (Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá) decidiu homenageá-lo. O parque tem um museu de história natural e biotecnologia muito interessante, sala de eventos, restaurante, trilha, espaço para exposições e é uma réplica dos ambientes ribeirinhos amazônicos.

Brasil, Brasil... quanto mais eu te conheço, mais gosto de vc!