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sábado, 10 de dezembro de 2011

As muitas caras do Euro

Oceania: 3; Ásia: 8; África: 5; América do Sul: 14 (todos os países!); América Central e Caribe: 6; América do Norte: 3 (todos os países); Europa: 20
Na parede do meu escritório tem um mapa. Nesse mapa eu colo, há cerca de 10 anos, moedas de outros países. Começou como uma forma de dar 'utilidade' às moedas que há muito, muito tempo eu 'ajuntava'... sim, porque não posso me dizer colecionadora pois nada entendo sobre Numismática... sou, apenas, uma pessoa curiosa e que curte ficar olhando os ícones de outras partes do mundo estampados em suas moedas... aprende-se muito observando as moedas de um país...

Aí, muita gente entra no escritório e se impressiona... e sempre vem a pergunta: 'nossa, você esteve em todos esses lugares?'... e, claro, sempre vem a resposta: 'em todos estes e muitos outros que esqueci de pegar a moeda'.

Mas é mentira. Não conheço presencialmente nem metade dos lugares marcados no meu mapa com suas respectivas moedas.  É que sempre estou pedindo para quem vai viajar para me trazer uma moeda... tem vezes em que esta é uma tarefa banal... mas tem vezes em que é uma missão e tanto... por exemplo, se você for ao Equador, só vai encontrar moedas de dólar americano pois o sucre saiu de circulação há muitos anos... em Angola a mesma coisa... as moedas de kwanza deixaram de rodar por lá há muito tempo (ver post de 13 de junho de 2011)... mas isso também eu acho legal... conhecer a história do dinheiro dos países visitados por mim ou por meus amigos...

Amigo vai, moeda vem, JC me contou estes dias que as moedas de euro têm um lado comum a todos os países da zona do Euro, mas uma das faces é personalizada de acordo com o país onde elas foram expedidas. Eu não sabia disso não, você sabia? Ele me deu moedas de 1 euro da França (com a velha inscrição Liberdade - Igualdade - Fraternidade e da Espanha... na mesma semana, ganhei da Sofia uma da Holanda e uma da Grécia... e, fuçando meu baldinho de moedas, encontrei da Alemanha, Itália e Irlanda! E agora estão todas lá, no meu mapa que já beira 60 moedas. A mais recente é uma da República Tcheca, que ganhei do Edson Iede ontem.

Bom, já sabe, né? Se for viajar prá algum país que não esteja ainda no meu mapa, guarda um dinheirinho prá mim! Aceito trocas, tenho um baldinho com um monte de moedas de lugares diferentes.

Meus euros, sempre da esquerda para a direita: fileira de cima: Holanda, Grécia, Alemanha. Fileira de baixo: Espanha, França, Itália e Irlanda

Quer ver todas as caras do Euro? Acesse http://newserrado.com/2008/11/06/todas-as-moedas-do-euro/

domingo, 6 de novembro de 2011

Por que o Mercado das Pulgas?

Viajo muito, mas muito mesmo... e em geral por motivos profissionais. Sou bióloga de formação e atuo em consultoria numa área que tem a ver com a agropecuária. Não vou detalhar porque não cabe aqui... por enquanto, só quero que guardem essa informação: meu trabalho me obriga a viajar demais. Demais quanto? De uma a duas vezes por semana para algum canto no Brasil.

Além de viajar demais, durmo de menos. Apesar de saber dos benefícios de dormir8 horas por noite, não consigo. Primeiro porque raramente dá tempo. Segundo porque estando cada dia num lugar diferente, me parece desperdício dormir as horas que poderia gastar para ir em alguma feira de artesanato ou fazer algum passeio em algum lugar que não sei se terei chance de visitar de novo.

