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domingo, 27 de maio de 2012

Centro de Artesanato Mestre Dezinho

Em 1998, fui a Teresina para visitar as áreas de fruticultura irrigada. Era um programa do DSV para monitoramento de moscas-das-frutas. Na ocasião, visitei o Centro de Artesanato Mestre Dezinho, mas não lembrava dele assim tão bonito nem tão organizado. Ali, tem uma amostra do artesanato de todo o Piauí, com a cerâmica da Serra da Capivara, a joalheria com opala, a presença (onipresença) do buriti em cadeiras, cestas, peças de decoração, muita madeira entalhada, cerâmicas maravilhosas. Desnecessário dizer, mas minha casa agora está parecendo a Embaixada do Piauí em Minas Gerais, né?


Esta é uma obra que mostra a fauna pré-histórica do nordeste brasileiro, com o mastodonte, o tigre dente-de-sabre e a preguiça gigante. aparece no topo um homem, mas é bom dizer que o homem surgiu na América muito tempo depois desses bichões terem sido extintos.


Lindos, em peça única de madeira.

  
Sei que são apenas reproduções ou recriações em cima do que está nas paredes das cavernas na Serra da Capivara... mas isso não tira a beleza estética das peças nem muito menos a minha vontade de ir lá ver ao vivo na Serra da Capivara.

Enfisa 2012 - Etapa 3/4 OK!

De 8 a 10 de maio, aconteceu a terceira etapa do ENFISA 2012, em Teresina. Infelizmente, RN e SE não puderam participar, o que torna a reunião incompleta. Mais ou menos que nem quando falta alguém da família numa festa porque é um pessoal que vem trabalhando junto há tanto tempo que  a gente sente falta. Mas os que foram fizeram uma ótima reunião, com a coordenação do Chicão e do Carlos Venâncio. 

Para quem não conhece Teresina, deixe-me contar que a cidade é muito mais do que um lugar muito quente. Sim, porque quem não conhece só sabe isso. Que é quente. Fato imutável. Podem mudar prefeito, presidente ou o que for, isso vai ser assim com certeza por alguns milhões de anos ainda. Para não dizer que para sempre pois para sempre é tempo demais. Mas deixe-me contar que no horizonte de tempo que a gente consegue perceber, Teresina mudou demais desde 1998. Acho que já comentei isso no outro post no ano passado. Mudou muito, parece outra cidade. Tem coisas lá que nunca vi em lugar nenhum do Brasil, como o mirante da Ponte Estaiada, por exemplo. Tem restaurantes maravilhosos como a rede Favorito e até Coco Bambu. Sim! Se você acha que Coco Bambu só tem no Brasília Shopping, está muito enganado. Tem Coco Bambu em Teresina e é tão bom quanto o de Brasília. Bom, foram 5 dias lá comendo muito bem. 

Além da comida e da Ponte Estaiada, Teresina (e o Piauí) tem uma cultura regional riquíssima, que se manifesta na sua música e no seu artesanato. E nosso anfitrião fez bonito trazendo um artista da terra para cantar para nós no final de um dia de trabalho e levando o pessoal para conhecer o polo ceramista do Poty Velho. Ele fez valer aquele velho ditado 'make it happen, I'll make it worth'. Com certeza, quando estivermos realizando o vigésimo ENFISA, todos ainda vão se lembrar da música, da comida e do artesanato do Piauí.

Prá terminar, quero registrar uma fala do Vagner Ribeiro, que é o músico que foi lá mostrar o que o Piauí tem de mais bonito. Conta ele que perguntaram a um senhor velhinho, velhinho chamado Porfírio de Souza qual o segredo da longevidade. Mestre Porfírio respondeu 'são 3 coisas: não pegar o sereno da meia-noite nem o sol a pino do meio-dia... e quando tiver uma confusão por aqui, você passa por acolá'. Sábio, não? 


Três dias de reunião
Foto oficial
Passadinha no Mirante da Ponte Estaiada
Com Fernando Marini (SINDAG), Filomena Carvalho (AGED), Tito Carneiro (ADAGRI), Juliana Carnaúba  (ADEAL) e Sílvio Varejão (ADAGRO) vendo Teresina lá de cima do Mirante. 130 m de altura e visão 360 graus.

