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domingo, 26 de agosto de 2012

Minha vida é comer tapioca por este país...

Tenho o privilégio de conhecer todos os estados do Brasil e, claro, Brasília. Isso começou quando era criancinha pois meus pais - principalmente meu pai - tinham o pé na estrada e sempre levavam a gente para viajar... depois, aos 12-13 anos, comecei a criar asas e a viajar sozinha, digo, sem meus pais... primeiro com o Ballet Vitória Régia, depois competindo em olimpíadas de Matemática, depois fui morar fora e a faculdade oportunizou uma série de viagens também. Mas até então era tudo muito no sudeste e sul do Brasil. A não ser pelas viagens a Campo Grande em 1984 e a Manaus em 1985, eu só conhecia SP, PR, SC e RJ... só fui conhecer o nordeste em 1997 quando estagiei com o Nascimento em Cruz das Almas... depois fui morar em Vacaria e Norte e Nordeste se tornaram ainda mais distantes. Mas, em compensação, conheci bem o RS... e tinha a chance de participar de congressos de Entomologia prá lá e prá cá...
Em 2006, comecei a trabalhar nos ENFISAs... e aí é que comecei a viajar prá valer. E sempre que viajo gosto de comer comidas diferentes, comidas que não vá encontrar no bairro onde moro. Não lembro ao certo quando foi a primeira vez que comi tapioca mas sei que, no princípio, eu achava que ela fosse uma comida típica do nordeste. Apesar de ter passado muito mal, lembro da tapioca com ovo que comi no centro de Fortaleza (tamanha falta de juízo comer ovo na rua, mas tudo bem, na época em não estava muito consciente sobre o que eram Salmonellas)... Lembro das tapiocas maravilhosas que comia todo dia de manhã no hotel em Belém...  do Tapioca Break que fizemos no Enfisa de Maceió em 2009 com direito à linda vista de Pajuçara e a brisa do mar... da moça da tapioca do hotel de São Luís que me via entrar no salão do café e já ia preparando a minha tapioca com ovo (e sem Salmonellas)... do moço do hotel de Campo Grande que também já nem esperava eu pedir... da tapioca de tucumã que ficou na promessa em Manaus... da tapioca ao nascer do sol em Recife... da tapioca tamanho gigante plus de João Pessoa, do rodízio divino de tapioca em Brasília, da tapioca na feira em Ji Paraná em Rondônia, a tapioca assadinha no forno com manteira e orégano de Salvador... depois de rodar o Brasil inteiro, cheguei à conclusão de que eu estava errada. A tapioca não é típica do Nordeste, não. A tapioca é típica do Brasil. Enrolada, dobrada, grande, pequena, grossa, fina, doce ou salgada... cada lugar tem seu jeito de fazer a tapioca... Vi que ela só não é consumida comumente de SP prá baixo... ou seja, o Brasil tal qual eu conhecia até a virada do século é justamente aquele onde não se come tapioca. Triste admitir isso, mas nasci no lugar errado pois sou doida por tapioca! 