E foi assim - passeando a trabalho que fui acumulando peças de artesanato de várias partes do Brasil e do mundo. Até que, em setembro de 2011, fui ao Peru a passeio e visitei dezenas de feiras e me frustrei porque não conseguia visualizar onde no as peças poderiam 'encaixar' na decoração do meu apartamento ou do meu escritório... simplesmente, não há mais paredes para quadros e nem piso para tapetes. E, então, ao retornar, numa crise de desapego que na verdade esconde o impulso consumista, decidi que somente comprarei novas peças à medida que for me desfazendo das peças antigas. E foi assim que nasceu o Mercado das Pulgas.

Espero que gostem da minha lojinha. Muito mais do que ganhar dinheiro, a intenção é fazer circular a cultura popular do mundo através de peças de artesanato. Desfrutem: http://www.facebook.com/mercadodaspulgas

sábado, 24 de setembro de 2011

Arranjando pulgas prá me coçar



Se você frequenta este blog, já deve ter percebido que tenho vários hobbies... trabalhar, viajar , comer e... digamos que a mais material de todas... colecionar peças de artesanato. Adoro o ambiente de feiras e negociar com os artesãos, conhecer técnicas, barganhar... Desde há muito tempo coleciono peças feitas a mão dos não poucos lugares pelos quais passei.

Ou colecionava... é... no pretérito mesmo... porque chegou um momento em que, de tanto viajar, as paredes do apartamento de dois quartos onde moro acabaram... e então substituí as portas por cortinas (todas feitas por mim) para liberar perto de dois metros quadrados de parede em cada cômodo: sala, quarto, cozinha... e esses metros extras também acabaram... no chão não tem mais um metro quadrado que seja livre para tapetes...

E aí... aconteceu algo marcante: fui pro Peru no feriado de 7 de setembro... e me encantei com a tapeçaria feita com lã de alpaca, com almofadas, com as peças de cerâmica... mas... onde colocá-las? E então, me frustrei porque ninguém aguenta ir numa feira de artesanato nos Andes só para dar uma olhadinha... impossível. Aí veio a sacada - vender algumas peças para liberar espaço para novas peças!

Conversava com a Ká sobre isso e ela me deu a ideia de fazer um brechó virtual... perfeito! Conversava então com JC e um anjo soprou no meu ouvido: www.mercadodaspulgas.net! Feito! Em 10 dias, concluí a construção da loja e, agora, estou tratando de encher as prateleiras... por enquanto tem apenas 29 itens, mas minha previsão é chegar a 200 até o final do ano. Dizem que é nos nossos hobbies que se esconde nossa vocação... então devo estar no caminho certo... Entra lá! www.mercadodaspulgas.net

sábado, 3 de setembro de 2011

Couroupita guianensis, um chitão vivo

Adoro chitões... aqueles panos coloridos que invadiram a moda e a decoração ultimamente. Brasileiríssimos e com a cara do interior do país. Gosto tanto que cheguei a forrar as portas de um guarda-roupas com chitão. Por isso, quando dei de cara com um pé de abricó atrás do hotel Rio Poty em Teresina, me encantei! Que flor colorida e os ramos carregados de botões, flores e frutos me deram a sensação de estar vendo um chitão vivo. Cada flor mede mais de 15 cm e os frutos têm uns 20 cm de diâmetro. Amo esta exuberância tropical.

Só me enganei quanto à família, pensei que fosse uma Sapotaceae, mas lendo agora vi que é uma Lecythidaceae.

Fonte da foto





Furoshiki (trouxa) de chitão para embrulhar panelinha de brigadeiro de colher.

Meu boi morreu que será de mim? Manda buscar outro, ô maninha, lá no Piauí.

Minha coleção de touros começou em fevereiro, com o Torito Catalán que JC trouxe da Espanha... em junho chegou o Boi Campeão diretamente da campanha da aftosa no Maranhão e semana passada o Boizinho Teimoso. Dei esse nome a ele porque ele não parava quieto para eu tirar foto. E hoje soube que vou ganhar um torino do Peru, que a Ká trouxe para mim. Ou seja, quatro cabeças de gado, logo viro fazendeira rsssssss... mas, brincadeiras à parte, eu gosto dos bois... e principalmente do bumba-meu-boi!

