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domingo, 1 de maio de 2011

Quem viu, viu. Quem não viu... so sorry...

Eu não sei quantos anos vou viver. Espero que muitos e todos eles com boa saúde e disposição para viver... Mas, enquanto me é permitido permanecer neste mundo... procuro viver ao máximo tudo o que ele tem a oferecer. Por isso, durmo pouco. Por isso, acordo cedo para fazer passeios que me seriam impossíveis em função da minha agenda de trabalho. Muita gente ri. Outras tantas gentes não se conformam. Mas é assim que tem que ser... Quer ver por quê?

Na primeira vez que fui a João Pessoa, em 2009, acordei cedíssimo e fui para a praia de Tambaú, bem em frente ao hotel onde eu estava. Vi uns barquinhos e pedi para ir a uma piscina natural logo em frente... bom... nem preciso dizer... deslumbrante, né... milhares ou milhões de peixinhos de vários tipos...

Desta vez, fui lá procurar os barquinhos... para um repeteco do passeio... e eles não estavam lá. Depois, me falaram que os passeios para essas piscinas naturais estão suspensos. Eu te disse, não disse? Tem que viver cada minuto como se fosse único, porque, no final das contas, ele é único...





sábado, 30 de abril de 2011

Cor, cor, muita cor! Naturalmente!

E é claro que não podia faltar uma passadinha no mercado de artesanato de João Pessoa. São 3 pisos de muita cor, um passeio imperdível. Lá, até o algodão já nasce colorido!



Sobre o Algodão Colorido
Já me perguntaram se é transgênico. Não é. Já me perguntaram também se é tingido. Não é. Ele já nasce assim, coloridinho e é produto de técnicas clássicas de melhoramento genético. São vários tons que vão do bege ao castanho e ao verde...

Veja texto no site da Embrapa Algodão.

A pluma de três cores. Não lembro onde peguei, deve ter sido em alguma feira... lembro que tenho há anos esse chumacinho...


Os fios prontos para irem para a confecção.





Bonequinhas, um dos milhares de artigos produzidos com algodão colorido na Paraíba


sexta-feira, 29 de abril de 2011

João Pessoa - o terceiro e último Enfisa regional 2011

Passei esta semana em João Pessoa, onde aconteceu o Enfisa Regional Nordeste 2011. Participaram representantes de todos os órgãos estaduais de Defesa Agropecúaria, além de cinco associações do setor de insumos agrícolas. Esta foi a terceira reunião do ano, o que encerra o ciclo de encontros regionais. A primeira foi em Boa Vista e a segunda foi em Porto Alegre. Sinto-me feliz por participar de todos os regionais e de conhecer 27 realidades tão distintas no que diz respeito à fiscalização de agrotóxicos no Brasil. Agora, é preparar para Campo Grande!


Selected pics:

terça-feira, 26 de abril de 2011

Naturalista nascida um pouco atrasada

Acho que meus pais nunca se conformaram com algumas manias que eu tenho desde criança... como colecionar pedras e bichos (especialmente peçonhentos)... deviam ficar se perguntando... "por que é que essa menina é esquisita assim? Por que não coleciona bichos de pelúcia ou borboletas? Por que é que ela se diverte pegando bichos para botar medo no irmão dela?" Não que isso tenha feito de mim uma pessoa rebelde... mas lembro da indignação que senti quando fui comunicada que a minha coleção de animais peçonhentos e de pedras catadas por aí havia sido devolvida à natureza. O que sempre me encantou foi a diversidade... buscava entender por que algumas eram mais duras e outras mais friáveis... por que algumas pareciam ser caprichosamente desenhadas enquanto outras tinham uma beleza espontânea, bruta... e aí passava horas olhando minhas pedras... lembro da aula de Geografia no primeiro colegial, quando o professor Ronaldo nos levou para a Cuesta de Botucatu... e aí puder entender in loco o processo de formação das cebolas de basalto, dos arenitos bauru e botucatu... dos morros testemunhos e a cuesta... parece que foi ontem, de tanto que eu gostei. Por que não fiz Geologia ao invés de Biologia? Sei lá. Acho que porque na época do vestibular tava na moda o Jacques Cousteau e também começava-se a falar em Engenharia Genética... uma coisa é certa: tivesse eu nascido 20 anos antes do que nasci... com certeza teria estudado Ciências Naturais... e teria uma compreensão maior sobre como o mundo natural funciona... mas... como estudei só o lado biológico do mundo, me resta apenas ficar boquiaberta com as formações geológicas quando me deparo com elas... sem entender direito... apenas admirando...