Curiosidade: o MAPA regulamentou os padrões de identidade e qualidade para a tapioca. Veja, IN 23/2005:
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO
GABINETE DO MINISTRO
INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 23, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2005
O MINISTRO DE ESTADO, INTERINO, DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO, no uso da atribuição que lhe confere o art. 87, parágrafo único, inciso II, da Constituição, tendo em vista o disposto na Lei nº 9.972, de 25 de maio de 2000, no Decreto nº 3.664, de 17 de novembro de 2000, e o que consta do Processo nº 21000.012917/2005-40, resolve:
Art. 1º Aprovar o REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DOS PRODUTOS AMILÁCEOS DERIVADOS DA RAIZ DE MANDIOCA, conforme anexo desta Instrução Normativa.
Art. 2º Os casos omissos e as dúvidas suscitadas na execução desta Instrução Normativa serão resolvidos pelo Órgão Técnico competente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Art. 3º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.
LUÍS CARLOS GUEDES PINTO
ANEXO
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DOS PRODUTOS AMILÁCEOS DERIVADOS DA RAIZ DE MANDIOCA
1. Objetivo: o presente Regulamento tem por objetivo definir as características de identidade e de qualidade dos Produtos Amiláceos derivados da Raiz de Mandioca.
2. Conceitos: para efeito deste Regulamento, considera-se:
2.1. Fator ácido: é o volume dado em mililitros de HCl 0,1N, necessário para conduzir a pH 3,0 uma suspensão específica, cuja determinação e tolerância devem obedecer à metodologia analítica e ao Quadro Sinóptico - Tabela 1, previstos neste Regulamento;
2.2. pH: refere-se ao potencial de hidrogênio ionizável característico do produto amiláceo, cuja determinação e tolerância devem obedecer, respectivamente, à metodologia analítica e ao Quadro Sinóptico - Tabela 1, previstos neste Regulamento;
2.3. Amido: refere-se aos carboidratos do amido, característico da raiz de mandioca, encontrados no produto amiláceo, e o seu teor é expresso em gramas de amido por 100 gramas do produto, cuja determinação e tolerância devem obedecer à metodologia analítica e ao Quadro Sinóptico - Tabela 1, previstos neste Regulamento;
2.4. Teor de Cinzas: percentual de matéria mineral presente no produto, cuja determinação e tolerância devem obedecer à metodologia analítica e ao Quadro Sinóptico - Tabela 1, previstos neste Regulamento;
2.5. Granulometria: distribuição dimensional das partículas do produto;
2.6. Vazamento: refere-se ao teor de produto amiláceo pulverizado, que passa por uma peneira específica, cuja determinação e tolerância devem obedecer, respectivamente, à metodologia analítica e ao Quadro Sinóptico - Tabela 1, previstos neste Regulamento;
2.7. Temperatura de Rompimento: refere-se à temperatura na qual os grânulos iniciam o rompimento, sendo uma característica de identidade do produto, cuja determinação e tolerância devem obedecer, respectivamente, à metodologia analítica e ao Quadro Sinóptico - Tabela 1, previstos neste Regulamento;
2.8. Umidade: refere-se ao teor de água livre encontrada no produto amiláceo e seu teor é expresso em gramas por 100 gramas do produto, cuja determinação e tolerância devem obedecer à metodologia analítica e ao Quadro Sinóptico - Tabela 1, previstos neste Regulamento;
2.9. Impurezas ou matérias estranhas: refere-se a detritos macroscópicos, próprios ou impróprios do produto, cuja determinação e tolerância devem obedecer à metodologia analítica e ao Quadro Sinóptico - Tabela 1, previstos neste Regulamento;
2.10. Detrito: refere-se a todo material macroscópico com ou sem risco à saúde, mas que possa ser caracterizado como defeito, como fezes, pêlos, insetos (vivos ou mortos), penas, grânulos e partículas defeituosas e conglomerados mofados, entre outros. O produto deve apresentar-se isento de qualquer um desses defeitos, segundo metodologia analítica e Quadro Sinóptico - Tabela 1, previstos neste Regulamento;
2.11. Matérias macroscópicas: são aquelas que podem ser detectadas por observação direta (olho nu) sem auxílio de instrumentos ópticos;
2.12. Polpa: refere-se ao material proveniente do cilindro central da raiz de mandioca e o seu teor é expresso em mililitros por 100 gramas do produto, cuja determinação e tolerância devem obedecer, respectivamente, à metodologia analítica e ao Quadro Sinóptico - Tabela 1, previstos neste Regulamento;
2.13. Odor: refere-se à avaliação do produto amiláceo quanto ao odor, cuja determinação e tolerância devem obedecer à metodologia analítica e ao Quadro Sinóptico - Tabela 1, previstos neste Regulamento;
2.14. Matérias microscópicas: são aquelas que podem ser detectadas com auxílio de instrumentos ópticos;
2.15. Substâncias nocivas à saúde: substâncias ou agentes estranhos de origem biológica, química ou física que se saiba ou se presuma serem nocivos à saúde, tais como as micotoxinas, os resíduos de produtos fitossanitários e outros contaminantes;
2.16. Isento de substâncias nocivas à saúde: quando o produto não apresenta contaminação ou cujo valor se verifica dentro dos limites máximos previstos na legislação específica vigente;
2.17. Lote: quantidade de produtos com as mesmas especificações de identidade, qualidade e apresentação, processados pelo mesmo fabricante ou fracionador, em um espaço de tempo determinado, sob condições essencialmente iguais;
2.18. Embalagem: recipiente, pacote ou envoltório destinado a proteger e facilitar o transporte e o manuseio do produto;
2.19. Produto embalado: todo produto que está contido em uma embalagem, pronto para ser oferecido ao consumidor;
2.20. Próprio: característico do produto, em conjunto ou isolado, quanto ao aspecto, odor, sabor, entre outras características;