Disse o Chicão que o auto do bumba meu boi é originário do Piauí. Segundo ele, os maranhenses e amazonenses é que deram ao auto todo o glamour da festa, mas as origens são piauienses, conforme evidenciado pela música 'O Meu Boi Morreu'. Mas há controvérsias... tem gente que fala que a origem é pernambucana... e eu é que não vou entrar nessa briga. Eu só quero, mesmo, é curtir essa manifestação tão brasileira.
Link


Ler mais sobre o Bumba-Meu-Boi

sábado, 23 de julho de 2011

Uma pequena transgressão (+1)

Como disse outro dia à Dalízia... na minha casa, tudo é mais ou menos pervertido... ou sustentável, como ela prefere gentilmente dizer... porta vira mesa... fita vira porta... echarpe vira cortina... chinelo vira quadro... cartão de hotel vira enfeite de parede... frigideira queimada vira enfeite de porta... porta-xícara vira porta-pulseiras... porta-toalha vira porta-colar... mas... é porque gosto de enxergar as velhas coisas de formas novas... e assim vou decorando minha casa e meu escritório, botando alma em cada cantinho... outro dia ganhei um pin da Android... e é óbvio que eu não usaria ele numa mochila ou numa roupa para não correr o risco de perdê-lo... então... ele virou uma simpática companhia no monitor externo do home-office... ficou tão bonitinho que dá a impressão, até, de que foi feito para esse lugar! Depois, pesquisando na internet, descobri que existem dezenas de modelos... mas... neste ponto sou absolutamente conservadora... o mais lindo de todos é o tradicional!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Como fazer uma mulher feliz com apenas R$ 0,03. Sim, é possível.

Na impossibilidade de viajar, tem outra coisa que gosto muito - conhecer lugares novos através dos olhos de outra pessoa. Ano passado, era para eu ter ido para Angola, mas acabou dando errado e não fui... e fiquei na curiosidade...mas... agora, JC foi pra Luanda e voltou cheio de informações e sensações... bom... das duas coisas que pedi para ele me trazer, uma não foi possível: fotos. Ele foi aconselhado pelo pessoal de lá a não sair com a máquina sob o risco de ser assaltado... pena... eu ia adorar ver imagens de como é a vida lá... de tudo o que ouvi nas últimas semanas... a vida lá é cara... um PF (prato feito, como aqui no Brasil) custa a bagatela de 6.000 kwanzas... ou seja... 60 dólares! Duas refeições por dia e hospedagem num hotel por 23.000 kwanzas e lá se vão 350 dólares facinho, facinho... por dia. Sem comprar nada. Sem fazer passeio... até porque o turismo é praticamente inexplorado... Tem também a insegurança alimentar - falta em quantidade e falta em qualidade. E o que há está mal distribuído. Como tudo no país. Lá, ou você tem muito (e quando digo muito, eu quero dizer realmente muito)... ou vc não tem nada (e quando digo nada, eu quero dizer realmente nada). Ele viu pessoas brigando na rua por algo que valia 6 reais... Sad, too sad... Pelo que ele falou, a agricultura está incipiente... e portanto a proposta de ampliar ações do InovaDefesa prá lá me parece algo entre extremamente desafiador e fadada a dar errado... quero ficar no extremo mais otimista desse espectro... Eles precisariam primeiro passar por uma reforma agrária... e depois implantar infraestrutura como projetos de irrigação para viabilizar a atividade agrícola e pecuária... o abatedouro de frangos de um conhecido dele fechou por um motivo assim à toa: falta de frangos no país para matar. Inacreditável...