Vagner Ribeiro animou o pessoal

Toda reunião deveria terminar assim! Vou sugerir à comissão do Enfisa do ano que vem que isso conste em regimento: 'ao final do dia de trabalho, o anfitrião deverá oferecer uma atração cultural para relaxar  e integrar os participantes'.


sábado, 3 de setembro de 2011

Reunião na ADAPI






Uma cidade verde e que está se reinventando

Mesmo antes de subir no mirante da Ponte Estaiada, já tinha ficado claro para mim que Teresina é uma cidade bem arborizada com os oitizeiros dominando a cena urbana. Segundo o Chicão, tentaram outras espécies como ipês mas não deu certo: ipês perdem as folhas em uma época do ano e o sol lá bate forte 365 dias por ano...

A cidade é nova, tem menos de 180 anos e está passando por um período de redesenhar sua arquitetura, de se reinventar... os casarões antigos estão sendo substituídos por prédios modernos... e a cidade verticalizando. Faz parte. Com relação a 1999, mudou muito e, certamente, se eu voltar lá daqui a 12 anos, vai estar muito diferente do que é hoje. Chicão foi um ótimo anfitrião e me levou para ver prédios, praças e locais bonitos na cidade.


Batalhão de Engenharia de Construção Herois do Jenipapo


Estação ferroviária


Vixi, agora não lembro se é hospital, escola ou o quê...


Terraço do Hotel Metropolitan no centro de Teresina. Verde, muito verde.


Do lado direito do Rio Parnaíba está Teresina e, do lado esquerdo, o estado do Maranhão. Três pontem fazem a ligação dos dois lados.


Igreja do Amparo, vista do Hotel Luxor.


Prefeitura. Lindo prédio.


Marco Zero da cidade, que ficava no Poty Velho mas foi transportado para o centro para escapar das enchentes.


Banco na praça... so cute!



Estação de metrô e shopping popular anexo.



Feira do Troca-Troca. Aqui é tudo na base do toma-lá-dá-cá e tudo é negociável.



Ponte da Amizade, uma das pontes que faz a ligação de Teresina ao Maranhão.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Cabeça de Gordo em Teresina

O gostoso de viajar é identificar o que cada lugar tem de particular, de exclusivo... é o que vai ficar na memória. E, nesse sentido, vi e comi muitas coisas pitorescas em Teresina - do artesanato ao vocabulário e passando, claro, pela comida. Alguns cliques desta cabeça de gordo...


Galinha-da-angola, em Teresina, se chama capote e é um prato típico lá. Dia desses, pedi refeição no room service, uma galinha ensopada. No cardápio falava 'galinha caipira' mas eu tinha esperança de que fosse capote e não galinha... perguntei ao camareiro: 'É galinha-de-angola?' e ele prontamente respondeu 'não, não senhora. É daqui do Brasil mesmo'. Engoli uma risadinha hhehehehehehe eita Brasilzão com seus regionalismos rssssssss


Peixada, no Restaurante Flutuante no encontro dos rios Poty e Parnaíba. Deliciosa, divina e com batata doce ao invés de batata inglesa! Policarpo Quaresma ia curtir isto!


Piava frita, super sequinha, lamentei não beber cerveja nesta hora...


Petas, biscoitinhos de polvilho. Maravilhosos!

E mais biscoitos... com sabores diferentes, um mais gostoso que o outro.

Pessoal do Enfisa nordeste, prepare-se para comer muito bem em Teresina!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Duas palavras piauienses

Com a idade ou excesso de assunto na cabeça, parece que minha capacidade de aprender palavras novas está diminuída... mas nesta viagem a Teresina, aprendi duas que passarão a fazer parte do meu glossário:

Trizidela = do outro lado do rio. Não sei explicar a origem da palavra e olha que já olhei para ela mil vezes para tentar entender...

Beerreobró = meses do ano que terminam com BRO = setembro, outubro, novembro e dezembro e que correspondem à época mais quente do ano por lá.

Bonitinho né? Que venha o beerreobró!!


