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domingo, 27 de maio de 2012

A solução para os problemas na Terra está na nuvem

Duas perguntas que sempre escuto quando mostro meus brinquedinhos da nuvem:

1) Como você descobre essas coisas?

2) Como você arranja tempo para fazer essas coisas?

A primeira é fácil. Tem dias que parece que estou trabalhando mas, na verdade, estou apenas fuçando... tentando achar na nuvem alguma solução para algum problema aqui da terra. Vocês podem não acreditar, mas tem tanta coisa nessa tal de nuvem que sou capaz de passar horas e horas pesquisando e testando ferramentas. A segunda também é fácil: todos os meus minutos são meus e a gente sempre dá um jeito de fazer o que gosta...

Esta semana descobri uma ferramenta para integrar todo o conteúdo que tenho na internet sobre o Enfisa. Chama-se Dipity. Você constroi linhas do tempo multimídia, com possibilidade das pessoas comentarem e incluírem informações. Muito muito legal... a pessoa vai clicando nos eventos e aí vai abrindo o detalhamento. Vejam:

sábado, 10 de setembro de 2011

Batendo perna em Cusco


Plaza de Armas, em Cusco (foto da Wikipedia)

Nunca tive boas notas em provas de História. Foi minha menor nota no vestibular, apenas o suficiente para não zerar na segunda fase da Fuvest. Eu só gostava, mesmo, de História Antiga. Egito, Mesopotâmia... essas aulas eu curtia, aquilo me intrigava. E me fazia entender que o mundo está em constante transformação... com civilizações se substituindo umas às outras... Nunca entendi, no entanto, a guerra. Igualmente, nunca entendi a motivação de um povo para dominar e subjugar outros povos. Lembro a sensação horrível que tive ao entrar na igreja em Chichicastenango, na Guatemala, em 1999. Quando soube que ela foi construída por cima de um templo maia, fiquei indignada e tentada a escrever um conto sobre a história ao contrário... na minha história ao contrário, os povos pré-colombianos invadiriam e colonizariam a Espanha. E se Pacal tivesse invadido a Espanha 600 anos antes de Cristo? E se Montezuma ou Pachacutec tivessem dominado culturalmente a Espanha no século XV e destruído suas igrejas para adorar o Sol, a Terra, as montanhas...? Infelizmente, meu conhecimento de História é limitado demais para escrever esta história ao contrário, mas fica o argumento no ar para alguém que queira desenvolver o assunto...

Semana passada, estive em Cusco... ou Qosqo, em Quéchua. Cusco foi a capital do império Inca e é tombada pelo Patrimônio Histórico Mundial. Andando pelas ruas, a gente tem uma sensação estranha... é como se o hardware fosse espanhol e o software, índio. As construções lembram cidades coloniais portuguesas ou espanholas... mas as pessoas se vestem com seus trajes típicos e falam em Quéchua. A presença ameríndia é tão forte que o Quéchua foi reconhecido como o segundo idioma oficial do Peru.

Passei várias horas andando pelas ruas de Cusco e tirei mais de 100 fotos... selecionei algumas... para saber mais sobre a história de Cusco, veja a Wikipedia.






Igreja de Santo Domingo - construída sobre os muros de Koricancha, uma construção inca.


Interior da Igreja de Santo Domingo


Igreja de San Francisco


Interior da Igreja de San Francisco



Mulheres com roupas típicas, que trocam um click por uma 'propina'


Arco de Santa Clara

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Semana passada era um sonho... agora é uma lembrança boa e uma promessa de retornar

"No matarás.
No robarás.
No permanecerás ocioso"

Estes são os três princípios morais básicos da cultura inca, segundo Victor Hugo, meu guia de passeio. Vai ver que é por isso - especificamente pelo terceiro princípio - que me sinto tão bem em terras incas... afinal, tenho a maior fama de workaholic. Fama da qual discordo, veementemente. Eu sou mesmo é uma hedonista. Afinal, tenho prazer fazendo aquilo que todo mundo chama de trabalho (=tortura). Podem me chamar, no máximo, de masoquista em ter prazer onde todo mundo sente dor... mas tudo bem... são apenas pontos de vista diferentes...

O fato é que aquilo que as pessoas chamam de trabalho e eu chamo de prazer me proporciona momentos de ainda mais prazer, como passeios e viagens interessantes. Esta semana fui ao Peru determinada a conhecer Machu Picchu, um sonho antigo de criança. Un regalito de mí para mí... nada cómo consentirse a veces, verdad?

A cultura da cordilheira sempre me impressiona e sempre me sinto em casa ao escutar as músicas típicas e ao ver os nativos falando em língua quechua. Lembro da sensação que tive ao ver um grupo equatoriano se apresentando com roupas indígenas numa praça em Montevideo em fevereiro de 2008. Lembro dos mercados de Quito em julho de 2008. Da passadinha em Santa Cruz de la Sierra agora em junho. Muito antes de começarmos a falar em sustentabilidade e respeito ao meio ambiente, estes povos já falavam sobre isso. E praticavam. Eles praticam um respeito tão grande à natureza e tem gente que ainda tem coragem de chamá-los de primitivos, de aborígenes.

Provavelmente, escreverei ainda muitos posts sobre esta viagem, mas queria apenas disponibilizar algumas fotos. Só clicar na foto abaixo que vai abrir o álbum do Picasa, onde dá para ler as legendas e colocar comentários. È foto demais para postar aqui via Blogger...
2011 09 Peru Machu Picchu

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Histórico dos Congressos Brasileiros de Entomologia


A SEB - Sociedade Entomológica do Brasil é uma das maiores sociedades científicas dedicadas ao estudo de insetos, a nível mundial. Não sei como está a situação hoje, mas ouvia dizer no passado que ela só ficava atrás da sociedade americana. Fui da diretoria da SEB de 2002 a 2008, primeiro como secretária-tesoureira e depois como editora-chefe. Foi uma experiência muito gratificante. Primeiro porque, como secretária-tesoureira tive a oportunidade de organizar um grande evento científico que foi o XX Congresso Brasileiro de Entomologia. Segundo porque, como editora-chefe da Neotropical Entomology, aprendi todo o processo de produção de um periódico de nível internacional. Sem contar a leitura de centenas de artigos por ano. Terceiro porque, como editora-executiva da BioAssay entendi o caminho das pedras para se criar uma nova revista online. E, acima de tudo, foi gratificante participar da diretoria da SEB pelas amizades que a gente faz no caminho. Fiquei muito feliz quando recebi através da Seb-list a notícia de que a Sociedade havia compilado todo o histórico dos CBEs num site. Fiquei mais feliz ainda em ver o cd-rom do evento de Gramado todinho online, com fotos, resumos, programa... foi um trabalho no qual colocamos - Adalecio e eu - muita paixão e que me permitiu conviver e aprender com pessoas maravilhosas como a Jocélia, Zucchi, Luciana, Salvadori e outros tantos. Fico feliz, hoje, em ter ajudado a escrever essa história.