A segunda coisa que pedi para ele trazer foi uma moeda. Tenho um mapa mundi na parede há mais ou menos 10 anos. E nesse mapa eu colo moedas de outros países. Deve ter moeda de uns 50 países. Tem moeda prateada, dourada, acobreada... furadas, quadradas, hexagonais e até em formato de flor.. uma mais linda que a outra... Quem olha se impressiona pensando que estive em todos os lugares nos quais há moedas coladas... mas isso não corresponde aos fatos... só conheço uns 20... é que sempre que conheço alguém de outro país ou que foi prá outro país... eu peço um dinheirinho...

Mas este dinheirinho é muito especial. Primeiro, porque as moedas de Kwanzas já saíram de circulação faz tempo... mas ele deu um jeito... afinal, na minha coleção não servem notas de papel... então deve ter sido uma novela para conseguir uma moeda... Em segundo lugar, porque é expressamente proibido sair do país portando Kwanzas... crime federal... claro que ninguém seria condenado por portar 3 centavos de real... imagino... vai saber... e finalmente, o que faz essa moeda a mais especial do mapa... é a certeza de ser a única pessoa do mundo que fica se sentindo a pessoa mais feliz do mundo ao ganhar um presente que vale R$ 0,03...

O mapa: consagrado, por orientação de uma professora de Reiki à riqueza de todos os povos:

Os dois kwanzas:

A taxa de câmbio para o dia de hoje:

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Você já se sentiu parte de um outgroup?

Outgroup = We tend to classify people who are not in our in-group as being similar to one another. ‘They’re all like that’ is a common reference term. In contrast, we see people in out in-group as being more individual. [ler mais]





Esta semana estive pela décima vez em Campo Grande. E quando eu digo 'décima', não é figura de linguagem, não. I really mean 10th. Com exceção de Brasília e São Paulo, tem poucas cidades que visitei tantas vezes. Acho que só Salvador e Belém. Eu gosto de lá. Marcus Vinícius e Vera são dois amigos muito queridos e anfitriões atenciosos. O pessoal é muito amável, o sobá é uma delícia e eu adoro o café da manhã do hotel Jandaia.

Estamos na reta final dos preparativos do Enfisa... e estávamos buscando opções para atividades sociais quando ficamos sabendo - Vera e eu - de um bar chamado Valley Pub que, nas terças-feiras, cobra R$ 5,00 de entrada e tudo o que vc pede das 19h30 às 21h30 vem em dobro. O lugar é super bacana, bem produzido. Prá ser sincera, um pouco produzido demais pro meu gosto. Gosto de ambientes desse tipo, mas esse me deixou a impressão de ser um falso rústico... um rústico planejado... tudo muito pretentiously nonsense. Um falso louco, digamos assim. Mas tá valendo. Acho que tudo o que é bem feito merece ser reconhecido.

Como fomos os primeiros a chegar - afinal, estávamos em uma expedição a trabalho - pegamos um sofá legal, com uma vista legal para a casa. Aí pelas tantas começou a chegar gente... e começou a ficar evidente que seria necessário somar a idade de 2 pessoas para totalizar a minha idade... o bar, fiquei sabendo depois, é um point 'sertanejo universitário'. Gente muito bonita, mas vamo combinar que é uma gente que não faz minha cabeça... a música... bom... neo-sertanejas e classical sertanejas revisitadas... o tempo todo... e alto demais... dificultava a conversa do outgroup de velhinhos que estava no sofá no canto do salão...

O mais engraçado - observado pela Vera - é que tinha gente que olhava prá nossa mesa com cara de que não estava entendendo o que a gente tava fazendo lá... minha suspeita... é que devem ter pensado que a gente tava lá para vigiar nossos filhos. Agora... falando sério... eu me senti mais outgroup nesse bar do que na feira de povos indígenas em El Salvador ou em Chichicastenango... me sentia a pessoa errada, com a roupa errada, no lugar errado... é, acho que a meia idade chegou mesmo hehehehehehehehehe

Mas tá valendo. Vivemos no Brasil e aqui a tolerância a outgroups é das mais altas do mundo. E é sempre bom conhecer a vida em outros lugares, ver como as pessoas se divertem. Mesmo sendo uma total outlier, foi legal pela comida, pela companhia e pelas risadas.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Eu, garimpeira

