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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A mala ainda não está pronta... mas o programa do workshop está!

Amanhã, embarco para Campo Grande. Já estava sentindo falta, depois de ir para lá tantas vezes no ano passado. Motivo da viagem? Veja no meu Issuu, abaixo:

domingo, 12 de junho de 2011

Minha vida é falar por este país...

Semaninha agitada... conversei com tanta gente que nem sei... foram 3 dias em Campo Grande com atividades mil - vídeo-conferência com 8 Embrapas da área animal para discutir um workshop sobre ameaças sanitárias em parceria, participação como ouvinte na reunião da Câmara Setorial de Carne Bovina, stand da Embrapa Gado de Corte para mostrar a RITDA... com direito a muitas conversas interessantes sobre o workshop de ameaças sanitárias, o encontro de inovação em Pecuária e a III Conferência Nacional sobre Defesa Agropecuária... e também... conheci o novo bolsista do InovaDefesa... e até rolou entrevista com o Tobias, do Canal Terraviva... e jantar do Congresso com a Vera e Roxana... conversa com o pessoal da RuralCentro sobre uma possível integração de conteúdos... uau... prá 3 dias tá bom, né? Quem me dera ganhar por conversa realizada... ficaria rica rapidinho! E pensar que até os 20 anos de idade, eu era patologicamente tímida, dá nem prá acreditar... mas vamo que vamo, hoje é domingo, dia de fazer um balanço da semana que passou e de organizar a semana que tá começando...

Francisco Jardim, Secretário de Defesa Agropecuária, no stand da Embrapa/RITDA durante o Congresso Internacional da Carne - presença confirmada no lançamento da III Conferência Nacional sobre Defesa Agropecuária semana que vem.

Pedro Arraes, presidente da Embrapa, recebendo o livro Tecnologias e Competências em Defesa Agropecuária, organizado pelo Professor Evaldo Vilela, eu, Joaquim Amado, Andrea Stancioli e Marcus Vinícius Sandim.

Pedro Paulo Pires, ladrão de sapatos. Brincadeira. Pesquisador da Embrapa Gado de Corte visitando a RITDA durante o Congresso da Carne.

Guilherme Malafaia, também pesquisador da Embrapa Gado de Corte, visitando a RITDA durante o Congresso da Carne. Conhecido de outras 'encarnações', lá do tempo em que eu era professora na Uergs e ele era professor da UCS. Este mundo é um ovo.

Dois queridos amigos - Décio Coutinho (CNA) e Sebastião Costa Guedes (CNPC) conversando na RITDA sobre workshop sobre ameaças sanitárias para a Bovinocultura de Corte. Tem novidade chegando. Aguardem.

Joana Vieira (CGAC), Andrea Parrilla (SDC) e Sônia Nunes (CGAC) - amigas do MAPA visitando a RITDA em Campo Grande.

Tobias Ferraz, da TV TerraViva. Adoro a simpatia dele. Ser entrevistada por ele é muito divertido e um teste pros reflexos...não tem essa de combinar o roteiro antes, não... ele tira umas perguntas do além e aí é um se vira nos 30 prá responder.

Vera Lúcia Amaral de Oliveira Pereira (ai de mim se mutilar o nome dela) e Roxana Yarzon (aqui, amiga, me desculpe, mas não consegui ainda decorar teus 4 sobrenomes) no jantar do Congresso Internacional da Carne. Boa conversa e diversão garantida numa noite fria de junho.

Os dois bolsistas do InovaDefesa lotados na Embrapa Gado de Corte: João Carlos da Costa Jr. (recém chegado) e Marcus Vinícius Sandim.

domingo, 29 de maio de 2011

Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi!

Quem chega a um evento não tem a noção do quanto trabalho foi feito antes do evento para chegar ao resultado final. São 361 dias trabalhando para que tudo corra bem nos 4 dias do evento. Quanta preparação, quanta conversa, quanta negociação... quantas concessões, quanta conta... ninguém imagina o que há por trás...