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Teresina, a 95m do chão

Esta foi a segunda vez que fui a Teresina. A primeira foi em 1998. Ou 1999, não lembro bem. Na época, colecionava cartões postais e - aí sim me lembro bem - que me chocou o fato de que os únicos cartões postais que encontrei na cidade eram da Estação Rodoviária e do mercado de artesanato. Devo ter eles até hoje. Conversando com o Francisco, ele me falou que era mais ou menos assim mesmo.. não tinha nada para mostrar... mas... passados 12 anos... a cidade está muito diferente, parece outra cidade. Muitos prédios novinhos e outros tantos em construção... um dos maiores shoppings do Brasil sendo inaugurado em breve... novos hoteis... E uma ponte novinha - a Ponte Estaiada, que tem um mirante de 95m de altura e de onde a gente pode ver o quão arborizada é a cidade. Imperdível. Dá para tirar lindas fotos de cartão postal lá de cima mas, agora, nem sei se ainda existem cartões postais... e, se existirem... não sei se alguém ainda manda cartões postais...





Crispim, o Cabeça-de-Cuia

Viajar é bom demais. A gente aprende o que não está nos livros... vejam esta lenda piauiense.

Crispim era um jovem rapaz, originário de uma família muito pobre, que vivia na pequena Vila do Poti (hoje, Poti Velho, bairro da zona norte de Teresina). Seu pai, que era pescador, morreu muito cedo, deixando o pequeno Crispim e sua velha mãe, uma senhora doente, sem nenhuma fonte de sustento. Sendo assim, Crispim teve que começar a trabalhar ainda jovem, também como pescador.

Um dia, Crispim foi a uma de suas pescarias, mas, por azar, não conseguiu pescar absolutamente nada. De volta à sua casa, descobriu que sua mãe havia feito para o seu almoço apenas uma comida rala, acompanhado de um suporte de boi (osso da canela do boi). Como Crispim jazia de fome e raiva, devido à pescaria fracassada, enfureceu-se com a miséria daquela comida e decidiu vingar-se da mãe por estarem naquela situação. Então, em um ato rápido e violento, o jovem golpeou a cabeça da mãe, a deixando a beira da morte. Dizem, até mesmo, que de onde deveria sair o tutano do osso do boi, escorria apenas o sangue da mãe de Crispim.

Porém, a velha senhora, antes de falecer, rogou uma maldição contra seu filho, que lhe foi atendida. A maldição rezava que Crispim transformasse-se em um monstro aquático, com a cabeça enorme no formato de uma cuia, que vagaria dia e noite e só se libertaria da maldição após devorar sete virgens, de nome Maria.

Com a maldição, Crispim enlouquecera, numa mistura de medo e ódio, e correu ao rio Parnaíba, onde se afogou. Seu corpo nunca foi encontrado e, até hoje, as pessoas mais antigas proíbem suas filhas virgens de nome Maria de lavarem roupa ou se banharem nas épocas de cheia do rio. Alguns moradores da região afirmam que o Cabeça de Cuia, além de procurar as virgens, assassina os banhistas do rio e tenta virar embarcações que passam pelo rio.

Outros também afirmam que Crispim ou, o Cabeça de Cuia, procura as mulheres por achar que elas, na verdade, são sua mãe, que veio ao rio Parnaíba para lhe perdoar. Mas, ao se aproximar, e se deparar com outra mulher, ele se irrita novamente e acaba por matar as mulheres.

O Cabeça de Cuia, até hoje, não conseguiu devorar nem uma virgem de nome Maria.

Em 2003, foi instituido pela Prefeitura Municipal de Teresina, o Dia do Cabeça de Cuia, para ser comemorado na última sexta-feira do mês de abril.

Ver fonte do texto

Uma voltinha no Poty Velho

A região do Poty Velho é onde começou Teresina, fica bem pertinho do local onde o Rio Poty deságua no Rio Parnaíba. Lá está a primeira igreja da cidade e lá estava o marco zero da cidade. A igreja continua lá, o marco zero foi transferido para outro local para fugir das enchentes sazonais... e... o mais legal... lá está um polo ceramista onde se encontram anjos, bichos, vasos, pratos, bijoux, artigos de decoração... são dezenas de artesãos produzindo e comercializando suas peças e, em muitas oficinas, eles estão lá, trabalhando na nossa frente... imperdível.

Uma das dezenas de lojinhas...

Artesanato imitando arte rupestre da Serra da Capivara. A Serra da Capivara é um sítio arqueológico localizado no sudeste do estado, próximo ao estado de Pernambuco.

Luminárias feitas com pastilhas e peças de argila... um dia, quando tiver uma casa com varandas, volto aqui para buscar.

Anjos de barro, em breve, bem breve, na estante lá de casa...

Crochê em fibra de buriti, um trabalho muito delicado.

Um companheiro para o Boi Campeão... em breve na Agropec.