Adoro feiras. Elas são um retrato da vida num determinado local. Os objetos de decoração da minha casa e do meu escritório foram - rara exceção - garimpados em feiras ao redor do mundo e todos - também rara exceção - custaram menos de 30 reais. Porque decorar com sofisticação e muita grana é covardia. Eu gosto é de barganhar, negociar com artesãos... não pelo dinheiro em si, mas pela satisfação de interagir com gente da terra. Numa negociação, um artesão conta o quanto de trabalho deu para produzir a peça e te convence do quanto ela é especial e diferenciada. Eu me divirto.

E assim vou garimpando badulaques por aí... cada badulaquinho conta uma história ou lembra pessoas e tempos que já passaram... um diálogo permanente com o passado... não que eu seja saudosista, nada disso... mas é uma forma de documentar minhas andanças... E aí minha casa vai se transformando num museu de artesanato e arte popular. Se você me perguntar se prefiro ir a um museu de artes plásticas ou a uma feira, mil vezes vou preferir a segunda. Shopping ou feira? Precisa nem perguntar, né?

Ontem, tive a chance de conhecer a Feira Central em Campo Grande. É a sétima vez que visito a cidade e a primeira vez que consigo estar aqui numa quarta-feira. Chegando lá, o Marcus Vinícius já foi logo me levando para conhecer a Flor de Xaraés, porque sabia que eu ia me encantar. Impossível não se encantar pelas cores vivas e design diferenciado.


Cláudia, a artesã responsável por estas maravilhas


Estas têm cerca de 15 cm de diâmetro, vcs ainda vão me ouvir falar delas.


A lenda da flor pantaneira (fonte: http://www.flordexaraes.com.br/)

Conta a lenda que há dezenas de anos atrás, um jovem casal, ela, filha de um rico fazendeiro e ele, peão, tinham o namoro proibido, pois o pai da moça não permitia que ninguém se aproximasse de sua filha. A única forma que eles encontraram para namorar, seria a noite, depois que todos dormissem; o rapaz batia na janela de sua amada e ali ficavam namorando, tendo o brilho da lua como cúmplice dos encontros. Ao se despedir, o jovem dava à moça uma flor como prova de seu amor. Certa vez, o fazendeiro já desconfiado, flagrou os dois e proibiu o namoro, dizendo que sua filha não seria mulher de peão. O jovem implorou pela permissão, afirmando que o amor deles era como as flores que ele entregava à sua amada, bonito e puro. Mas, duro de coração, o fazendeiro dizia que a única semelhança estaria na fragilidade da flor, pois em pouco tempo ela murcha e perde a beleza; assim seria também o amor dos dois. Foi então que, com toda a sua arrogância, o pai lançou o desafio: já que os jovens afirmavam que o amor deles era como as flores, a condição para a permissão do namoro seria que, ao sair pela manhã em comitiva, o rapaz desse uma flor à moça e se esta permanece com a mesma beleza até sua volta, eles teriam a permissão. Os jovens se assustaram, porque sabiam que uma viagem de comitiva, naquela época, poderia durar meses e a flor não duraria tanto; mesmo assim, o rapaz aceitou e tranqüilizou sua amada dizendo que ele acharia uma flor capaz de provar quão o amor deles era maior que o tempo. Depois que se despediu da moça, o rapaz foi para margem do rio e começou a pensar: com um grito de desespero implorou aos céus que lhe ajudasse a encontrar uma flor com a resistência que ele precisava. A lua, que sempre foi testemunha das juras de amor daquele casal intercedeu e foi então, que a Mãe natureza criou uma flor com os três elementos (Terra, Ar e Água), que surgiu boiando à margem do rio; ao pegá-la, o peão pôde perceber que ela continha a resistência da madeira, a suavidade de uma brisa e parecia ter sido moldada pelas águas pantaneiras. No outro dia, ao se despedir, o rapaz deu a flor à moça e partiu em comitiva, como havia sido combinado; durante a viagem, alguns bois se desgarraram e o rapaz foi buscá-los, se perdendo na planície alagada; os outros peões acreditavam que ele havia morrido porque era muito comum naquela época acidente nestas viagens e deram a noticia à moça. Ela não acreditou, suplicou para que não fosse verdade e implorou à natureza para trazê-lo de volta. Assim como em um ritual, todas as noites ela colocava no parapeito da janela, a flor que ele havia lhe dado. Vendo todo o sofrimento da jovem, a lua novamente intercedeu e brilhou tanto, que fez a noite virar dia. Dizia-se que, durante as noites que se seguiram, se via de muito longe a flor na janela e sentia-se o perfume. Assim,o rapaz pôde achar o caminho de volta e os dois viveram, a partir daí, todo amor que sentiam um pelo outro.