2.21. Cilindro central (polpa): refere-se à parte da raiz de mandioca desprovida da casca e entrecasca;
2.22. Desidratação: refere-se à retirada do excesso de água da massa extraída da raiz de mandioca nas etapas de prensagem e secagem;
2.23. Entrecasca: refere-se à camada protetora da raiz de mandioca, situada entre a casca e o cilindro central;
2.24. Fécula: é o produto amiláceo extraído das raízes de mandioca, não fermentada, obtida por decantação, centrifugação ou outros processos tecnológicos adequados;
2.25. Tapioca: é o produto que, conforme processo de fabricação, se apresenta sob forma de grânulos irregulares, poliédricos ou esféricos;
2.26. Granulação: forma e tamanho dos grânulos;
2.27. Grânulos: partículas irregulares em forma e tamanho.
3. Classificação e Tolerâncias: o Produto Amiláceo derivado da Raiz de Mandioca de acordo com o processo tecnológico de fabricação utilizado, suas características físicas (granulometria e forma dos grânulos) e sua qualidade será enquadrado em grupo, subgrupo e tipo, respectivamente:
3.1. Grupos: de acordo com a tecnologia de fabricação utilizada, o Produto Amiláceo será classificado em 2 (dois) grupos:
3.1.1. Grupo I - Fécula;
3.1.2. Grupo II - Tapioca.
3.2. Subgrupos da Tapioca - segundo a forma dos grânulos, a Tapioca será classificada em 2 (dois) subgrupos:
3.2.1. Tapioca granulada - Tapioca “Flakes granulated” (flocos granulados) tapioca: é o produto sob forma de grânulos, poliédricos irregulares, de diversos tamanhos;
3.2.2. Tapioca pérola ou sagú artificial - “Pearl” (pérola) tapioca: é o produto sob forma de grânulos esféricos irregulares, de diversos tamanhos.
3.3. Tipos: Os Produtos Amiláceos derivados da Raiz de Mandioca do Grupo I serão classificados em 3 (três) Tipos e os do Grupo II em 2 (dois) Tipos, de acordo com a sua qualidade, em função dos parâmetros e respectivos limites de tolerância estabelecidos na Tabela 1 do presente Regulamento.
3.4. Fora de Tipo: será considerada como Fora de Tipo a Fécula e a Tapioca que não se enquadrarem nos limites de tolerância estabelecidos na Tabela 1 deste Regulamento Técnico.
4. Requisitos Gerais: os Produtos Amiláceos derivados da Raiz de Mandioca deverão se apresentar limpos, secos e isentos de odores estranhos, impróprios ao produto.
4.1. Sempre que julgar necessário, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento poderá exigir análises das características microscópicas, microbiológicas e de substâncias nocivas à saúde, independentemente do resultado da classificação do produto, observadas as legislações específicas vigentes.
5. Modo de Apresentação: os Produtos Amiláceos derivados da Raiz de Mandioca podem ser comercializados a granel, ensacados ou empacotados.
6. Acondicionamento: as embalagens, utilizadas no acondicionamento dos Produtos Amiláceos derivados da Raiz de Mandioca poderão ser de materiais naturais, sintéticos ou qualquer outro material apropriado, desde que sejam limpos, atóxicos, que protejam o produto e que não transmitam odores e sabores estranhos ao produto.
6.1. As especificações quanto à confecção e à capacidade das embalagens devem estar de acordo com a legislação específica vigente.
7. Rotulagem
7.1. Produto embalado para a venda direta à alimentação humana: a marcação ou rotulagem, uma vez observadas as legislações específicas vigentes, deverá conter obrigatoriamente as seguintes informações:
7.1.1. Relativas à classificação:
7.1.1.1. Grupo;
7.1.1.2. Subgrupo, quando for o caso;
7.1.1.3. Tipo.
7.1.2. Relativas à identificação do produto e a seu responsável:
7.1.2.1. Denominação de venda do produto;
7.1.2.2. Razão social do embalador, acompanhado de CNPJ e endereço completo;
7.1.2.3. Lote: o lote deverá ser identificado por meio de um código chave de responsabilidade do embalador precedido da letra "L" ou a data de fabricação, de embalagem ou de prazo de validade, na forma definida na legislação específica vigente.
7.2. Produto a granel: o produto deverá ser identificado e as informações colocadas em lugar de destaque, de fácil visualização e de difícil remoção, contendo, no mínimo, as seguintes expressões:
7.2.1. Relativas à classificação:
7.2.1.1. Grupo;
7.2.1.2. Subgrupo, quando for o caso;
7.2.1.3. Tipo;
7.2.2. Relativas à identificação do produto e seu responsável:
7.2.2.1. Denominação de venda do produto;
7.2.2.2. Razão social do fabricante, acompanhado de CNPJ e endereço completo.
7.3. Produtos importados: além das exigências previstas para o item 7.1. ou 7.2., o produto importado deverá apresentar ainda as seguintes informações:
7.3.1. País de origem;
7.3.2. Nome e endereço do importador.
7.4. A rotulagem deve ser de fácil visualização e de difícil remoção, assegurando informações corretas, claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa, cumprindo com as exigências previstas em legislação específica vigente.
7.4.1. A especificação relativa ao Grupo dos Produtos Amiláceos derivados da Raiz da Mandioca deve ser grafada em algarismo romano e por extenso. A especificação relativa ao Subgrupo, quando for o caso, por extenso. A especificação relativa ao Tipo dos Produtos Amiláceos derivados da Raiz de Mandioca deve ser grafada em algarismo arábico.
7.4.2. Todos os caracteres deverão ser do mesmo tamanho, segundo as dimensões especificadas para a informação relativa ao peso líquido, conforme legislação metrológica vigente.
8. Métodos analíticos: os métodos analíticos são definidos em atos complementares, após oficialização pela área competente do MAPA.
8.1. Permite-se o uso de métodos consagrados, desde que inexistam métodos oficiais publicados.
Tabela 1. Limites de tolerância para os Produtos Amiláceos derivados da Raiz de Mandioca.