Este ano, foi muito especialmente estressante, pelos cortes de recursos do Governo Federal... mas que acabaram sendo compensados pelas parcerias que conseguimos estabelecer e que tornaram o ENFISA de Campo Grande possível. De São Luís para cá, passei muito perrengue e, em vários momentos, cheguei a pensar que o evento simplesmente aconteceria do jeito que desse para ser. Afinal, fazer melhor do que havia sido São Luís parecia um desafio enorme. Mas tudo conspirou, no final, para que o evento saísse redondinho. A Vera foi uma companheira leal, guerreira e que aprendi a admirar pelo comportamento ético, pelo comprometimento, pela dedicação, pelo desprendimento. Foi um prazer enorme conviver com ela. E isso é o que realmente gratifica e esta amizade certamente vai viver por muito tempo. Atribuo boa parte do sucesso do ENFISA 2011 a ela, que movimentou ceus e terras para que tudo saísse perfeito. A gente sente a energia que vem dos participantes. A gente recebe feedback positivo dos realizadores e dos patrocinadores E, aí, me segura, porque a carga emocional é tão forte, mas tão forte que explode nos olhos.

Vera (IAGRO) e eu - abram as portas. Estamos prontas para começar!

Com Vera e Marcus. Marcus é da RITDA e foi a pessoa que bateu nas portas da UCDB. Sem ele, não sei o que teria sido do evento pois a UCDB nos deu tudo - infraestrutura, pessoal, equipamentos, cerimonial... e sempre com o atendimento super carinhoso da Laura, do Maicol, da Adriana e da Luciane. Parceria de verdade.

Jô... o reforço certo na hora certa! Nervos de aço e tudo sob controle na secretaria.

Com Francisco (ADAPI) - organizador do Regional Nordeste 2012 e Du Lino (ADEAL) - organizador do Regional Nordeste 2009. Companheiros há anos nesta caminhada.

Luís Carlos (SEDAP), organizador do Regional Nordeste 2011. Grande coração...

Cleber (Embrapa Gado de Corte), querido amigo do projeto InovaDefesa.

Homenagens na abertura solene. Depois das que estavam no protocolo, Luís Ribeiro (ANDEF) me surpreendeu com uma que não estava na lista. Até aqui, consegui segurar onda. Só não deu quando a Vera chamou à frente para me entregar um presente... da esquerda para a direita: Rangel (CGAA), Luiz Carlos (SEDAP), Luís Carlos (ANDEF), Rita (SEAPA), Vera (IAGRO) e eu.

Pedro Paulo (SFA-PA), da comissão do evento nacional 2008. Uma época muito triste na minha vida, mas durante a qual tive a felicidade de fazer amigos que trago comigo até hoje.

A integração de dois mundos - pessoal da RITDA no ENFISA: Jô, Natália, Andrea, Waquil e Marcos + Henrique e Vera.

Com Vera e os 'Minor Crops' - 12 estudantes escolhidos a dedo pela Rúbia para nos ajudarem na organização do evento. Tiro o chapeu para essa moçada, se pudesse, traria todos para trabalhar comigo.

Zambaldi (CREA-PR), Marcelo (SFA-PR), Chicão (SFA-SC), Breda (CIDASC), Aníbal (SFA-MG) e Matheus (Cidasc) - bom demais estar junto, uma vez por ano, que seja... hoje, se me proibissem de fazer os ENFISAs, minha vida se tornaria tão vazia...


Cláudia (Syngenta), Jussara (INEA, organizadora do Regional Centro Sul 2010), Tosato (Organizador do Nacional 2012), Arilza (INEA), Ester (SEAPA) e Fátima (SEAPA)

Final de evento - com os 'Minor Crops', grupo que trabalhou unido e sempre bem disposto para garantir que tudo acontecesse do jeito que tinha que acontecer durante o evento. Nota 10 prá eles.
Fim de evento... falta muito para Curitiba 2012?