Bendita seja a pessoa que inventou os blogs. Agora, não preciso contar apenas com minha memória para lembrar de onde veio cada uma dessas pedras.


Praia de Coqueirinhos: recife de franja





Cânion de Tabatinga

domingo, 24 de abril de 2011

Rapidinhas de hoje

Arco do Amor - traga seu amor para a Praia do Amor e passe com ele por baixo do Arco do Amor e ficarão juntos para sempre... e também, se não ficarem, só o passeio pela PB já terá valido a pena!


Seres da argila - passávamos pela praia de Carapibus de buggy quando estes três malucos saíram de trás da falésia todos pintados com argila amarela. Figuras...



Levando a prancha de surf na motoca


Turismo com escolta - O governo da Paraíba tem um batalhão da Polícia Militar especializado em apoio ao turista. São policiais que falam mais de um idioma. Estávamos chegando a um mirante - aquele da falésia da Tabatinga... e o bugueiro ligou para a polícia... e disse que a gente ia prá lá. O carro com 3 policiais estava à nossa espera e foi de batedor até o mirante... e um dos policiais ficou o tempo todo me 'protegendo' pois ali naquela área estavam acontecendo crimes frequentes contra turistas. Foi uma situação no mínimo estranha... para não dizer desconfortável. Ah, pegaram os caras (2) anteontem.



Nova lei sobre resíduos sólidos - aviso estava numa 'casinha' na praia de Coqueirinhos...


Cajá, hummmmmmmmmmmmm - A EMEPA está fazendo pesquisa para melhoramento genético do cajá, para obtenção de materiais de menor porte. Vou adorar que o cajá invada nossa vida!



Futura opção para eventos - Aqui nascerá um centro de eventos e complexo hoteleiro para 3.000 pessoas.


Minha vida é comer por este país.......... III

Nunca fiz dieta. Quando engordo, compro roupas maiores. Quando emagreço, mando apertar. Claro que tem coisas que evito por motivos de saúde. E outras - como refrigerante e frituras - que não me fazem falta nenhuma. E como não fazem bem para nada, não consumo. Mas aquelas dietas malucas de contar pontos, costurar a boca ou abrir mão do prazer da boa mesa... tô fora. Adoro comida... por isso o título recorrente deste post... desculpem a falta de criatividade...

Pitombas... desde que me contrataram para fazer a ARP para lichia e longan... estava querendo conhecer também a pitomba. É uma sapindácea nativa do Brasil e cada cacho é uma loteria - peguei frutas bem docinhas e outras azedas e com alto teor de tanino... lúdico, não? Tentar adivinhar o que te reserva a próxima pitomba...

O caranguejo... não dá para ver direito, mas ele é azul... não tem pelos e está adaptado a viver em ambientes mais secos. Este, em particular, já tinha perdido o último par de pernas. Disse o bugueiro que são caranguejos domesticados e que o pessoal da Praia do Gramane (uma área de preservação ambiental) cria eles à base de arroz, dendê e não sei que outros tipos de comida... e que o bicho engorda... engorda... e acaba morrendo de gordo... e aí vai prá panela... isso é o que chamo de boa morte... afinal, todo mundo vai ter que morrer um dia... então que seja de tanto comer, né?

Encontrei este poeminha na net:

Um caranguejo mansinho
No meu ombro colocaram
Ele ficou bem quietinho
E muitas fotos tiraram

Na foto ele aparece
Para ninguém duvidar
E o dono dele merece
Sempre com ele ficar



Eu amo crustáceos rsssssssssssss... nem sei por que fui ser entomologista ao invés de ser carcinologista... olha as coisas boas que vieram do mar diretamente para meu prato hoje... lagosta... a Carla, uma moça lá da praia de Coqueirinho traz pré-cozida e tempera na mesa... com bastante limão... de R$ 15,00 a R$ 20,00... dá prá acreditar? São pescadas na praia do Pitimbu, alguns quilômetros ao sul de Coqueirinho.


Caldo de camarão - cozido em leite de coco, com batata, coentro e outros temperos. Delícia!