Grupos I - Fécula II - <Tapioca 
Subgrupos    Granulada Pérola ou Sagú artificial 
Tipos 1 2 3 1 2 1 2 
Fator Ácido (mL) 4,00 4,50 5,00 * * * * 
pH 4,50 a 4,50 a 4,00 a * * * * 
6,50 6,50 7,00     
Amido % >84,00 >82,00 >80,00 * * * * 
Cinzas % <0 font="font"> <0 font="font"> <0 font="font"> <0 font="font"> <0 font="font"> <0 font="font"> <0 font="font"> 
Vazamento % Abertura (mm) 0,105 0,105 0,105 * * * * 
99,00 98,00 97,00     
Ponto Rompimento >58º >58º >58º * * * * 
<66 font="font"> <66 font="font"> <66 font="font">     
Umidade% <14 font="font"> <14 font="font"> <14 font="font"> <15 font="font"> <15 font="font"> <15 font="font"> <15 font="font"> 
Matérias estranhas ou impurezas - % ** ** ** ** ** ** ** 
Polpa - (mL) 0,50 1,00 1,50 * * * * 
Odor Peculiar Peculiar 
D.O.U., 15/12/2005

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Enfisa 2012 - Etapa 4/4 concluída!

Nossa... tava olhando agora que não blogo desde maio... mas é que o bicho pegou mesmo com os preparativos finais do ENFISA Curitiba. Vejam os resultados do evento:

Fotos do evento:
ENFISA Curitiba 2012

Anais:

Caso não consiga visualizar, clique aqui.


Apresentações:

Carta de Curitiba:



domingo, 27 de maio de 2012

Enfisa 2012 - Etapa 3/4 OK!

De 8 a 10 de maio, aconteceu a terceira etapa do ENFISA 2012, em Teresina. Infelizmente, RN e SE não puderam participar, o que torna a reunião incompleta. Mais ou menos que nem quando falta alguém da família numa festa porque é um pessoal que vem trabalhando junto há tanto tempo que  a gente sente falta. Mas os que foram fizeram uma ótima reunião, com a coordenação do Chicão e do Carlos Venâncio. 