Fim de evento... uma árvore plantada... simbolizando o compromisso de levar adiante os ENFISAs. Quem sabe voltaremos ao campus, para o 36º ENFISA e para ver este ipê florido...

sábado, 28 de maio de 2011

Cholas, cholas y más cholas

Brasileiro sabe que nosso território já foi habitado por índios. Mas, para nós, é bem fácil esquecer isso. A cultura indígena não está presente no país, mesmo em estados onde eles são numericamente mais abundantes. Por exemplo, quando fui a Roraima... encontrei alguns elementos da cultura indígena esparramados por aí... uma comida, uma música... uma ou outra pessoa com traços indígenas... em Campo Grande, a mesma coisa... a gente sabe que os índios existem, mas não vê.

Agora... em Santa Cruz de la Sierra, e bem diferente. As cholas estão em toda parte - nas esquinas vendendo laranjas, bebidas ou comidas típicas... na porta das igrejas pedindo dinheiro aos turistas... lendo cartas de tarot no meio da rua... são mulheres de aparência rude e sofrida. E que não gostam de ser fotografadas. Isso havia lido... e esta semana comprovei. Uma delas, ao perceber que tirava minha máquina da bolsa, foi logo fazendo um gesto nada amigável. Por esse motivo, minhas fotos trazem cholas de costas rssssssssss



Ler mais sobre os cholos na América Latina: http://en.wikipedia.org/wiki/Cholo

domingo, 22 de maio de 2011

Eu amo programa de índio

Prá mim, programa de índio significa algo super legal! Dei hoje uma voltinha no Mercado Municipal de Campo Grande porque o taxista falou que algumas índias vendem seus produtos ali perto. São três quiosques externos, onde elas vendem palmito, artesanato, frutas, conservas de pimenta e pequi, feijão verde, soluções milagrosas e uma infinidade de artigos preparados por elas. O que me pareceu mais curioso hoje foi o leite de mangaba, que é bom para diabetes e não sei mais quantas doenças. Os etnobotânicos devem ter no Brasil um dos lugares mais ricos para trabalhar. É muito legal escutar essas histórias. Se me fosse dada a chance de escolher entre uma semana na Europa e uma semana numa tribo tradicional... eu certamente escolheria a tribo. Adoro índio, acho que ia adorar fazer todos os programas de índio possíveis e imagináveis, principalmente a cerâmica e assistir aos rituais e festas de celebração da colheita...

Pequi, pimentas e feijão verde
Um dos quiosques, com os palmitos em destaque. Me falaram que tem o doce e o amargo...
O líquido branco é leite de mangaba. Santo remédio para diabetes e outras tantas doenças


Nake'yeye' nóe

Não sei quem foi o gênio que cunhou a expressão "programa de índio" para referir-se a algo enfadonho ou fadado a dar errado. Mas... não que eu seja uma pessoa violenta... muito pelo contrário... mas seria capaz de encher uma pessoa dessa de bolacha... pelo preconceito que a expressão traz subentendido... ou melhor, superentendido... não que eu seja praticante de 'programas de índio', nem indianista, nada disso... só que qualquer manifestação de preconceito ou racismo me deixa braba prá valer.

Estou em Campo Grande e a cidade, em si, não tem muitos elementos de cultura indígena, pelo menos na parte que eu conheço. Mas tem um Museu do Índio e o Memorial de Cultura Indígena... e as índias perto do Mercado Municipal vendendo seus produtos. O Memorial já conhecia. Estive lá em 2007 com a Simone, quando viemos para o Regional de Campo Grande. Na ocasião, comprei um colar com um elemento de palha guarani que, me explicaram, é um símbolo de união de todos os povos indígenas. Lindo isso e tão marcante que até hoje tenho e uso o colar. E tinha dezenas ou centenas dele hoje expostos no Memorial.

A diretora do Memorial explicou hoje que eles vendem mercadorias produzidas por representantes das etnias Terena, Guarani e Kadiweu. Cada uma tem sua identidade e técnica... e como resultado, artesanatos totalmente diferentes uma da outra. Então, para não ser acusada de tratamento discriminatório, comprei um pouco de cada ;0)

Já ia esquecendo - aprendi duas coisinhas em Terena (que é a etnia da diretora do Memorial):

Nake'yeye' nóe - que quer dizer oi, como vai, tudo bem... uma saudação dirigida a um grupo

Ainapoyakoe Sime'evi - agradecemos sua visita


Arte Terena, me encantou esta cerâmica, muito fina.