É isso aí. Ainda bem que tenho dois cromossomos X por célula e, portanto, minha chance de desenvolver gota é bem pequena... e que não tenho alergia a camarão... porque vou passar esta semana mais ou menos que nem Lulu Santos 'vamos comer tudo o que há para comer, vamos nos permitir' rsssssssssss

Viva a boa mesa! Que pode estar num hotel de luxo ou numa barraquinha de pau a pique na beira do mangue. Viva a diversidade de sabores e temperos deste país. E viva tudo o que o mar traz de bom para nós! Acorda, Brasil, já não passou da hora de explorarmos um pouco melhor essa fazendona chamada Atlântico?

De Manaíra a Tambaba - Geologia de tirar o fôlego

Cheguei esta madrugada a João Pessoa. Daqui, diz o Prof. Evaldo que, dependendo das condições meteorológicos e do grau de etanol no sangue, a gente consegue enxergar as luzes da África e que, em condições muito especiais, escutam-se os sons de lá também. Afinal, esta é a cidade mais oriental do Brasil e fica a cerca de 4000 km do continente africano. João Pessoa é uma das cidades mais verdes do mundo considerando-se a área verde por habitante. A cidade é limpa e segura. E o povo é super hospitaleiro. Por isso, não vai ser sacrifício nenhum passar uma semana em terras paraibanas.

É a minha terceira vez aqui. A primeira foi para assistir ao Endesa e a segunda, para os preparativos do Enfisa. Mas graças aos altos preços dos voos para o domingo de páscoa, fui obrigada a vir ontem... Sacrifício nenhum, repito.

Mas vamos lá. Hoje aluguei um buggy (com bugueiro, claro) e fiz um passeio longo pelo litoral sul da Paraíba. Saímos de Manaíra e fomos até Tambaba. Cerca de 40 km do centro de João Pessoa. Entre ir e voltar foram 7 horas. Ou seja, uma média de 12 km por hora (2 x 40 km/ 7 horas). O bugueiro - Rodrigo Egito - é uma dessas pessoas apaixonadas pelo que faz. Dirige buggy há 12 anos e nunca tirou férias. Nem consigo entender o por quê rsssssssssssss eu também não tiraria férias nunca de um 'trabalho' desses... privilégio ter um local de trabalho como o dele.

Rodrigo e Barbie, companheiros de viagem.


1. As falésias
Na primeira parada, o bugueiro falou que o que pensei que fossem falésias não são falésias e sim tabatingas. E disse que a diferença é que a tabatinga é uma formação argilosa, com argilas de diferentes cores. Depois, procurando no Google, li que o que eu vi foi na verdade a Falésia de Tabatinga.


2. Recifes de franja

Recifes de franja na praia de Coqueirinhos. Aqui se aplica o velho ditado 'água mole em pedra dura...' Passei um tempão olhando as ondas esculpirem a rocha e vendo a vida marinha nas frescas e poças. Uma diversidade de vida tão grande que quase me arrependo de ter excluído o conteúdo das aulas de Criptógamas e Invertebrados do meu HD interno... estava lendo há pouco que os recifes de franja são os que ocorrem paralelos à costa da qual são separados por lagoas pequenas, em contraposição aos recifes de barreira que ocorrem também paralelos à costa mas separam-se desta por lagoas grandes.

Recifes de franja na praia de Tambaba. Adorei a pedra rachada com coqueiro em cima. Dá a impressão de alguém ter dado um gole de karatê e quebrado ela no meio. E o coqueiro? Quem colocou ele aí? Aliás, um parêntese - ficar olhando para esses recifes é um exercício para imaginação. Vi baleias, cabeças, jacarés, dragões... (mas ainda não escutei os sons da África rssssssssssss)

3. Os Maceiós

Um maceió - lagoa de água doce/salobra, pelo que entendi é um mangue fechado cujas águas podem ter tido comunicação com água do mar mas agora não têm mais. Ocorre muita decomposição de matéria orgânica e o cheiro não é lá dos melhores.

4. O Cânion
Deixei o melhor por último. Quando o guia parou o buggy não acreditei no que estava vendo. Um capricho só. Essa rocha em forma de cone vem sendo esculpida há milhares de anos pelo vento e pela água... deve ter perto de 100 m de altura, sei lá. É o Castelo da Princesa (minha sobrinha ia adorar o nome). As rochas são friáveis, com muito pouca força rompem-se camadas de argila/areia das mais variadas cores. Não conseguiria dizer quantas tonalidades de marrom, vermelho, terracota e ocre eu vi.

Aqui esmagando o Castelo da Princesa com um dedo...

