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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

ARP-ando em Boa Vista

O legal da vida é a gente circular, conhecer gente e amontoar amigos... e o trabalho que escolhi fazer me permite rodar este Brasil inteiro e fazer amigos nos quatro cantos do país. Agora... o lado ruim do trabalho que escolhi fazer é que as relações de trabalho são circunstanciais. Ou seja, ganho na quantidade mas perco a oportunidade de conviver no dia-a-dia com as pessoas. Com qualquer pessoa, porque cada dia estou num canto do Brasil. Então, aprendi a desfrutar ao máximo os momentos que me são concedidos com qualquer pessoa. Afinal, não sei quando terei a chance de encontrá-la novamente. E, mais ainda, a probabilidade de encontrar alguém novamente é baixa considerando minha constante viajação... 

Conheci o Carlos Terossi, de Roraima, em Macapá, no Enfisa Regional Norte 2010 e, hoje, considero ele um amigo muito querido e um profissional responsável, sério, comprometido. Trabalhar com ele Enfisa Regional Norte 2011 foi muito bom e muito leve... quando vim embora depois do evento dele, fiquei me perguntando se teria, no futuro, alguma outra chance de realizar um trabalho em conjunto. E, então, menos de meio ano depois, veio o convite para ir lá para Roraima de novo, para ministrar curso de ARP e Ameaças Fitossanitárias. O curso foi ministrado na Faculdade Estácio Atual, que ofereceu excelente infraestrutura e serviços para nós.

Fiquei muito feliz pela oportunidade de rever meu amigo, por ter conhecido boa parte da equipe da ADERR e repassado parte do trabalho na área de Sanidade Vegetal que venho desenvolvendo nos últimos anos... Roraima tem sido porta de entrada de pragas quarentenárias a partir da Venezuela e da Guiana. Nos últimos anos, entraram mosca-da-carambola, cochonilha-rosada, ácaro-hindu-dos-citros e ácaro-vermelho-das-palmáceas. E há outras tantas pragas logo ali, virando a esquina, como Orobanche, Striga, monília... o Estado precisa, urgente, de mais atenção e mais recursos para implementar ações de prevenção e combate a pragas, sob o risco de pragas de alto potencial de impacto econômico entrarem e se dispersarem no Brasil.

Foi muito gratificante ver os 20 agrônomos que participaram do curso bastante compenetrado nas aulas teóricas e nos exercícios práticos. Ver pessoas idealistas como o Carlinhos dando seu melhor dentro das condições disponíveis me enche de esperança de que um futuro melhor é possível. Semana que vem, lá vou eu de novo botar o pé na estrada para ministrar o curso em Manaus, interagindo com a equipe da Codesav e fazendo novos amigos.












domingo, 9 de outubro de 2011

Começando a vida com todo o gás

No dia 5 de outubro, completei 40 anos e, desde então, tenho dito que, se soubesse que chegar aos 40 era tão bom, teria vindo mais cedo. Quando paro e comparo o que era a minha vida aos 30 e o que é a vida aos 40, não sinto saudade, não sinto nostalgia... sinto, apenas, que passar pelos 30 foi uma etapa necessária para chegar aos 40. É claro que houve alegrias nos inta... muitas. Muitíssimas. Claro que houve sonhos. Mas foi um período conturbado e de incertezas. A fisiologia mudando, as responsabilidades surgindo, um casamento, muita dúvida sobre o que realmente importa na vida. O grande aprendizado dos 30, sem dúvida, foi a morte, a consciência de que nada dura para sempre e que, apesar disso, a caminhada continua.

Aos 40, conheço meus limites. Parei de dar murro em ponta de faca. Parei de entrar em bola dividida. Parei de perder tempo com o que não tem importância. Aos 40, me dou conta de que metade da vida já passou... ou mais que isso, talvez... já me acostumei com as responsabilidades e elas não assustam mais como assustavam aos 30. Aos 40, já aprendi a voar sozinho e já aprendi a viver cada momento com qualidade. E, sobretudo, já aprendi a diferença entre estar com alguém que precisa da gente e estar com alguém que curte a companhia da gente. E, asseguro, a segunda opção é infinitamente melhor.