Para quem não conhece Teresina, deixe-me contar que a cidade é muito mais do que um lugar muito quente. Sim, porque quem não conhece só sabe isso. Que é quente. Fato imutável. Podem mudar prefeito, presidente ou o que for, isso vai ser assim com certeza por alguns milhões de anos ainda. Para não dizer que para sempre pois para sempre é tempo demais. Mas deixe-me contar que no horizonte de tempo que a gente consegue perceber, Teresina mudou demais desde 1998. Acho que já comentei isso no outro post no ano passado. Mudou muito, parece outra cidade. Tem coisas lá que nunca vi em lugar nenhum do Brasil, como o mirante da Ponte Estaiada, por exemplo. Tem restaurantes maravilhosos como a rede Favorito e até Coco Bambu. Sim! Se você acha que Coco Bambu só tem no Brasília Shopping, está muito enganado. Tem Coco Bambu em Teresina e é tão bom quanto o de Brasília. Bom, foram 5 dias lá comendo muito bem. 

Além da comida e da Ponte Estaiada, Teresina (e o Piauí) tem uma cultura regional riquíssima, que se manifesta na sua música e no seu artesanato. E nosso anfitrião fez bonito trazendo um artista da terra para cantar para nós no final de um dia de trabalho e levando o pessoal para conhecer o polo ceramista do Poty Velho. Ele fez valer aquele velho ditado 'make it happen, I'll make it worth'. Com certeza, quando estivermos realizando o vigésimo ENFISA, todos ainda vão se lembrar da música, da comida e do artesanato do Piauí.

Prá terminar, quero registrar uma fala do Vagner Ribeiro, que é o músico que foi lá mostrar o que o Piauí tem de mais bonito. Conta ele que perguntaram a um senhor velhinho, velhinho chamado Porfírio de Souza qual o segredo da longevidade. Mestre Porfírio respondeu 'são 3 coisas: não pegar o sereno da meia-noite nem o sol a pino do meio-dia... e quando tiver uma confusão por aqui, você passa por acolá'. Sábio, não? 


Três dias de reunião
Foto oficial
Passadinha no Mirante da Ponte Estaiada
Com Fernando Marini (SINDAG), Filomena Carvalho (AGED), Tito Carneiro (ADAGRI), Juliana Carnaúba  (ADEAL) e Sílvio Varejão (ADAGRO) vendo Teresina lá de cima do Mirante. 130 m de altura e visão 360 graus.

Vagner Ribeiro animou o pessoal

Toda reunião deveria terminar assim! Vou sugerir à comissão do Enfisa do ano que vem que isso conste em regimento: 'ao final do dia de trabalho, o anfitrião deverá oferecer uma atração cultural para relaxar  e integrar os participantes'.


A solução para os problemas na Terra está na nuvem

Duas perguntas que sempre escuto quando mostro meus brinquedinhos da nuvem:

1) Como você descobre essas coisas?

2) Como você arranja tempo para fazer essas coisas?

A primeira é fácil. Tem dias que parece que estou trabalhando mas, na verdade, estou apenas fuçando... tentando achar na nuvem alguma solução para algum problema aqui da terra. Vocês podem não acreditar, mas tem tanta coisa nessa tal de nuvem que sou capaz de passar horas e horas pesquisando e testando ferramentas. A segunda também é fácil: todos os meus minutos são meus e a gente sempre dá um jeito de fazer o que gosta...

Esta semana descobri uma ferramenta para integrar todo o conteúdo que tenho na internet sobre o Enfisa. Chama-se Dipity. Você constroi linhas do tempo multimídia, com possibilidade das pessoas comentarem e incluírem informações. Muito muito legal... a pessoa vai clicando nos eventos e aí vai abrindo o detalhamento. Vejam:

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Sobre a alquimia de transformar dados em informação

De tudo o que eu gosto de fazer na vida, uma das tarefas que mais gosto é a de decodificar informações. Uma espécie de tradução de uma linguagem indigesta para outra facilmente absorvida pelo leitor. Gosto de apanhar enormes quantidades de dados e sumarizá-los em imagens, por exemplo. Do tipo: bateu o olho, entendeu. Deve haver um nome técnico para essa tarefa, mas desconheço... o que sei, aprendi no tapa e não na escola, então desculpem a falta de jargão...

Todo ano, desde 2009, a gente faz um diagnóstico da fiscalização de agrotóxicos no Enfisa. Começou no evento do Du Lino, em Maceió, e depois foi absorvido por todos os estados: é necessário mensurar e comunicar os resultados da fiscalização. É elaborado um roteiro e o pessoal preenche os dados via sistema online ou em editor de texto. Não importa o meio. Importa o conteúdo. Conteúdo sendo fidedigno pode vir até em papel de pão.