A Empresa

Inspirada nesta Lenda Pantaneira e com referência as flores perenes do cerrado e pantanal sul-matogrossense, a artista Claudia Castelão desenvolveu as flores de madeira, peças únicas em beleza e estilo, que expressão e valorizam a cultura regional.

A Flor de Xaraés é ganhadora do premio nacional TOP 100 pela sua singularidade, designer e inovação.

Nossos produtos são ecologicamente corretos, seguindo as tendências atuais, comercializados nas melhores lojas em todo pais, tem seu destaque na Holanda, pais das flores naturais.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Meu coração é vermelho, de vermelho vive o coração...

Olha que já rodei este Brasil... mas... infelizmente, não tive ainda a felicidade de ver o festival de Parintins... do Boi Caprichoso... do Boi Garantido... mas um dia vou ver... só lembrei disso agora... por causa da música... e só lembrei da música pq estou pintando uma parede em casa de vermelho... vermelhaço... vermelhusco... vermelhante... vermelhão...


Vermelho
Fafá de Belém
Composição: Chico da Silva

A cor do meu batuque
Tem o toque, tem o som
Da minha voz
Vermelho, vermelhaço
Vermelhusco, vermelhante
Vermelhão...O velho comunista se aliançou
Ao rubro do rubor do meu amor
O brilho do meu canto tem o tom
E a expressão da minha côr
Vermelho!...A côr do meu batuque
Tem o toque, tem o som
Da minha voz
Vermelho, vermelhaço
Vermelhusco, vermelhante
Vermelhão...O velho comunista se aliançou
Ao rubro do rubor do meu amor
O brilho do meu canto tem o tom
E a expressão da minha côr
Meu coração!...Meu coração é vermelho
Hei! Hei! Hei!
De vermelho vive o coração
He Ho! He Ho!
Tudo é garantido
Após a rosa vermelhar
Tudo é garantido
Após o sol vermelhecer...Vermelhou o curral
A ideologia do folclore
Avermelhou!
Vermelhou a paixão
O fogo de artifício
Da vitória vermelhou...(2x)A côr do meu batuque
Tem o toque, tem o som
Da minha voz
Vermelho, vermelhaço
Vermelhusco, vermelhante
Vermelhão...O velho comunista se aliançou
Ao rubro do rubor do meu amor
O brilho do meu canto tem o tom
E a expressão da minha côr
Vermelho!...A côr do meu batuque
Tem o toque, tem o som
Da minha voz
Vermelho, vermelhaço
Vermelhusco, vermelhante
Vermelhão...O velho comunista se aliançou
Ao rubro do rubor do meu amor
O brilho do meu canto tem o tom
E a expressão da minha côr
(Vermelho!)
Meu coração!...Meu coração é vermelho
Hei! Hei! Hei!
De vermelho vive o coração
He Ho! He Ho!
Tudo é garantido
Após a rosa vermelhar
Tudo é garantido
Após o sol vermelhecer...Vermelhou o curral
A ideologia do folclore
Avermelhou!
Vermelhou a paixão
O fogo de artifício
Da vitória vermelhou...(4x)
Letra: Terra

terça-feira, 1 de março de 2011

All we need is just a little patience (Guns)


Quando terminei o doutorado, ganhei este vaso do Aldo... está escrito PACIÊNCIA, em japonês... e ele disse, na ocasião, que é algo que tem tudo a ver com a nossa relação... bem, mas de 10 anos se passaram e até hoje não entendi o que ele quis dizer com isso... mas tudo bem. Já perdi há tempo a pretensão de querer entender tudo e, quando não entendo alguma coisa, consigo ficar na minha sem perder o sono.

