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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Éramos 5

Comprei hoje uma multifuncional. Para suprir a falta da laser colorida que tá no conserto... e para me divertir digitalizando fotos antigas. Nossa. Escrever aqui antigas doeu. Pq é estranho a gente se ver adulto (pelo menos na forma) em fotos tiradas há 20 anos. Mas o único adjetivo que encontro para falar sobre fotos tiradas há 20 anos é 'antigas'. São coloridas, tudo bem. Mas foram tiradas com filme 35 mm numa máquina Yashica... e... bem... o aparelho de som e a tv na foto denunciam a antiguidade da cena...
Essa foto... é do dia 22 de setembro de 1990... quando conseguimos, pela primeira vez em mais de 18 meses... realizar a 'Reunião dos Cinco': Rodrigo, Hamilton, Alê, Maria do Carmo e eu. Por que disso? Porque éramos todos amigos de todos desde o início de 1989... mas um belo dia nos demos conta que nunca tínhamos estado os cinco no mesmo lugar e ao mesmo tempo. Então, instituiu-se uma comissão formada pela Cá e eu que seria responsável por promover este encontro memorável... deve ter rolado Legião e Raul Seixas... o menu? Não me arrisco a querer lembrar... soja de ervilha knorr, talvez... com macarrão miojo? Sei que às vezes rolava isso... mas a gente vivia mais no apartamento dos meninos que no nosso... e as lembranças além de escassas estão misturadas... me lembro de que, nesta noite, o Alê declarou haver perdido a fé na humanidade... ou será que foi o Rodrigo? Eita... por que é que demorou tanto para inventarem os blogs, hein???

Sinto saudade de todos eles e também de mim. Era uma época em que a vida era uma sequência de dias sem grandes consequências... levantar, assistir aulas, estudar, ir ao cinema, falar besteira com os amigos, ouvir música, dormir...

Ei, vocês 4... kd os pedacinhos das cartas dessa noite? O meu pedacinho tá aqui amareladinho... mas tá aqui!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Flashback direto do Guarujá

Momento flashback na rotina puxada de trabalho... Natália e eu fomos para Santos conversar com o João Luiz Alvares, presidente da Abrafit, sobre a II Conferência Nacional sobre Defesa Agropecuária. Saímos da reunião mais de 7 da noite, depois de mais de 3 horas de conversa... estávamos esgotadas... então veio a grande ideia - jantar no Guarujá, que era bem pertinho.

Foi uma volta ao tempo - a balsa, a praia de Enseada, acho até que reconheci o prédio onde a tia Kiki tinha apartamento... e o valo onde o Wagner, meu irmão do meio, caiu não sei como... só lembro que ficou pendurado hehehehehehheheheheheh... lembrei também das viagens de pau-véio, o opalão quatro portas que meu pai tinha quando a gente era criança... e do carro lotado de criança no caminho da praia... os túneis e as brincadeiras que minha mãe inventava para tornar a viagem menos cansativa... os almoços no Perequê e os sucos do Periquito... será que existe ainda?

Guarujá mudou muito, pareceu ainda mais linda... comemos um peixe delicioso a beira mar... e isso fez a subida da serra parecer bem mais leve! Carpe diem!!! O que seria da vida se a gente só trabalhasse, se não houvesse espaço para um pequeno excesso ou um momento de pura descontração, né? Gostoso demais voltar no tempo, voltar a ser criança, lembrar de como a vida era simples...

Fotos:
1. O valo do Wá heheheheehehehe
2. Cansada pero contenta
3. Preciso fazer um curso de fotografia...
4. Na balsa, esfomeadas, devorando dois sacos de biscoito de polvilho




quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Encontros e despedidas

Esta é uma das músicas que mais gosto, desde sempre... gosto da idéia de ir e vir, de encontrar e despedir, de morrer e renascer... afinal, a vida é feita de ciclos e cada ciclo vai acrescentando experiência, conhecimento, amigos, inimigos... Costumo me divertir olhando fotos velhas e lembrando como eu pensava diferente do que penso hoje, em como eu vivia diferente do que vivo hoje. Isso me conforta. Essa efemeridade constante. Essa 'insustentável leveza'. Me divirto também quando me deparo com pessoas que conheci em 'encarnações' anteriores... pessoas que já fizeram parte da minha vida mas que desapareceram no tempo e no buraco negro da minha memória.

Encontrei anteontem no aeroporto do aeroporto de Brasília o Rogério Nagamine Constanzi, um menino com quem estudei da sexta à oitava série em Bauru. Não me lembro muita coisa, apenas que ele tinha um apelido de Nipon e que era, como eu, um dos CDFs da turma. Opa, CDF é coisa de antigamente, digamos nerd pelo menos para mostrar que tenho mantido atualizado o meu glossário. Lembro da mãe dele e da casa na esquina da São Gonçalo. E só...

Entendi neste encontro que uma pessoa pode mudar a aparência, o jeito de vestir, pode acumular anos, mas o jeito de olhar não muda nunca. Ele já não é mais menino, me falou que agora trabalha num Ministério (Planejamento, acho), mas os olhos são os mesmos. Muito legal.