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domingo, 7 de outubro de 2012

Bonito é pouco. Bonito deveria se chamar Maravilhoso!

Muitas vezes fui a Campo Grande. Certamente mais de 10... e muitas vezes senti vontade de dar uma esticadinha até Bonito... mas no corre-corre, trabalha-trabalha, nunca tinha feito isso. Mas, desta vez, deu para ir lá sentir o gostinho. Foi apenas um dia, suficiente para dois passeios. De manhã, no Aquário Natural e à tarde Arvorismo no Ybira Pe (que já contei há pouco). 

A chegada. Tudo muito limpo e organizado. Dica: tem que reservar horário pois, principalmente na alta temporada, os passeios em Bonito são bem concorridos.

Vista da mata. Um verde de encher os olhos!

No Aquário Natural, eles emprestam a roupa, máscara, snorkel e os crocs. Tudo muito organizado mesmo!

A gente anda uns 400 m até chegar na nascente do Rio Baía Bonita. Neste local, a gente vê várias nascentes borbulhando, é lindo!

Devidamente paramentada para passar 2 horas dentro da água. Entra de sapato e tudo.

Nasci prá esta vida rsssssss

Piraputangas

As piraputangas dominam a cena, mas contei umas 12 espécies de peixes em 400 m de rio. O percurso todo tem 800 m, mas nadamos apenas 400 m ainda tínhamos o arvorismo para fazer logo em seguida.

O rio é lotado de conchas, conchas enormes. Depois JC me explicou que isso explica por que a água é tão límpida. As conchas são ricas em carbonato de cálcio, que precipita matéria orgânica.
Indo pra tirolesa. Esta é curtinha e a gente cai dentro da água. 

É... Bonito deixou aquele gosto gostoso de quero mais!

Muito melhor do que desafiar-se é vencer-se

Nunca fui assídua praticante de esportes. Menos ainda de esportes radicais. Por isso, quando me vi a 50 cm do chão de um circuito que duraria cerca de 1h30 e 400 m, quase desisti. Não houvesse logo atrás de mim uma pessoa me motivando a subir, teria desistido certamente. Afinal, pensei, o que estava querendo com aquilo? Não precisava provar nada para ninguém, oras... mas sabia que, se desistisse naquele começo, nunca mais teria coragem de tentar novamente. Aceitei o desafio, respirei e, nos próximos 50 cm de subida, lembrei do velho quadrinho de risco, ou seja, a combinação de perigo e probabilidade... e concluí que, apesar do impacto de 20m em queda livre ser considerável, a probabilidade disso acontecer era negligível... poderia, sim, ficar pendurada na corda vida pelas solteiras, mas cair, me espatifar... altamente improvável. Então, se o risco era negligível, o negócio era controlar a mente e continuar subindo.

O circuito de arborismo do Ybira Pé tem 400 m, já falei... são 14 trechos entre caminhada sobre fio de aço, sobre corda, sobre pedaços suspensos de madeira e que culminam com uma tirolesa. A guia, cujo nome não lembro mais se era Manoela, Monique ou Nicole (o pavor do momento não permite lembrar rsss), acompanhou o tempo todo na frente e ia tirando fotos... e meu anjo-da-guarda, JC, o tempo todo atrás me ajudando a trocar os cabos das solteiras entre um trecho e outro, quando necessário. Por volta dos 5 metros de altura, perguntei a ela se o que estava tremendo era a corda ou se era eu. E ela respondeu o que eu já imaginava: era eu. Ai.

Dos 10 aos 15 m, dei uma relaxada porque já não faria grande diferença cair de 10 ou de 15 m...  a vista lá do alto é linda. A gente enxerga longe, longe... até que chegamos a um trecho de cordas que era uma subida íngreme... tinha visto este trecho lá do chão e me perguntei se teria perna para aquilo. Devia ter um ângulo de 60 graus. Aí, faz a conta: 60 graus de declividade, 15 metros do chão e eu presa por dois cabos à corda vida? Ou melhor, à vida??

