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sábado, 10 de setembro de 2011

Batendo perna em Cusco


Plaza de Armas, em Cusco (foto da Wikipedia)

Nunca tive boas notas em provas de História. Foi minha menor nota no vestibular, apenas o suficiente para não zerar na segunda fase da Fuvest. Eu só gostava, mesmo, de História Antiga. Egito, Mesopotâmia... essas aulas eu curtia, aquilo me intrigava. E me fazia entender que o mundo está em constante transformação... com civilizações se substituindo umas às outras... Nunca entendi, no entanto, a guerra. Igualmente, nunca entendi a motivação de um povo para dominar e subjugar outros povos. Lembro a sensação horrível que tive ao entrar na igreja em Chichicastenango, na Guatemala, em 1999. Quando soube que ela foi construída por cima de um templo maia, fiquei indignada e tentada a escrever um conto sobre a história ao contrário... na minha história ao contrário, os povos pré-colombianos invadiriam e colonizariam a Espanha. E se Pacal tivesse invadido a Espanha 600 anos antes de Cristo? E se Montezuma ou Pachacutec tivessem dominado culturalmente a Espanha no século XV e destruído suas igrejas para adorar o Sol, a Terra, as montanhas...? Infelizmente, meu conhecimento de História é limitado demais para escrever esta história ao contrário, mas fica o argumento no ar para alguém que queira desenvolver o assunto...

Semana passada, estive em Cusco... ou Qosqo, em Quéchua. Cusco foi a capital do império Inca e é tombada pelo Patrimônio Histórico Mundial. Andando pelas ruas, a gente tem uma sensação estranha... é como se o hardware fosse espanhol e o software, índio. As construções lembram cidades coloniais portuguesas ou espanholas... mas as pessoas se vestem com seus trajes típicos e falam em Quéchua. A presença ameríndia é tão forte que o Quéchua foi reconhecido como o segundo idioma oficial do Peru.

Passei várias horas andando pelas ruas de Cusco e tirei mais de 100 fotos... selecionei algumas... para saber mais sobre a história de Cusco, veja a Wikipedia.






Igreja de Santo Domingo - construída sobre os muros de Koricancha, uma construção inca.


Interior da Igreja de Santo Domingo


Igreja de San Francisco


Interior da Igreja de San Francisco



Mulheres com roupas típicas, que trocam um click por uma 'propina'


Arco de Santa Clara

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Uyyyyyyyyyyyyyyy que chiche!

Um dos aspectos mais maravilhosos do meu trabalho é a oportunidade de conhecer pessoas e de aprender com elas. Às vezes, surgem amizades que duram por anos ou que duram para sempre... e outras que duram apenas por um instante... mas que nem por isso são menos belas ou menos intensas. 

Estou trabalhando desde o ano passado para o Equador, em análises de risco para importação de alimentos... dia desses, em Brasília, conheci a Noralma Novoa, que é da Embaixada do Equador no Brasil, uma pessoa muito bacana, que me transmite paz e segurança. Pois bem... depois da pane no meu Dell e consequente adiamento dos meus planos de passar um carnaval na Bahia, eu fiquei meio assim que nem cachorro que caiu da mudança. E então, a Noralma me escreveu dizendo que estava pensando em vir a BH para o carnaval. Achei ótimo e logo decidimos que iríamos conhecer as cidades históricas pois eu estaria de bobeira na cidade... mais algumas horas e ela escreve novamente dizendo que dois amigos resolveram vir junto - o Miguel (que é Ministro da Embaixada do Equador no Brasil) e sua esposa Jenny (que é peruana e uma pessoa linda). 


Em três dias, fomos a Ouro Preto, Sabará, Congonhas e Tiradentes. E ainda por cima conhecemos a Pampulha e um pouco de BH. Como dizem os equatorianos, qué chévere, qué chiche!!! Amei. Amigos, mi casa es su casa!!

Jenny, Miguel, eu e Noralma. 950 km em três dias num circuito pelas cidades históricas de Minas Gerais.