Arte Guarani - esses 'canudos' de palha simbolizam a união e a harmonia entre todos os povos indígenas. Eles fazem também chaveiros. Tentei comprar 200 para presentear os participantes do ENFISA, mas não tinha...

Arte Kadiweu, índios cavaleiros e que lutaram na II Guerra Mundial.

sábado, 21 de maio de 2011

O excitante sabor do dever quase cumprido

O ENFISA Nacional 2011 começa segunda-feira. Bom, isso para a maioria das pessoas. Para mim e para a Vera, ele começou no dia 14 de junho de 2010 quando foi anunciado que Campo Grande sediaria o evento. Felizmente, correu tudo bem e chegamos à véspera do evento com tudo sob controle, sem nenhum ponto de stress ou indefinição. Todos os palestrantes estão confirmados e estamos inovando numa série de aspectos: encontro de CREAs, a parceria com uma universidade e a Embrapa, a participação da Anvisa e do Ibama... a campanha de marketing por bluetooth (isso merece uma postagem à parte).

Por hora, só queria mostrar o resultado do nosso trabalho - casa pronta para receber representantes das 27 unidades da federação, três ministérios, sete associações que representam o setor de insumos agrícolas... podem chegar, os lugares já estão marcados e estamos prontos para começar.

Daqui a uma semana, tudo isso já terá terminado... então espero viver ao máximo a companhia dos companheiros desta caminhada que já dura 5 anos.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Você já se sentiu parte de um outgroup?

Outgroup = We tend to classify people who are not in our in-group as being similar to one another. ‘They’re all like that’ is a common reference term. In contrast, we see people in out in-group as being more individual. [ler mais]





Esta semana estive pela décima vez em Campo Grande. E quando eu digo 'décima', não é figura de linguagem, não. I really mean 10th. Com exceção de Brasília e São Paulo, tem poucas cidades que visitei tantas vezes. Acho que só Salvador e Belém. Eu gosto de lá. Marcus Vinícius e Vera são dois amigos muito queridos e anfitriões atenciosos. O pessoal é muito amável, o sobá é uma delícia e eu adoro o café da manhã do hotel Jandaia.

Estamos na reta final dos preparativos do Enfisa... e estávamos buscando opções para atividades sociais quando ficamos sabendo - Vera e eu - de um bar chamado Valley Pub que, nas terças-feiras, cobra R$ 5,00 de entrada e tudo o que vc pede das 19h30 às 21h30 vem em dobro. O lugar é super bacana, bem produzido. Prá ser sincera, um pouco produzido demais pro meu gosto. Gosto de ambientes desse tipo, mas esse me deixou a impressão de ser um falso rústico... um rústico planejado... tudo muito pretentiously nonsense. Um falso louco, digamos assim. Mas tá valendo. Acho que tudo o que é bem feito merece ser reconhecido.

Como fomos os primeiros a chegar - afinal, estávamos em uma expedição a trabalho - pegamos um sofá legal, com uma vista legal para a casa. Aí pelas tantas começou a chegar gente... e começou a ficar evidente que seria necessário somar a idade de 2 pessoas para totalizar a minha idade... o bar, fiquei sabendo depois, é um point 'sertanejo universitário'. Gente muito bonita, mas vamo combinar que é uma gente que não faz minha cabeça... a música... bom... neo-sertanejas e classical sertanejas revisitadas... o tempo todo... e alto demais... dificultava a conversa do outgroup de velhinhos que estava no sofá no canto do salão...

