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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Um pouco de poesia neste feriado...

“O meu mundo não é como o dos outros,
quero demais,
exijo demais,
há em mim uma sede de infinito,
uma angústia constante que nem eu mesma compreendo,
pois estou longe de ser uma pessimista;
sou antes uma exaltada,
com uma alma intensa,
violenta,
atormentada,
uma alma que tem saudade …
sei lá de quê!”
(Florbela Espanca)

sábado, 5 de março de 2011

Vegetais Liliputianos: uma farsa, um artefato e uma surpresa da terra

Quem não se lembra das viagens de Gulliver? E da Ilha de Liliput? Das pessoinhas minúsculas com 15 cm de altura que aprisionaram o visitante 'gigante'? Todo mundo lembra, né? Pois bem... como será a agricultura praticada por essas pessoinhas minúsculas? Será que camundongos são usados como animais de tração? Será que comem só baby carrots, baby corns e minifigos?

Tava viajando na maionese enquanto engolia uns minifigos e me pus a buscar informações sobre o processo de melhoramento genético de baby corns e baby carrots. Uma vez geneticista, sempre geneticista, afinal... Para minha surpresa, as baby carrots nada mais são do que cenouras normais esculturadas como se fossem mini cenouras. Uma grande sacada de marketing, concordo, mas uma farsa do ponto de vista genético.

Também para minha surpresa, os baby corns são espigas comuns, colhidas muito precocemente, antes mesmo da fertilização. O principal produtor do mundo é a Tailândia e a expansão da área é limitada pela grande demanda de mão-de-obra para colheita e processamento. Deliciosos, mas um artefato de técnica. Se não colhidos no momento correto, os baby corns vão crescer e se desenvolver normalmente.

Agora... o minifigo... é outra história. Uma árvore surgiu do nada em MG e foi propagada de forma vegetativa... e todas elas produzem os figos em miniatura... No início, pensei que poderia se tratar de figos normais colhidos muito cedo... mas não seria possível pois figos imaturos produzem muito látex, o que os tornaria impalatáveis. Você corta o fruto transversalmente e vê os aquênios bem desenvolvidos.

Se o Governo de Liliput viesse a conhecer esta surpresa que a natureza produziu, com certeza elaboraria uma ARP para importação desse material de sabor fino e delicado. E, quiçá, se transformaria no maior produtor mundial de minifigo... mas como liliputianos só existem no nosso imaginário... então o negócio é ir a BH para experimentar. Taí um baby que não é fake!



sábado, 13 de novembro de 2010

A China ocupando um espaço cada vez maior na minha estante

Vocês podem até pensar que estou desocupada para produzir tantos posts num dia só... afinal fazer um blog já é um sintoma claro de falta do que fazer... mas não é desocupação, não... é mega-atividade cerebral mesmo...

Viajei esta madrugada com "A Artista de Shangai", Pan Yuliang, uma artista plástica do interior da China no início do século XX. O livro é muito envolvente, daqueles que te prendem logo nas primeiras páginas. Do mesmo jeito que "As garotas da fábrica". Do mesmo jeito que "A montanha e o rio". Do mesmo jeito que "O último dançarino de Mao". Teve um outro que comecei a ler recentemente mas que não me 'pegou', que foi 'O totem do lobo' por trazer relatos excessivamente detalhados. Eu não sou uma pessoa de relatos, sou uma pessoa de sensações. Os outros que li e que me apaixonaram falam mais do que os personagens sentem e fazem do que do que os personagens fazem.

Mas enfim... o interessante é que algumas histórias têm um pano de fundo em comum. Em 'O último dançarino de Mao', conheci a história de um menino de uma aldeia que foi escolhido para o ballet clássico de Mao e isso foi o trampolim para ele sair da China para os EUA. Em 'O totem do lobo', é a mão inversa: meninos de Pequim que são mandados para as aldeias no interior para aprenderem a 'vida simples' durante a revolução cultural.

Seria tão bom se as aulas de Geografia e História na escola fossem contadas através da literatura do mundo, né?

Ver comentário sobre exposição em Pequim

Um quadro de Pan Yuliang

Ver mais sobre Pan Yuliang

sábado, 28 de agosto de 2010

A vida que vale a pena ser vivida

Amigo é tudo de bom. Fala as verdades que a gente tem que ouvir... dia desses, a Natália falou... vc deveria passar menos tempo online e ler mais... claro que ao dizer 'ler mais', ela se referia a ler livros... pq se estou online, estou sempre lendo (ou escrevendo)... mas enfim, o toque foi excelente e entrei numa fase de leitura compulsiva... como quase tudo me interessa pelo menos um pouco, a pilha de livros do lado da cama tem uns 3 livros sobre a China, um sobre design thinking, um novo exemplar das 48 leis... e semana passada entrou o 'A vida que vale a pena ser vivida', do Clóvis Barros Filho. Assim como 'Cabeça de Gordo', é um livro que eu poderia ter escrito... não que eu tenha o conhecimento em Filosofia que ele tem... não, não... muito muito longe disso... mas as 100 páginas que eu li trazem 'obviedades'... é claro que eu sei que a vida só vale a pena ser vivida se a gente está no lugar certo na hora certa fazendo a hora certa... claro também que eu sei que a vida só vale a pena ser vivida quando conseguimos dar cabo das nossas necessidades naturais... e que correr atrás da satisfação das necessidades não naturais só faz aumentar a lista de necessidades não naturais... vamos ver... ele tem um jeito gostoso de escrever e um pouco de erudição não vai me fazer mal algum. Tenho ainda umas 100 páginas para continuar aprendendo o que eu já sei: VIVER!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Pedacinho da Feira do Livro

Tá tendo Feira do Livro em BH. Fui lá outro dia dar uma olhadinha e encontrei este trecho da Cora Coralina:

"Recria tua vida,
sempre, sempre.
Remove pedras e
planta roseiras
e faz doces.
Recomeça"

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Uma Rainha de Copas do avesso

Depois de tanta viajação, passei uma semana inteira em BH... é o tempo que precisava para organizar minha mesa de trabalho... e organizar a vida, até. Foi ótimo, porque deu para ajudar a Sofia Iba na rede social sobre Defesa Agropecuária, resolver alguns assuntos que estavam pendentes e curtir um pouco o meu mundinho.

Como disse outro dia, estou que nem no país da Rainha de Copas da Alice no País das Maravilhas... Lembram? Correr, correr, correr o tempo todo para conseguir se manter no mesmo lugar... a diferença é que eu estou reduzindo a minha velocidade para conseguir manter o mesmo ritmo de vida. Ou seja, para não deixar que a minha vida se acelere ainda mais... Porque, se deixar, a roda-viva me engole... e não quero isso para mim. Semana que vem, estarei em Goiânia trabalhando no Seminário sobre Agrotóxicos com o Zé Reis e equipe. E é sempre muito cansativo, fisicamente. Mas tudo bem, tenho ainda 3 ou 4 dias de feriado para pegar leve... e aí, sábado, caio neste mundão maravilhoso novamente!!!