Então, pego os 27 conjuntos de dados e consolido numa planilha. E essa é a matéria-prima para gerar gráficos e comparações entre os serviços estaduais de fiscalização. A ideia é possibilitar que cada serviço possa saber sua situação em comparação com os demais. O que está bom? O que pode ser melhorado?

Até o ano passado, isso era feito no bom e velho PowerPoint. Mas, numa das minhas incursões pelo Google, descobri algumas ferramentas online para produção de infográficos. Testei uma série de sistemas e o que mais gostei foi o do Piktochar (www.piktochar.com). O resultado é muito bom. Você bate o olho e entende. Não precisa ninguém falar nada. Não precisa ficar procurando na planilha onde está 'aquela' informação. Em 3 segundos, você apreende tudo o que está numa planilha de 500 células.

Vamos substituir todo esse blablablá por uma única imagem e vocês vão entender na hora o que estou querendo dizer.



segunda-feira, 7 de maio de 2012

Tudo pronto para amanhã - ENFISA Regional Nordeste 2012

Quem organiza evento sabe: a hora em que a sala está pronta, o som está testado, os equipamentos estão instalados e as toalhas estão lá esticadinhas sobre a mesa... nessa hora... já pode considerar a missão 99% cumprida... é... porque evento é que nem bambu... passa anos debaixo da terra para estourar o crescimento em poucas semanas... e morrer... a gente já sai de um pensando no próximo... e não podia ser diferente com o Enfisa Teresina... já saí de João Pessoa no ano passado fazendo planos para Teresina e agora estou aqui, esperando o pessoal chegar... adoro ver a sala assim: pronta, organizada... fico enxergando as pessoas que vão participar... fico tentando imaginar o que será discutido... muito boa a sensação do dever cumprido! E, justiça seja feita, Chicão fez um trabalho e tanto mobilizando pessoas e instituições. Bom, em breve, relatarei os resultados.



Programa:

ENFISA 2012 - Etapa 2/4

Depois de Manaus foi a vez de Brasília sediar uma das etapas regionais do ENFISA 2012. Veio todo mundo, gente de todas as UFs das três regiões (Sul, Sudeste e Centro-Oeste). E veio também, como convidada, a Rachel, do IDARON. Como sempre, as discussões foram acaloradas e os encaminhamentos estão sumarizados numa Carta, a Carta de Brasília.











Unidos venceremos: grupo que participou do ENFISA Brasília 2012


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Programa do ENFISA Brasília

Continuando a maratona do ENFISA 2012, estamos às vésperas da etapa Sul/ Sudeste/ Centro-Oeste. Passagens emitidas, participantes confirmados, cerca de 70 pessoas inscritas no curso pré-evento... enfim, muita atividade à vista para semana que vem. Marília, Diogo e pessoal da SEAGRI-DF fizeram um ótimo trabalho e, certamente, teremos uma reunião muito boa com representantes de todos as as unidades da federação das três regiões.


sábado, 17 de março de 2012

ENFISA etapa 1 de 4 - Concluído!

Quem me conhece sabe: no primeiro semestre, o bicho pega. Não sei ao certo por quê, mas tudo se concentra nos meses de março a junho... este ano, por exemplo... são 4 Enfisas, 3 workshops do InovaDefesa e mais a Conferência... em compensação, de junho a dezembro, é aquele marasmo. Tá. Gostaria de acreditar nessas últimas palavras que escapuliram pelas pontas dos dedos... 'aquele marasmo'... quem vê pensa... segundo semestre acaba sendo tão corrido quanto o primeiro porque é quando a gente prepara o terreno para realizar os eventos do primeiro semestre do ano seguinte... ou seja, o bicho pega nos dois semestres mesmo... 

Mas tudo bem. Não me importo. Prá ser sincera, até gosto que seja assim. Adoro. Adoro meu trabalho, adoro viajar, adoro conhecer lugares, pessoas e realidades diferentes da minha. E tenho tido o privilégio de rodar por este Brasilzão que eu amo. Tá certo que às vezes eu abuso... mas... de certo uma hora vai chegar em que ficarei mais 'séssil'...