O mais engraçado - observado pela Vera - é que tinha gente que olhava prá nossa mesa com cara de que não estava entendendo o que a gente tava fazendo lá... minha suspeita... é que devem ter pensado que a gente tava lá para vigiar nossos filhos. Agora... falando sério... eu me senti mais outgroup nesse bar do que na feira de povos indígenas em El Salvador ou em Chichicastenango... me sentia a pessoa errada, com a roupa errada, no lugar errado... é, acho que a meia idade chegou mesmo hehehehehehehehehe

Mas tá valendo. Vivemos no Brasil e aqui a tolerância a outgroups é das mais altas do mundo. E é sempre bom conhecer a vida em outros lugares, ver como as pessoas se divertem. Mesmo sendo uma total outlier, foi legal pela comida, pela companhia e pelas risadas.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Baixe aqui - Flier Eletrônico ENFISA 2011

Baixe o flier eletrônico e ajude a divulgar o Enfisa 2011, em Campo Grande.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Eu, garimpeira

Adoro feiras. Elas são um retrato da vida num determinado local. Os objetos de decoração da minha casa e do meu escritório foram - rara exceção - garimpados em feiras ao redor do mundo e todos - também rara exceção - custaram menos de 30 reais. Porque decorar com sofisticação e muita grana é covardia. Eu gosto é de barganhar, negociar com artesãos... não pelo dinheiro em si, mas pela satisfação de interagir com gente da terra. Numa negociação, um artesão conta o quanto de trabalho deu para produzir a peça e te convence do quanto ela é especial e diferenciada. Eu me divirto.

E assim vou garimpando badulaques por aí... cada badulaquinho conta uma história ou lembra pessoas e tempos que já passaram... um diálogo permanente com o passado... não que eu seja saudosista, nada disso... mas é uma forma de documentar minhas andanças... E aí minha casa vai se transformando num museu de artesanato e arte popular. Se você me perguntar se prefiro ir a um museu de artes plásticas ou a uma feira, mil vezes vou preferir a segunda. Shopping ou feira? Precisa nem perguntar, né?

Ontem, tive a chance de conhecer a Feira Central em Campo Grande. É a sétima vez que visito a cidade e a primeira vez que consigo estar aqui numa quarta-feira. Chegando lá, o Marcus Vinícius já foi logo me levando para conhecer a Flor de Xaraés, porque sabia que eu ia me encantar. Impossível não se encantar pelas cores vivas e design diferenciado.


Cláudia, a artesã responsável por estas maravilhas


Estas têm cerca de 15 cm de diâmetro, vcs ainda vão me ouvir falar delas.


A lenda da flor pantaneira (fonte: http://www.flordexaraes.com.br/)

Conta a lenda que há dezenas de anos atrás, um jovem casal, ela, filha de um rico fazendeiro e ele, peão, tinham o namoro proibido, pois o pai da moça não permitia que ninguém se aproximasse de sua filha. A única forma que eles encontraram para namorar, seria a noite, depois que todos dormissem; o rapaz batia na janela de sua amada e ali ficavam namorando, tendo o brilho da lua como cúmplice dos encontros. Ao se despedir, o jovem dava à moça uma flor como prova de seu amor. Certa vez, o fazendeiro já desconfiado, flagrou os dois e proibiu o namoro, dizendo que sua filha não seria mulher de peão. O jovem implorou pela permissão, afirmando que o amor deles era como as flores que ele entregava à sua amada, bonito e puro. Mas, duro de coração, o fazendeiro dizia que a única semelhança estaria na fragilidade da flor, pois em pouco tempo ela murcha e perde a beleza; assim seria também o amor dos dois. Foi então que, com toda a sua arrogância, o pai lançou o desafio: já que os jovens afirmavam que o amor deles era como as flores, a condição para a permissão do namoro seria que, ao sair pela manhã em comitiva, o rapaz desse uma flor à moça e se esta permanece com a mesma beleza até sua volta, eles teriam a permissão. Os jovens se assustaram, porque sabiam que uma viagem de comitiva, naquela época, poderia durar meses e a flor não duraria tanto; mesmo assim, o rapaz aceitou e tranqüilizou sua amada dizendo que ele acharia uma flor capaz de provar quão o amor deles era maior que o tempo. Depois que se despediu da moça, o rapaz foi para margem do rio e começou a pensar: com um grito de desespero implorou aos céus que lhe ajudasse a encontrar uma flor com a resistência que ele precisava. A lua, que sempre foi testemunha das juras de amor daquele casal intercedeu e foi então, que a Mãe natureza criou uma flor com os três elementos (Terra, Ar e Água), que surgiu boiando à margem do rio; ao pegá-la, o peão pôde perceber que ela continha a resistência da madeira, a suavidade de uma brisa e parecia ter sido moldada pelas águas pantaneiras. No outro dia, ao se despedir, o rapaz deu a flor à moça e partiu em comitiva, como havia sido combinado; durante a viagem, alguns bois se desgarraram e o rapaz foi buscá-los, se perdendo na planície alagada; os outros peões acreditavam que ele havia morrido porque era muito comum naquela época acidente nestas viagens e deram a noticia à moça. Ela não acreditou, suplicou para que não fosse verdade e implorou à natureza para trazê-lo de volta. Assim como em um ritual, todas as noites ela colocava no parapeito da janela, a flor que ele havia lhe dado. Vendo todo o sofrimento da jovem, a lua novamente intercedeu e brilhou tanto, que fez a noite virar dia. Dizia-se que, durante as noites que se seguiram, se via de muito longe a flor na janela e sentia-se o perfume. Assim,o rapaz pôde achar o caminho de volta e os dois viveram, a partir daí, todo amor que sentiam um pelo outro.