No final do trecho de corda, mais uma surpresa: uma escada que levaria a uma plataforma de onde partia a tirolesa. Sem brincadeira. Eu queria passar o resto da minha vida abraçada àquele ipê roxo maravilhoso... Descer de lá dos 20m prá quê? Enfim, na falta de outra opção, vamos lá encarar a descida através de um único cabo, presa por um único ponto... JC foi primeiro e deu para ter uma noção do tempo que iria demorar entre sair da plataforma de 20 m até chegar à outra, que devia estar a uns 3-4 metros abaixo... dizer que senti medo seria uma mentira, uma grande mentira. Senti foi pânico. ficar lá parada à beira da plataforma, olhar lá embaixo... dá aquele frio na barriga. Mas já que não tinha outro jeito e já tinha chegado até lá... pulei. Pulei e para minha surpresa a sensação é maravilhosa. Depois que a gente pula, o medo vai embora, é uma alegria muito grande e a gente fica querendo que aquele pulo dure para sempre. Prá terminar, um rapelzinho de uns 8 m, coisa à toa...

Entrada do Ybira Pe

Nesta hora, a mente esvazia... o que realmente importa é manter-se em cima da corda...


Andar olhando a copa das árvores de cima prá baixo é uma sensação incrível!

A subida final prá tirolesa. Pernas, prá quê te quero!

"O homem tem que ter domínio de si mesmo, para tornar-se senhor do seu destino e comandante de sua alma." (Eduardo Lino). Saio desta brincadeira mais confiante, mais segura e muito feliz por ter tido coragem de desafiar e vencer meus medos.

domingo, 27 de maio de 2012

Centro de Artesanato Mestre Dezinho

Em 1998, fui a Teresina para visitar as áreas de fruticultura irrigada. Era um programa do DSV para monitoramento de moscas-das-frutas. Na ocasião, visitei o Centro de Artesanato Mestre Dezinho, mas não lembrava dele assim tão bonito nem tão organizado. Ali, tem uma amostra do artesanato de todo o Piauí, com a cerâmica da Serra da Capivara, a joalheria com opala, a presença (onipresença) do buriti em cadeiras, cestas, peças de decoração, muita madeira entalhada, cerâmicas maravilhosas. Desnecessário dizer, mas minha casa agora está parecendo a Embaixada do Piauí em Minas Gerais, né?


Esta é uma obra que mostra a fauna pré-histórica do nordeste brasileiro, com o mastodonte, o tigre dente-de-sabre e a preguiça gigante. aparece no topo um homem, mas é bom dizer que o homem surgiu na América muito tempo depois desses bichões terem sido extintos.


Lindos, em peça única de madeira.

  
Sei que são apenas reproduções ou recriações em cima do que está nas paredes das cavernas na Serra da Capivara... mas isso não tira a beleza estética das peças nem muito menos a minha vontade de ir lá ver ao vivo na Serra da Capivara.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Entre tartarugas, arraias e tubarões - uma tarde no projeto Tamar

Em outubro de 2009, visitei o projeto Tamar no Guriri, ES. Foi incrível. Não imaginava que houvesse tartarugas tão grandes assim, fiquei muito impressionada na época... agora... semana passada, visitei a sede na Praia do Forte. Sou meio que nem criança. Posso ver o mesmo filme dez vezes e me encantar em todas elas. É incrível! Além das carapaças e dos tanques com tartarugas, tinha um tanque de arraias (uma delas era enorme, devia ter perto de 1 m de largura) e um tanque com cinco tubarões lixa... a gente podia acompanhar o tratador dando comida para eles e até passar a mão nos bichos. E, de quebra, na saída, encontramos um pessoal da equipe do Projeto trazendo um peixe sol gigantesco e super colorido... peixe de águas profundas, foi pego por acidente a 8 km da costa.

Lembro que quando fui a Orlando pela primeira vez, ficava me perguntando o que poderíamos fazer no Brasil se tivéssemos dinheiro e vontade política para investir em turismo. Acho que a sede do projeto Tamar na Praia do Forte responde, parcialmente, à minha pergunta. Com nossa megadiversidade e megacriatividade, poderíamos fazer muito mais do que fazemos se tivéssemos um pouco mais de investimento e até amor pelo país.  

Passeio inesquecível...
Tinha visto em Guriri, mas é sempre impressionante
Os tubarões lixa têm a boca ventral... e durante o horário de alimentação, os turistas podem passar a mão neles, com supervisão do tratador. Depois vou escanear a foto que o pessoal do Projeto tira da gente passando a mão no tubarão...
Entendi, neste passeio, como é formada a carapaça da tartaruga... não me lembro de ter aprendido isso na faculdade...
O peixe sol (o grandão). Uma moeda de 50 centavos seria do tamanho da íris dele. Quase 40 kg de peixe!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Rapidinhas de Lima

O que mais gosto de fazer numa cidade que não conheço é andar a pé... caminho por horas e horas olhando as pessoas, comendo coisinhas e conversando com gente da terra... em Lima, deu para andar umas seis horas pela Plaza de Armas e por Miraflores. A Plaza de Armas corresponde ao que os mexicanos chamam de Zócalo e é onde está a sede do poder do município ou, no caso, do país. Lima merecia uma postagem mais caprichada, mas o tempo tá correndo e não quero deixar atrasar...