Hoje de manhã, quando olhei para ele (o vaso, não o Aldo), pensei 'hummmmmmmmmmm vou encher vc com moedas de várias partes do mundo e vc vai ficar bonitão em cima da minha mesa de trabalho!'

Tá lá. Quem sabe de tanto olhar pro vaso não vou acabar me tornando uma pessoa mais paciente, né? Seria bom... Porque, apesar de muita gente achar que sou muito 'pacienciosa', nada pode estar mais longe da verdade. Tenho paciência, não. Prá nada. O que tenho, aí, sim, prá dar e vender, é autocontrole e foco em resultado. Olhando de fora, confunde mesmo...


Patience
Guns N' Roses
One, two, one, two, three, four
Shed a tear 'cause I'm missing you
I'm still alright to smile
Girl, I think about you every day now
Was a time when I wasn't sure
But you set my mind at easy
There is no doubt you're in my heart now
Said, woman, take it slow
And it'll work itself out fine
All we need is just a little patience
Said, sugar, make it slow
And we'll come together fine
All we need is just a little patience (Patience)
I sit here on the stairs
'Cause I'd rather be alone
If I can't have you right now I'll wait, dear
Sometimes I get so tense
But I can't speed up the time
But you know, love, there's one more thing to consider
Said, woman, take it slow
And things will be just fine
You and I'll just use a little patience
Said, sugar, take the time
'Cause the lights are shining bright
You and I've got what it takes to make it
We won't fake it
Oh, I'll never break it
'Cause I can't take itLittle patience, yeah
Need a little patience, yeah
Just a little patience, yeah
Some more patience, yeahI've been walking the streets at night
Just trying to get it right (Need some patience, yeah)
It's hard to see with so many around
You know, I don't like being stuck in the crowd
(Could use some patience, yeah)
And the streets don't change but, baby, the names
I ain't got time for the game (Gotta have some patience, yeah)
'Cause I need you, yeah
Yeah, but I need you (All it takes is patience, yeah)
Oh, I need you (Just a little patience)
Oh, I need you (Is all you need)
Oh, this time

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Sob o signo de Touro


Não sou mística, nem esotérica... e também não deixo de sair de casa se meu horóscopo estiver prevendo um dia difícil... mas sou curiosa... e acho interessante que culturas de todas as partes do mundo tenham desenvolvido sistemas para explicar a influência dos astros e dos fenômenos naturais sobre a nossa personalidade... bom... nasci no dia 5 de outubro de 1971, às 20h50 em Bauru, SP, sob o signo solar de Libra e ascendente em Touro. Dizem que, como libriana, sou regida por Vênus e, portanto, amo a paz, a harmonia, a vida alegre e leve... já o ascendente em Touro... também regido por Vênus... faz com que seja uma pessoa amável e confiável, determinada, perseverante... atraída pelas coisas boas da vida e desejosa de conforto... verdade ou mentira, o fato é que me identifico muito com o obstinado Touro. Mais até do que com o indeciso Libra... Por isso, amei ganhar este Touro todo colorido... está no espelho do quarto para exaltar as boas coisas da vida.


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Tomografia de crânio

Se algum dia eu passar por um exame de tomografia de caixa craniana... o resultado vai ser mais ou menos assim:
Cada papel na sua pastinha... memória RAM... e uma pasta eletrônica de baixa capacidade de armazenamento... meu HD.