A Empresa

Inspirada nesta Lenda Pantaneira e com referência as flores perenes do cerrado e pantanal sul-matogrossense, a artista Claudia Castelão desenvolveu as flores de madeira, peças únicas em beleza e estilo, que expressão e valorizam a cultura regional.

A Flor de Xaraés é ganhadora do premio nacional TOP 100 pela sua singularidade, designer e inovação.

Nossos produtos são ecologicamente corretos, seguindo as tendências atuais, comercializados nas melhores lojas em todo pais, tem seu destaque na Holanda, pais das flores naturais.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Este é prá casar!

Estava na sede da FAMASUL, em Campo Grande, quando a Vera chamou a atenção para aquele belo exemplar perto da porta... Nunca tinha visto algo daquele tamanho. Ela também não.




Pé de soja solteiro... esta é a denominação para plantas de soja cultivadas como se fossem plantas de estimação. Sem brincadeira, o da foto tinha tranquilamente mais de 150 cm de altura e ficou em quarto lugar num concurso aqui no MS. O parâmetro avaliado no concurso? Número de vagens. Imaginem o quanto de tofu dá para fazer com um solteirão desse!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Esquentam os preparativos para o ENFISA

No dia 4 de fevereiro, nos reunimos em Campo Grande - todos os coordenadores de evento (Vera, Rita, Carlos e Luiz), todas as associações que representam o setor de insumos (ANDEF, INPEV, ABIFINA, ANDAV, SINDAG e AENDA), MAPA, CREA, IBAMA, AGRAER, SEPROTUR, EMBRAPA... para repassar a programação dos eventos regionais e para delinear a programação do Seminário Nacional. Avançamos bem, tudo dentro do cronograma... estamos a 30 dias do primeiro evento... minha maratona vai começar!




Participaram da reunião:
Alfredo Seiti Takehana MAPA/CGAA
Altair Luiz de Silva AGRAER - GPAA
Carlos Alberto Terossi Filho ADERR - RR
Diva Barrio Arrepia ABIFINA
Elaine Cristina Basto ANDAV
Fábio Grisolia Stefani SEPROTUR - MS
Fabio Kagi AENDA
Fernando Henrique Marini SINDAG
Ganem Jean Tebcharani CREA - MS
Hamilton Rondon Flandoli Inpev
Jair Baleroni SFA - MS
Jaqueline Verzignassi Embrapa Gado de Corte
José Ubirajara Coelho Júnior AGRAER - MS
Luis Carlos Ribeiro ANDEF
Luiz Carlos de Sá Barros SEDAP - PB
Márcio R. R. de Freitas IBAMA - DF
Marlos Moreira dos Santos IBAMA - DF
Mirian Rodrigues CREA - MS
Morgana Porto AGROPEC - MG
Regina Sugayama AGROPEC - MG
Rita C. A. Grasseli SEAPA - RS
Vera Lúcia Amaral Oliveira Pereira IAGRO - MS