Semana passada, começou o Enfisa 2012, pelo Regional Norte em Manaus. Tivemos uma série de contratempos de toda ordem: pessoal, administrativa... mas o importante é que o evento aconteceu e atingiu os objetivos a que se propunha. Todos os estados da região estavam representados e as discussões giraram em torno da fiscalização do receituário agronômico, destinação de produtos apreendidos, educação sanitária e outros temas ligados ao uso seguro de agrotóxicos. Só faltaram duas pessoas... a Alessandra e a Aldenir... que foram guerreiras nos preparativos mas não estão mais nos cargos que estavam na época em que iniciamos a organização em agosto do ano passado... 

Foi ótimo reencontrar amigos de velha data e pessoas com as quais venho trabalhando há mais de cinco anos. Foi ótimo, também, conhecer gente nova que iniciou no serviço - ainda mais na Região Norte, onde me sinto muito em casa e muito à vontade. Já estou com as malas prontas para ir para minha querida Belém no semestre que vem, para iniciar os preparativos do Regional Norte 2013!! Bom, se me chamarem, é claro rsssss

Leia a Carta de Manaus aqui:

Segunda-feira à tarde: tudo pronto para começar! 

Terça-feira de manhã: com vocês, fica bem melhor!

Velhos e queridos amigos: Luís Ribeiro e Fernando Marini

Comparando com 2011 e 2010... o grupo da região Norte cresceu!

Luiz Antônio da Silva... ou Luizinho, um coração enorme e muita coragem para não deixar a peteca cair

Com Rachel e Eutália, do IDARON. É ótimo quando nossos caminhos se cruzam!

Luizinho abrindo a reunião

Mirne Santana, um prazer haver conhecido pessoalmente!

Carlos Terossi, coordenador do Regional Norte do ano passado

A indústria nunca esteve tão bem representada no regional Norte como neste ano

Sou fã dessa menina! Ainda mais agora que ela não tem mais medo de mim rsssss

Luís Rangel, a espinha dorsal do ENFISA e com quem tenho a felicidade de trabalhar desde 2006

Carlos Barbosa de Lima, do Tocantins. Gente boa prá caramba!
Andef, Sindag, Aenda e Andav: faltou o Inpev na foto...
Taí o Inpev: Paulo Ely
 
Luiz Guamá, da Adepará. Coordenador do Regional Norte 2013

Nelson Leite, também da Adepará, coordenador do Enfisa Regional Norte 2013

Meu amigo acreano favorito, Oder Gurgel, passamos apuro juntos em 2008 no Enfisa Regional de Rio Branco

Ivênio Hartmann, do Diagro

Participaram deste evento:

Nome Instituição Estado
Amilcar da Silva Ferreira CODESAV AM
Ana Telma Soares INPEV Ouvinte
Antônio Joaquim do Espírito Santo IDAM AM
Bárbara Brandão Ferreira da Silveira CODESAV AM
Capitulino Leite Loureiro Neto ADERR RR
Carlos Alberto Terossi Filho ADERR RR
Carlos César Barbosa Lima ADAPEC TO
Diogo Mazotini ANDAV Ouvinte
Eutália da Cunha Alves IDARON RO
Fábio Kagi AENDA Ouvinte
Fernando Henrique Marini SINDAG Ouvinte
Ingergleice Machado de Oliveira Abreu ADAPEC TO
Ivênio Roque Hartmann Neto DIAGRO AP
João Lucas Neto CODESAV AM
Joyce Oliveira Lima ARAM AM
Luís Carlos Ribeiro ANDEF Ouvinte
Luís Eduardo Pacifici Rangel CGAA Coordenador
Luiz Antônio Silva CODESAV AM
Luiz Carlos Cordeiro de Guamá ADEPARÁ PA
Marcos Félix de Queiroz CODESAV AM
Marília Bittencourt de Oliveira Angarten SEAGRI Convidado
Mirne Santana SFA-AM AM
Nelson Leite ADEPARÁ PA
Oder José da Costa Gurgel IDAF-AC AC
Paulo Ely INPEV Ouvinte
Paulo Ricardo Faria de Sant'Anna ANDEF Ouvinte
Rachel Barbosa da Silva IDARON RO
Regina Sugayama AGROPEC Organização
Renata Eschinletti ANDEF Ouvinte
Rolângio Ferreira de Souza CODESAV AM

sábado, 3 de março de 2012

Tarefa do dia: desfazer malas de ontem e fazer malas de amanhã

Cheguei ontem à noite de Campo Grande... e amanhã já vou para Manaus porque começa o ENFISA 2012!