A coca está em todos os lugares: chá, chocolate, biscoito, folha... e na rua! Obs - este não era um ponto de venda de drogas ;-)

Comprando um imóvel no centro de Lima heheeheheheh

O que mais me preocupou, nesta placa, é que se há uma placa que manda seguir de frente, é porque deve haver outra que manda seguir de ré... juro que prestei atenção, mas não encontrei...

El Cuy Mágico - o cuy é um roedor domesticado pelos incas e muito apreciado pela culinária regional. Infelizmente, não tive chance de experimentar desta vez.

E eis que, no centro de Lima, encontrei um wanka! Uma miniatura de alguma montanha sagrada para os incas!

domingo, 7 de agosto de 2011

Mineirices minhas

Morar em BH e não frequentar a Pampulha é mais ou menos a mesma coisa que morar no litoral e não ir à praia. Ou morar em Sampa e não ir ao Ibirapuera. Ou em Porto e não ir à Redenção... Não que seja pecado deixar de ir... Nem crime. Nem ao menos sacrilégio... mas é um desperdício... desperdício do quê? De vida. São lugares tão cheios de vida que volto renovada. Adoro ir lá na Pampulha olhar a água, as árvores, as flores, as pessoas com seus cachorros, comer uma besteira aqui, outra ali... Estava lá numa barraca de artesanato escolhendo colares e comecei a conversar com um executivo que veio do Rio transferido pra cá... ele disse que se soubesse que BH era tão bom, teria vindo morar aqui antes. Nunca tinha parado prá pensar nisso, mas faço minhas as palavras dele. Soubesse que minha vida aqui seria tão boa, teria me mudado antes também... bom.. o passado a gente não tem como mudar, já tá feito... mas o futuro até dá - mais ou menos - para planejar. É um lugar onde caí meio que por acidente, mas do qual não tenho pressa nenhuma de sair.


Ceu azul, sol brilhando, lua branquinha no ceu, tudo ao mesmo tempo...

O bicho mais lindo de todos... o gavião real ou harpia... me dá dó de ver um bicho desse aprisionado, adoraria vê-lo voando bem alto no ceu dos Andes...

Trocando em miúdos: 'eles sabem se virar sozinhos' rsssssssssss

Aquário Municipal... gosto de peixe... cru e fatiado ou vivo nadando... acalma... relaxa a cabeça...

Aquário municipal - tucunaré... lindo... sobre o aquário... é bacana... tem vários tipos de peixes...mas achei que a ambientação podia ser melhor... tem plantas terrestres decorando os aquários e isso não achei legal... mas é bacana... gosto de observar as crianças e ver a reação delas a tantos tipos diferentes de peixes.



Lugar Melhor Que BH
César Menotti e FabianoÉ aqui que eu amo

É aqui que eu quero ficar
Pois não há á á!
Lugar melhor que BH...(2x)

Lá no Rio de Janeiro
Conheci tantas belezas
Visitei tantos lugares
De São Paulo à Fortaleza
Conheci o Amazonas
Tocantins e o Pará
Mas confesso não achei
Por onde eu andei
Lugar melhor que BH...

É aqui que eu amo
É aqui que eu quero ficar
Pois não há á á!
Lugar melhor que BH...(2x)

Eu nasci lá em São Paulo
E cresci no Paraná
Eu escutei tantas histórias
De Minas ao luar
Meu Brasil é tão bonito
Do Rio Grande ao Maranhão
Conheci me apaixonei
Por isso eu me tornei
Mineiro de coração...

É aqui que eu amo
É aqui que eu quero ficar
Pois não há á á!
Lugar melhor que BH...

domingo, 31 de julho de 2011

Cadê as Vellozia e os Paepalanthus desta Serra?

Saí de casa ontem com o plano de conhecer a Gruta da Lapinha, o que efetivamente fiz. Mas, no caminho, vi que lá era mais ou menos metade do caminho até a Serra do Cipó e resolvi emendar até a serra... afinal, já tava com o carro na estrada e 50 km não iriam me impedir de conhecer um lugar que já conhecia botanicamente, digamos... durante a graduação, tive duas professoras que faziam pesquisa na serra... então a minha expectativa era chegar lá e dar de cara com as Vellozias da Nanuza e os Paepalanthus da Ana Maria.