Minha felicidade em chegar aos 40 tem a ver, também, com o fato de que sempre desejei ser velha. Diferente da maior parte das pessoas, a velhice não me assusta, pelo contrário... me seduz. A velhice, para mim, é aquela época da vida em que a gente colhe os frutos de tudo o que semeou ao longo da vida. O fato é que venho treinando para ser velha já faz tempo. Até porque não adianta a gente fugir dela... mais cedo ou mais tarde ela vem pra todo mundo mesmo...

Entro nos enta com todo o gás e muito confiante. E grisalha. Tá, tá, tá... todo mundo ri quando digo que estou grisalha, não vamos discutir isso. Agradeço a todos pelo carinho, pela amizade, pela confiança. Espero que possamos todos participar da minha festa de saída dos enta, em 4 de outubro de 2071.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Uma semana em Rondônia... não podia faltar churrasco!

Fiquei cinco dias em Rondônia... terra onde tem quase 8 cabeças de gado para cada cabeça de gente. Um dos maiores rebanhos bovinos do Brasil, com quase 12 milhões de cabeças, a maior parte para corte, perto de 65%. Na quinta-feira rolou um churrasquinho preparado pelo Augusto e colaboradores. A macaxeira tava boa, a linguiça tava boa... o vinagrete... tudo bom...mas a picanha... minha gente... estava excepcional! Macia e saborosíssima! Nessa noite, não teve jeito - tive que contrariar ordens médicas...


domingo, 29 de maio de 2011

Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi!

Quem chega a um evento não tem a noção do quanto trabalho foi feito antes do evento para chegar ao resultado final. São 361 dias trabalhando para que tudo corra bem nos 4 dias do evento. Quanta preparação, quanta conversa, quanta negociação... quantas concessões, quanta conta... ninguém imagina o que há por trás...

Este ano, foi muito especialmente estressante, pelos cortes de recursos do Governo Federal... mas que acabaram sendo compensados pelas parcerias que conseguimos estabelecer e que tornaram o ENFISA de Campo Grande possível. De São Luís para cá, passei muito perrengue e, em vários momentos, cheguei a pensar que o evento simplesmente aconteceria do jeito que desse para ser. Afinal, fazer melhor do que havia sido São Luís parecia um desafio enorme. Mas tudo conspirou, no final, para que o evento saísse redondinho. A Vera foi uma companheira leal, guerreira e que aprendi a admirar pelo comportamento ético, pelo comprometimento, pela dedicação, pelo desprendimento. Foi um prazer enorme conviver com ela. E isso é o que realmente gratifica e esta amizade certamente vai viver por muito tempo. Atribuo boa parte do sucesso do ENFISA 2011 a ela, que movimentou ceus e terras para que tudo saísse perfeito. A gente sente a energia que vem dos participantes. A gente recebe feedback positivo dos realizadores e dos patrocinadores E, aí, me segura, porque a carga emocional é tão forte, mas tão forte que explode nos olhos.

Vera (IAGRO) e eu - abram as portas. Estamos prontas para começar!

Com Vera e Marcus. Marcus é da RITDA e foi a pessoa que bateu nas portas da UCDB. Sem ele, não sei o que teria sido do evento pois a UCDB nos deu tudo - infraestrutura, pessoal, equipamentos, cerimonial... e sempre com o atendimento super carinhoso da Laura, do Maicol, da Adriana e da Luciane. Parceria de verdade.

Jô... o reforço certo na hora certa! Nervos de aço e tudo sob controle na secretaria.

Com Francisco (ADAPI) - organizador do Regional Nordeste 2012 e Du Lino (ADEAL) - organizador do Regional Nordeste 2009. Companheiros há anos nesta caminhada.

Luís Carlos (SEDAP), organizador do Regional Nordeste 2011. Grande coração...

Cleber (Embrapa Gado de Corte), querido amigo do projeto InovaDefesa.