Aqui perplexa diante da diversidade de cores e riqueza da formação geológica.

Olhem o capricho destas formações. Em cima de cada 'palito' (algum geólogo de plantão por favor me diga o nome destas formações... elas têm uns 30 cm de altura) tem uma pequena rocha. e essas rochinhas têm cores tão variadas que a gente fica se perguntando se a pessoa que colocou elas ali não tinha mais o que fazer com o tempo dela...


Lindinho, não? Falando sério... acho que funciona assim - as pedrinhas caem numa superfície plana e à medida que vai chovendo, a erosão vai levando a parte que não está protegida pela pedrinha e vai cavocando a tabatinga. Quanto tempo será que vive uma 'tabatinguinha' dessa? Quanto tempo será que demora para a chuva e o vento transformarem o Castelo da Princesa em areia?

É bom botar a cabeça de folga. É bom saber que, mesmo tendo deixado as Ciências Naturais meio de lado, elas continuam me fascinando. E, acima de tudo, é bom encantar-se com a simplicidade, com o natural. Voltei para o hotel pensando se lá do outro lado do Atlântico encontrarei formações parecidas... afinal, quando a Pangea era Pangea, o Cabo do Seixas estava encaixadinho no Golfo da Guiné... mas... até que eu possa ir para a Nigéria ou Benin... me resta ir para a beira do mar e tentar ver as luzes e escutar os sons de lá... o difícil vai ser conseguir isso bebendo apenas água de coco ou suco de abacaxi...

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Fica faltando só uma passadinha no Acre...

Há mais ou menos um mês fui à Paraíba... onde fica o ponto mais oriental do Brasil (Ponta do Seixas)... esta semana, fui para o RS onde fica o extremo meridional (o Arroio Chuí)... semana que vem, vou para RR onde fica o extremo setentrional (rio Ailã)... fica faltando só uma passadinha no rio Moa, no Acre, pra cruzar o Brasil de norte a sul e de leste a oeste...

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

ENFISA 2011 - Regional Nordeste em João Pessoa

João Pessoa é uma cidade muito bonita, com muito verde e praias maravilhosas. E, para a alegria de todos, será em 2011 a sede do ENFISA Regional Nordeste. A reunião será de 26 a 28 de abril e é aberta para gestores dos órgãos estaduais de defesa sanitária vegetal responsáveis pela fiscalização de comércio e uso de agrotóxicos.

Fotos:
1. João Batista (SFA-PB) e Luiz Carlos de Sá Barros (SEDAP), coordenador do evento regional
2. Reunião na SEDAP
3. Representantes da SEDAP, órgão ambiental, vigilância sanitária, Fórum de Agrotóxicos, SFA-PB e CREA-PB



quinta-feira, 22 de outubro de 2009

News from John People



Esta semana, tive a oportunidade de conhecer João Pessoa, capital paraibana. Como sempre, foi corrido mas também como sempre aproveitei cada segundo livre para conhecer um pouco sobre o lugar. A cidade foi fundada no século XVII e tem um centro histórico que foi restaurado e está bonito para visitação. Pena que as igrejas estavam fechadas. A cidade tem várias praças e me pareceu bem arborizada.

O motivo da viagem foi participar do primeiro dia do ENDESA - Encontro Nacional de Defesa Sanitária Animal, promovido pelo Departamento de Saúde Animal. É um mundo do qual não faço parte, mas é sempre bom conhecer pessoas e aprender com elas. O evento, pelo pouco que acompanhei, foi um sucesso, com platéia lotada e palestras muito boas. Tudo transmitido pela RIT DA e pelo Twitter pelo Joaquim. Dr. Altino, que é uma pessoa que admiro bastante, foi homenageado pelo DSA.

Fotos:
1. Mesa de abertura do Endesa 2009. Não esperem que lembre o nome de todos, mas vamos lá, da esquerda para a direita: (1) ?; (2) Salete (Emdagro) representando o Fonesa, (3) ?, (4)?, (5) Inácio Kroetz, secretário de Defesa Agropecuária, (6) José Maranhã, governador do Estado, (7) Jamil Gomes, diretor do DSA, (8) ?, (9) ?, (10) ?, (11) Sebastião Guedes, do Conselho Nacional de Pecuária de Corte) e (12) Antenor Amorim, da Câmara Temática de Bovinocultura do MAPA.

2. Com Altino e Joaquim

3. Expectativas quanto à participação foram atingidas

4. Igreja de São Francisco