A fisionomia da vegetação me pareceu bem diferente dos slides (sim, estudei na época dos slides)... mais alta, mais fechada... claro que de cima de um cavalo não dava para ver nada em detalhe, mas não consegui encontrar nada que se parecesse a uma Vellozia, nem a um Paepalanthus... tô vendo que vou ter que botar o cavalo na trilha de novo para encontrar!

Mas valeu a pena... a gente vê e ouve muitas aves, vê paisagens maravilhosas e, no final da trilha, descansar na Cachoeira da Farofa não tem preço!

Parque Nacional da Serra do Cipó, a uns 90 km de Belo Horizonte. Como pude morar aqui por 3 anos e só ir conhecer agora??


Na entrada do parque, tem cavalos para alugar, por R$ 30,00. A outra opção é fazer as trilhas a pé... prá mim, acho que não dá... a trilha mais curta é de 8 km...


Para chegar à Cachoeira da Farofa, a gente cruza três riachos.


Dezenas e dezenas de fotos do ceu e montanhas hehehehehe


Mais ceu, mais montanha...


Vegetação mais alta e mais fechada do que os slides das aulas de Botânica... kd as Vellozia? Kd os Paepalanthus?


Cachoeira da Farofa, 30 m de altura e água cristalina...


Milho cozido e garapa prá recuperar as energias no caminho de volta...

sábado, 30 de julho de 2011

O tamanho da nossa insignificância

É muito legal pensar o mundo numa escala de tempo geológico. Faz a sente cair na real quanto à nossa efemeridade e à nossa insignificância. Estive hoje em Lagoa Santa visitando a Gruta da Lapinha... ela tem uns 500 metros de comprimento e profundidade máxima de 40 metros e vem sendo esculpida pelo tempo ao longo dos últimos 3 milhões de anos. Pequena... mas bela. Acho que eu nunca tinha visto um estalactite ao vivo... e me encanta pensar que cada estalactite é formado gota a gota... cada estalagmite, cada coluna... cada espeleoforma de 40 m de altura iniciou com uma simples gotinha... e, também, é curioso pensar que, se não fosse assim - gota a gota - essas formas não teriam a delicadeza que lhes é tão característica. Fazendo uma conta rápida... um estalactite de 10 m de altura formado ao longo de 3 milhões de anos... isso equivale a uma taxa de crescimento de 0,000333 cm/ano. Ou seja, considerando que uma pessoa viva 80 anos... é o tempo suficiente para depositar 0,2 mm de estalactite! Teria que viver cinco vezes para testemunhar o crescimento de 1 mm de estalactite! Agora deu para ter uma boa noção do nada que a gente significa, né?


Governador, vamos fazer um projeto bacana de sinalização do Parque?


Quiosques para lanche... mas apenas um dos quiosques está ocupado com lanchonete...


Antes de entrar, vale a pena curtir o entorno... me impressionaram as raízes entrando e saindo das paredes da caverna. A parte aérea desta árvore tinha uns 6 metros... mas as raízes... tranquilamente tinham mais de 25!

Sobrevivente no meio da rocha...

+ raízes entrando e saindo na parede da caverna


Enfim, dentro da caverna... estalactites everywhere



Vários tipos de espeleoformas, com diferentes idades de formação.

Uma concha marinha no teto da caverna. Aqui foi um mar intracontinental, o Mar Bambuí, há milhões de anos...


O salão do presépio... vários tipos de espeleotemas e um convite à imaginação


Espeleotemas do tipo couve-flor. Desnecessário explicar o motivo do nome desta formação, né?

O parque disponibiliza touca descartável e capacete. O atendimento é muito bom. Precisa, apenas, um pequeno investimento para fazer um projeto bacana de sinalização e divulgando o parque... achei que tinha pouca gente visitando apesar de estar fazendo um lindo sábado de sol e férias...

Observações:
- Sapato fechado é obrigatório.
- Fotografar só com máquina amadora. Eles não permitem o uso de máquinas profissionais ou semiprofissionais. Não me explicaram direito o motivo.
- Filmar é proibido.
- A temperatura é agradável.
- Valor do ingresso: R$ 10,00
- Horário de atendimento: das 8h30 às 16h30