Homenagens na abertura solene. Depois das que estavam no protocolo, Luís Ribeiro (ANDEF) me surpreendeu com uma que não estava na lista. Até aqui, consegui segurar onda. Só não deu quando a Vera chamou à frente para me entregar um presente... da esquerda para a direita: Rangel (CGAA), Luiz Carlos (SEDAP), Luís Carlos (ANDEF), Rita (SEAPA), Vera (IAGRO) e eu.

Pedro Paulo (SFA-PA), da comissão do evento nacional 2008. Uma época muito triste na minha vida, mas durante a qual tive a felicidade de fazer amigos que trago comigo até hoje.

A integração de dois mundos - pessoal da RITDA no ENFISA: Jô, Natália, Andrea, Waquil e Marcos + Henrique e Vera.

Com Vera e os 'Minor Crops' - 12 estudantes escolhidos a dedo pela Rúbia para nos ajudarem na organização do evento. Tiro o chapeu para essa moçada, se pudesse, traria todos para trabalhar comigo.

Zambaldi (CREA-PR), Marcelo (SFA-PR), Chicão (SFA-SC), Breda (CIDASC), Aníbal (SFA-MG) e Matheus (Cidasc) - bom demais estar junto, uma vez por ano, que seja... hoje, se me proibissem de fazer os ENFISAs, minha vida se tornaria tão vazia...


Cláudia (Syngenta), Jussara (INEA, organizadora do Regional Centro Sul 2010), Tosato (Organizador do Nacional 2012), Arilza (INEA), Ester (SEAPA) e Fátima (SEAPA)

Final de evento - com os 'Minor Crops', grupo que trabalhou unido e sempre bem disposto para garantir que tudo acontecesse do jeito que tinha que acontecer durante o evento. Nota 10 prá eles.
Fim de evento... falta muito para Curitiba 2012?

Fim de evento... uma árvore plantada... simbolizando o compromisso de levar adiante os ENFISAs. Quem sabe voltaremos ao campus, para o 36º ENFISA e para ver este ipê florido...

domingo, 27 de fevereiro de 2011

PS


Encontrei aqui perdida no meio do álbum uma foto dos 5!!! Pq a outra que postei ontem... fui eu que tirei... mas aí... dúvida... quem tirou esta foto na qual aparecemos todos???

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Amigo secreto da RITDA 2010

Andrea > Natália > Waquil > Morgana > Amanda > Marcus > Luciana > Regina > Joaquim > Joenilma > Andrea... ou quase isso... bom demais conviver com esta turma animada e que não foge à luta! Companheiros leais de todas as horas.

Esquerda: Luciana Camargo, Joenilma Leite, prof. Evaldo Vilela, Joaquim Amado, José Waquil
Direita: Morgana Porto, Marcus Sandim, Andrea Stancioli, Natália Nogueira, Amanda Simões

Joaquim e Waquil

Marcus e Morgana

Amanda, Natália e Andrea

Luciana e Joenilma


Eu e prof. Evaldo


domingo, 5 de dezembro de 2010

Um evento improvável tendendo a impossível aconteceu

Tá certo que eu conheço muita gente. Tá certo também que eu circulo demais. Mas vamos fazer uma continha rápida...

Suponha:
- Que eu conheça cerca de 5.000 pessoas no Brasil
- Que em 2010 eu tenha dormido 1 noite no hotel Ibis em Salvador
- Que os elevadores do Ibis em Salvador subam (e desçam) 400 vezes por dia

Qual a probabilidade de encontrar uma pessoa brasileira conhecida no elevador do Hotel Ibis em Salvador?

P = (5.000/190.000.000) x (1/335) x (1/400)
P = 0,0000263 x 0,00298 x 0,0025
P = 0,000000000195935

Pois é... parece pouco provável, quase impossível, mas aconteceu!!! Tava subindo pro meu quarto e de repente!! Janisete!!!

Apresento para vcs minhas duas amigas baianas: a Janisete, conhecida dos tempos do Laboratório de Moscas-das-frutas da USP (láááááááá do início da década de 90!)e que agora vive na Bahia e Jucimara, que conheço há pouco tempo mas que é uma irmã de coração.